<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585</id><updated>2012-02-18T12:17:06.430-02:00</updated><title type='text'>Urbanum</title><subtitle type='html'>Histórias reais que poderiam ter acontecido com os personagens daquele filme que você nunca viu.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-6317715126164020074</id><published>2012-01-05T13:44:00.002-02:00</published><updated>2012-01-05T13:51:04.046-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/refletindo.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Eu sempre acreditei em algo a mais, geralmente de forma lógica e clara. Mesmo quando criança, quando mamãe falava que eu deveria ser bonzinho pois o Papai Noel estava vendo, eu não conseguia dormir direito, mergulhado na paranóia de um velho obeso e pedófilo me observando. Eu acho importante questionar as coisas.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Daí andei pensando no quanto nos tornamos invulneráveis as coisas do mundo. Parando para analisar porque não é mais horrível ou assustador ver na televisão que um político roubou milhões, que assaltantes mataram oito pessoas e, claro, conseguiram fugir, que um algo-bomba explodiu no Oriente Médio e matou 40 civis, que mesmo depois de Michael Jackson, Che Guevara, Amy Winehouse e James Belushi, a Hebe ainda vive. Mas principalmente por quê nos tornamos insensíveis não só ao que chispa ao nosso redor mas também ao que sentimos por dentro? Depois de uma certa idade ou de alguma experiência horrorosa não queremos mais conhecer pessoas. Queremos conhecer a pessoa perfeita. Perde-se no oblívio a adrenalina de descobrir alguém, de encontrar novidades a cada semana, de desfrutar do prazer de algo inesperado. Queremos saber imediatamente se esta pessoa é um casamento em potencial. Se irá longe. Caso a primeira conversa, onde tentamos extrair o máximo de informações prioritárias possíveis, não vá como imaginávamos, é praticamente sair pela porta sem apagar a luz. Joga-se tudo pro alto e dizemos para nós mesmos que a pessoa tinha algo que não batia.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Talvez por medo, ou pior, pavor absoluto de passar pela mesma merda novamente, ou talvez por falta de tempo, queremos que a próxima pessoa importante em nossas vidas seja a pessoa com a qual você irá ficar velhinho junto. E quando digo falta de tempo é pensar que ficar solteiro aos 35 anos, por exemplo, significa que você se impõe a restrição de não se permitir mais namorar por namorar. Afinal, você vai conhecer uma pessoa, namorar por pelo menos 2-3 anos, ficar noivo(a) por mais 1 ano, casar e curtir por mais 1 ano pelo menos e aí sim resolver prestar atenção em ter um filho. Ou seja, preocupação em ser praticamente avô dos próprios filhos. E claramente isso é algo a se pensar. A vida é curta, temos que seguir um padrão aceitável para nós mesmos, para não ser cobrado pela pessoa que te absorve com aquele olhar de reprovação absoluta toda vez que você se penteia ou escova os dentes perante a pia do banheiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Assim, refletindo por minutos mais longos que os que passamos na sala de espera daquele dentista sádico que te atende de sábado, cheguei a conclusão que tudo isso é uma tremenda asneira. Caso eu tenha filhos, viverei até os 120 anos para vê-los crescerem. Caso eu encontre amor, vou me entregar como se fosse o último, mesmo que seja o primeiro. Caso eu perca tempo refletindo sobre o quanto eu sou ignorante, vou no cinema refletir sobre o gosto da pipoca.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-6317715126164020074?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/6317715126164020074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=6317715126164020074&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6317715126164020074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6317715126164020074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2012/01/eu-sempre-acreditei-em-algo-mais.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-4250136633569146342</id><published>2011-01-24T13:53:00.006-02:00</published><updated>2011-01-24T14:02:39.617-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_wtf.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%; "&gt;A primeira vez que eu li num livro sobre uma personagem que era casada, tinha um amante, o marido sabia e a opinião dele era "já que nem a natureza consegue separar a atração desses dois, eu deixo ela fazer o que tem de fazer e mantenho minha esposa." eu achei patético. Impossível existir duas pessoas que possuem tamanha atração entre si próprios e não ficarem juntos. Claro, se você pensar em guerras, países diferentes, traumas de infância ou coisa do tipo, fica até plausível, porém, tais personagens moram na mesma cidade, têm vidas normais, são pessoas normais. E na cabeça da mulher, ela mesma diz que seu marido é o amor da sua vida, é o cara que ela quer envelhecer do lado, mas o outro é um amor inconsequênte, ouso dizer diferente, é uma atração sem explicação plausível, um magnetismo absurdo que já existe há tempos. Seu amante não é um cara bonito ou mesmo super atraente e certamente não é carinhoso e prestativo, mas é brilhante, rápido e possui uma força mental, um foco em seu trabalho que são irredutíveis. Eles não iriam jamais conseguir ter uma vida feliz e dentro do padrão social como um casal normal. São muito diferentes para isso. Mas todas as vezes que se encontram, aquela vibração incógnita urge por algo que poderia deixar psicólogos dementes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não existe na vida real. Eles são personagens de um livro. Isso até eu conhecer uma garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu paro para me perguntar por que diabos quando eu a encontro eu me sinto assim. Eu perco o controle, a identidade, a fé. Ela é tudo o que cruza minha mente como uma corrente elétrica de milhares de volts. Meu coração dispara e meus nervos à flor da pele querem muito mais do que simplesmente envolvê-la. Eu quero machucá-la só para poder cuidar depois. Eu quero respirá-la. Eu quero fazer parte dela. Eu queria entender a reação química que flui dentro do meu corpo e me tira do sério. Eu quero não ter a ciência de que não pertencemos um ao outro, de que parece ser impossível formarmos algo duradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato, o mundo jamais irá permitir que fiquemos juntos.&lt;br /&gt;Fato, eu a amo mais do que um dia conseguirei compreender.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-4250136633569146342?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/4250136633569146342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=4250136633569146342&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4250136633569146342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4250136633569146342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2011/01/primeira-vez-que-eu-li-num-livro-sobre.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-5518710010816451921</id><published>2010-10-27T22:24:00.001-02:00</published><updated>2010-10-27T22:27:55.807-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_euamomais.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; font-size: 85%; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu considerei o fato de você ser completamente fora do meu padrão, assim, você sabe, não é possível, que você é linda. Talvez não linda como as modelos falsas de capa de revista, aquelas cuja dica de beleza é um banho de água mineral, batom Revlon, peeling, rímel importado e photoshop. Você é linda pelo seu sorriso ridículo, pelo jeito que você ainda fica vermelha quando o assunto é sexo (mesmo você tendo quase 30 anos na cara), pela tossida suave e franzir as sombrancelhas no primeiro gole de uísque. Não vou nem comentar sobre o jeito que você engrossa a voz e diz 'pára com isso' quando eu corro as unhas na base das suas costas. Quero morder você, ali mesmo. Enfim, eu considerei tudo isso quando fui falar com você e por mais que você ache mesmo que eu seja super extrovertido, eu estava morrendo de medo. Achava você demais pra mim. Mas eu fui lá falei o que eu sentia e o que eu sonhava. Não era um xaveco barato, não era uma linha de entrada, não era querer trepar no fim de semana. Era você e se não fosse você não seria mais ninguém. Eu não queria um relacionamento sério no primeiro beijo, mas também não queria um one night stand.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então, sendo que você foi, sem sombra de dúvida, a razão de um dos meses mais bacanas da minha vida, eu tenho que me perguntar como caralho, e reitero, como CARALHO você foi tão filha da puta? Certamente não foi pela falta de dinheiro, pois toda santa vez que a gente saiu você nem olhou pra sua carteira. Com certeza também não foi pela falta de carinho pois eu fui aquele imbecil que fazia o que você queria (por prazer e não pau-mandaísmo), escolhia a pipoca que você gostava pra acompanhar o filminho no sofá de sábado. Creio eu que não foi pela falta de sexo ou mesmo por performance, pois, ou você é uma tremenda mentirosa e atriz digna de oscar, ou uma tremenda tapada por não me dizer o que e aonde você queria. Talvez você realmente nunca esteve livre do que sentia pelo seu ex, aquele bastardo sem mãe (que ele pegue gonorréia e passe pra você) e me usou como um rebound fuck ou ainda você seja tão fucked up da cabeça que prefere um cara que só te chute e te trate como a vagabunda que você prefere ser (o que na verdade agora já to quase concordando com ele). Sério. Você não deve ter tido colo quando criança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E o que mais me irrita não é o fato de você ter voltado com o próprio Füher da sua (extensa) carreira de namorados nem o fato de você ter me deixado da forma mais escrota possível (mensagem de texto) ou menos ainda descobrir depois de duas semanas que você literalmente deu pra ele na última semana ainda comigo. O que me irrita é que eu ainda não esqueci de você e ainda tenho essa saudade maldita da sua boca envolvendo a minha como naquela noite de chuva, seus braços em volta do meu pescoço, sua gargalhada espontânea, a sensação clara de estar com a pessoa que eu amo e saber que eu poderia morrer no seu colo que eu morreria feliz. Eu me pergunto nas noites solitárias o que eu fiz de errado com você e o que eu poderia ter feito de diferente. Será que eu devia ter te tratado mal? Será que eu devia ter te machucado? Será que eu devia ter deixado 200 paus na cabeceira toda vez que saí do quarto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas depois de toda essa indagação, depois de tentar descobrir o que deu errado, a resposta é sempre a mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porque eu amei você mais do que amava a mim mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E o Catedral que se foda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-5518710010816451921?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/5518710010816451921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=5518710010816451921&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/5518710010816451921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/5518710010816451921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2010/10/eu-considerei-o-fato-de-voce-ser.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-6699924989206955912</id><published>2010-09-09T15:25:00.001-03:00</published><updated>2010-09-09T15:25:48.095-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/janela.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele a conheceu num momento em que sua vida estava estática. Trabalho entediante, namorada entediante, apenas um par de pessoas sériamente perturbadas para chamar de amigos. Ela tinha o rosto de um anjo. Uma voz que fazia Schubert parecer um zumbido irritante. Seu sorriso cortava o ar de todos à sua volta. Seu corpo, uma obra prima natural da criação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eles começaram a sair juntos, apenas para conversar. Ele mergulhava em seus olhos enquanto ela falava, perdido em pensamentos indiscretos. Ela não se importava. Talvez ela soubesse o efeito que sua presença causava nele, mas isso a fazia se sentir protegida. Guiada. O primeiro beijo foi etéreo. A sensação elétrica de duas almas feitas uma para a outra, se encontrando finalmente no mundo caótico onde vivem. Ele se separou para ficar com ela. Ele foi feliz por meses, adorando-a cada minuto. Até conhecer uma outra mulher.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele saiu as escondidas com esta outra, encontros ardentes em motéis afastados, por mais de um ano. Mas nunca deixou a garota que tanto amava. Nunca contou a verdade, também. O cortejo e a proibição tornavam seu affair irresitível à sua natureza romântica. Ele precisava daquilo. Era mais forte do que ele. Amor nunca lhe fora suficiente. Ambas capturaram seu olhar de formas diferentes, mas tão intensas, tão irrefreáveis. Algo devia ser feito. Ele tinha de contar a verdade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, sozinho por mais de quarenta e três anos e beirando a sanidade, ele se encolhe em uma cadeira da casa para idosos onde vive, balbuciando seus nomes como um mantra religioso. Chora aos soluços quando vê uma jovem passar pela rua, observando-a pela janela do quarto, arranhando o vidro embaçado com sua respiração ofegante. Lembranças insólitas de amores incompreensíveis, regadas pela culpa de amar demais. Arrasado pela honestidade sincera que o separou de ambas suas figuras imaculadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando entrei em seu quarto ele me perguntou, limpando as lágrimas do rosto:&lt;br /&gt;-Você acha que só temos direito a um grande amor em nossas vidas?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E eu disse da forma mais sóbria que pude encontrar, para fazê-lo entender sobre a diversidade social como um todo:&lt;br /&gt;-Não sei, senhor. Eu só trabalho aqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-6699924989206955912?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/6699924989206955912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=6699924989206955912&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6699924989206955912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6699924989206955912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2010/09/ele-conheceu-num-momento-em-que-sua.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-8136740655689910533</id><published>2010-07-15T09:07:00.002-03:00</published><updated>2010-07-15T10:44:08.440-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/carta_amor.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu não tenho falado muita coisa pois acho que meu pai me ensinou o orgulho antes de me ensinar a ser humano. Mas eu gostaria que você soubesse que eu entendo. Que eu estou aqui. Que eu ainda sou eu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando eu saio pra jogar com os meus amigos e você não fala nada, quando você encontra umas unhas do pé perdidas no tapete do banheiro e não reclama, quando eu durmo no cinema assistindo Sex and the City e fico de mal humor por não ter assistido o Ninja Assassino 4 e mesmo assim você pergunta o que eu quero jantar, quando eu mal te beijo antes de ir trabalhar ou volto estressado e você me abraça sem retorno, quando eu compro aquele treco de tecnologia por centenas de reais e uso uma semana mas reclamo de você pagar um quinto do preço num par de sapatos e você deixa eles na prateleira em silêncio, quando eu me irrito com a espera da porra dum restaurante no dia dos namorados e você só queria ficar do meu lado no boteco da esquina, eu gostaria de dizer que eu TAMBÉM te amo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu também percebo. Eu também sei que eu deveria agir de uma outra forma. Eu também sinto saudade. Eu também queria ser mais homem para corrigir meus erros, sem saber como corrigi-los. Eu queria que você soubesse que eu sinto muito, as vezes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pelas vezes que eu esqueci uma data importante, mesmo que ela fosse mais uma jogada de marketing pra vender mais tranqueiras, que eu sai pela porta esbravejando, que eu disse que tinha sido só umas cervejas, que eu jurei que achava que era mais cedo, que eu fechei a cara pois já estava esperando há meia hora, que eu não amoleci com seu sorriso, que eu não te beijei pra você aprender a não discutir comigo, que eu não entendi as coisas que você gostava, que eu não fui pra balada com você por não gostar da música, que eu não estive do seu lado por achar frescura, que eu não sai mais cedo do trabalho pra ficar mais cedo do seu lado, que eu fiquei no computador até tarde, que eu fui um cretino ao invés de ser o cretino, que eu inventei uma desculpa pra sair sozinho, que eu menti com quem que eu estava, que eu não soube te segurar como você esperava, eu gostaria de dizer que eu SINTO MUITO mesmo. Me desculpa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E é pela absoluta falta de resolução em dezenas de coisas na minha vida que eu olho em volta e vejo a única delas que está resolvida: eu amo você. Ponto.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-8136740655689910533?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/8136740655689910533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=8136740655689910533&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8136740655689910533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8136740655689910533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2010/07/eu-nao-tenho-falado-muita-coisa-pois.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-5355121508751194554</id><published>2010-05-31T03:44:00.000-03:00</published><updated>2010-05-31T03:45:23.744-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_aquario.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu saio do Shopping Paulista com três sacolas de coisas que eu comprei por nenhuma razão aparente, só para me sentir menos revoltada com a vida, mesmo sabendo que a fatura do cartão no mês que vem vai ser uma foda mal dada, tentando equilibrar a sensação de querer matar todo mundo até descer pra mim, quando, óbvio, dou de cara com ele. O puto estava de tênis claro, calça jeans clara que eu dei pra ele e uma camisa branca jogada no corpo, do jeito que eu amo de paixão, com aquela cara alegre, como se ele fosse o único filho-da-puta feliz no mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Ei! Nossa, tudo bom? - pergunta ele, em genuíno espanto, abrindo aquele sorriso torto dele, iluminando tudo num raio de três metros. Que ódio. Eu queria largar as sacolas e colocar minha língua na boca daquele maldito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Oi! Que surpresa. Tudo bem? - respondi sorrindo - O que anda fazendo de bom?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Nada de novidade. Trabalhando, pagando o aluguel, saindo muito pouco. Curtindo mais ficar em casa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Maldito. Ele fala isso só pra me fazer me sentir uma vagabunda por ter arrumado um outro namorado três meses depois de a gente ter se separado. Mas o que ele queria que eu fizesse? Ficasse sozinha? Claro que não vou fazer a vontade dele. A última coisa que eu precisava era que ele arrumasse uma piranhazinha qualquer e eu fosse obrigada a ver os dois de carinho pra lá, beijinho pra cá.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Ah, imagino. Eu também. As coisas estão muito bacanas. Fui promovida. E... enfim. Está tudo bem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Que gostoso. Fico feliz em saber que você está bem. E pelo visto ganhando bem também - e ele dá uma risadinha deliciosa, como se estivesse me provocando. Ele sabe. É claro que ele sabe que eu compro coisas quando to me sentindo uma merda. Ele tem que saber. Apesar que se ele tiver o mesmo déficit de atenção que tinha antes é capaz que não saiba mesmo. Cacete, eu devia ter tido mais paciência. Não devia ter terminado com ele por besteira. Quer saber? Devia sim! Eu mereço um cara que me dê atenção full-time. Ele só podia ser menos charmoso nessa simplicidade arrogante, que ódio. Por que ele sorri desse jeito e trata a vida como se fosse uma brincadeira? Não. Eu preciso de um homem, sério, que me leve a sério, que queira crescer junto comigo, não um garoto super engraçado e charmoso e que cada vez que sorri eu quero morrer no colo dele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Sim, he he he. - dou uma risada sem graça, enquanto sinto meu coração querer vazar pela boca. - Vamos inclusive viajar para a Califórnia em outubro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Ah, que bacana. Eu quero muito conhecer a Califórnia, você lembra. Pena que não sou eu do seu lado. Mas, é a vida. Tenho certeza que vocês vão se divertir bastante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por que raios ele sorri? Ele tinha que estar todo meloso, pedindo desculpas! Não falando que queria que eu me divertisse! Saco! Por que diabos ele é tão complacente!? Por que diabos ele não me agarra pela cintura, me beija daquele jeito e briga por mim?! Tá vendo por que eu me separei dele? Ele não luta pelo que ele quer! E fica insinuando que queria estar comigo mas a primeira surtadinha que eu dou ele é complacente? Poxa, dá na minha cara e manda eu parar quieta! Quer saber? Se eu estou com outro cara, mesmo que não seja metade dele, é por que ELE deixou que eu fosse. É por que ele não soube me manter. Estou bem. Posso não estar acordando todo dia com esse sorriso maldito mas estou bem. É a vida mesmo, seu infeliz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Eu lembro sim. Mas não se preocupe, você vai um dia com alguém especial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Eu não me preocupo, pode ter certeza. Mas não tenho pressa. Afinal, ainda preciso conhecer essa pessoa especial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ahhhh, você está de brincadeira comigo que ele vem falar que "ainda precisa conhecer essa pessoa"! E eu então não fui especial na sua vida, cretino? É isso que ele tá insinuando? Não é a toa. Quer saber? Melhor decisão da minha vida terminar com ele. Eu falo que ele ainda vai conhecer alguém especial e ele me fala algo diferente de "você é minha pessoa especial" ele merece ficar sozinho mesmo. Solteiro. Saindo com qualquer vagabunda de fim de semana só pra não ficar mofando em casa. Quer saber? Chega.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Espero que você esteja bem mesmo, Caco. Mas eu tenho que ir agora. Atrasadérrima.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Ok, foi bom te ver. Bom saber que você está bem. Beijo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Impossível. Ninguém pode ser tão apático. Eu chamo ele pelo nome carinhoso que eu chamava e ele não esboça nenhuma reação? Que diabo é esse? É isso mesmo! Fiz certo em terminar com ele. Falo que estou atrasada e ele não vem com nenhuma desculpa para tentar me manter alí, percebem? Ele não saca as coisas que eu quero. Nunca sacou. Ou talvez ele saiba que eu esteja indo para casa ficar sozinha esperando paciente o outro infeliz chegar com aquela cara de "nossa, trabalhei demais hoje". Não. Ele não sabe. Ele não é para mim. Ele se foi e passado é passado. A única coisa que realmente me incomoda, que me tira do sério é essa vontade de chorar que eu não sei da onde veio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Written by: Verônica Prata&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-5355121508751194554?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/5355121508751194554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=5355121508751194554&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/5355121508751194554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/5355121508751194554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2010/05/eu-saio-do-shopping-paulista-com-tres.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-999380035092974693</id><published>2010-05-14T03:12:00.000-03:00</published><updated>2010-05-14T03:13:14.232-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_niceday.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Observar é bom.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Observo o mundo passar. As pessoas viverem ao meu redor. As rotinas, os trabalhos, os romances, a vida em si. Tudo encaixado num padrão civilizado, construído há tanto tempo. Observo o normal. Ainda assim, tenho a sensação, o alucínio, talvez, de que algo está errado. Na minha cabeça não faz sentido esta normalidade, esta aceitação de que tudo está OK. Basta ligar a televisão, ouvir o rádio, abrir o jornal, dar bom dia para um desconhecido que eu percebo isto. Algo está errado. Algo que eu não sei o que é. Algo que vive por trás do olhar inocente da sociedade moderna. Uma corrupção latente. Uma raiva incógnita no fundo da respiração. Como se todos ignorassem por completo o fato estampado de que o mundo não é legal. De que as pessoas não são decentes. Vejo isso todo dia. Em todo mundo. Pessoas ignorantes ao mal que elas mesmas criaram, que elas mesmas ignoram. Meu sangue ferve com o mesmo ódio impuro quando vejo o quão estúpidas as pessoas são, o quanto elas sorvem com gosto o mal que as cercam e fingem que está tudo bem, que isso é normal. As piadas sobre padres pedófilos, os desejos de tortura para com o estuprador, a sede de vingança do injustiçado, a vontade pervertida do tímido, o olhar de desespero da dona de casa. Mas não precisa se preocupar. Isso é normal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Normal é bom.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ninguém quer ser isolado. Todos precisam pertencer a um grupo. Lamber as etiquetas. Ser diferente para ser igual. Para ter o assunto, para ter a mulher, para ter amigos, para ter vontade. Para ter vida, ser normal é a única coisa necessária, mesmo que isso destrua cada pedaço de quem você é de verdade: este serzinho egoísta e imundo criado pela máquina humana. Este torcedor fanático que desde um ano de idade já foi travestido de palhaço pelo pai, este empregado mediano que vendeu os sonhos por dinheiro, este amante meia-boca que não suporta a esposa mas morre de medo de definhar sozinho num quarto bege de hospital, esta pessoa imbecil refletida no espelho embaçado do banheiro. Você não presta e você sabe disso. Você mente para si mesmo todo santo dia quando levanta de manhã usando a desculpa porca que é isso que todo mundo faz. Sabendo que seus valores e códigos morais iriam para a casa do caralho se você passasse fome, se ameaçassem sua cria, se te acuassem num canto escuro. Você mente, mas não precisa se preocupar. Todo mundo mente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mentir é bom.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Você não pode dizer para as pessoas o que realmente pensa delas se quiser continuar vivendo em grupo, afinal. Todo mundo mente. Mentir é sociável. Assim como cobiçar a mulher do próximo, roubar, matar e se divertir com violência na televisão. Alugar secretamente aquele filme de fetiche onde a garota apanha, sofre e é humilhada para o bel prazer de três caras fingindo serem sádicos. Satisfazer sua curiosidade mórbida sem assumir para o mundo que a única diferença entre você e um certo Josef Mengele é que ele foi pago para experimentar. Fingir fechar os olhos ao assistir na internet o vídeo daquele piloto se estraçalhando num acidente de carro. O soldado ter a cabeça decepada por uma facção islâmica. A pop-star mexendo a bunda na frente da câmera e dizer que ela é gorda para mascarar sua vontade incoerente de foder cada centímetro dela. Tentando esquecer todas as vezes que você pensou em fazer algo que sua cabecinha doente queria, mas foi negada simplesmente por imaginar as consequências. Medo do que ia acontecer com você, não honra ou amor pelo alheio. Medo. Medo do que o resto dessa espécie falha faria com o indivíduo diferente. Cuspir no olho social não é bom, mas certamente é necessário. Então vamos lá. Vamos matar alguém, vamos destruir algo lindo, vamos ceder abertamente à luxúria. Deixar a vida mais interessante. E eu não vou contar para ninguém, não precisa se preocupar. Afinal, eu sou um de vocês hipócritas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hipocrisia é bom.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-999380035092974693?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/999380035092974693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=999380035092974693&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/999380035092974693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/999380035092974693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2010/05/observar-e-bom.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-8125150276251143182</id><published>2010-03-17T04:52:00.001-03:00</published><updated>2010-03-17T04:59:45.841-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_noite_qualquer.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já eram mais de uma da manhã quando ela resolve parar para ver uma vitrine. Nem lembro qual loja era. Disse qualquer coisa com as palavras "cerveja" e "duas" na mesma frase, fazendo o gesto corriqueiro com a mão, gritando um "opa!" e se equilibrando de volta em cima do salto. Eu fiz sinal com a cabeça e entrei na primeira porta acesa que vi, na esperança embaçada de comprar mais duas latas. Porra, terça feira e a mulher me fazia beber daquele jeito. Tirei 20 paus da carteira e pedi um par de alegrias momentâneas envoltas em alumínio, que contribuiríam certamente para meu desejo de eutanásia no dia seguinte. O truculento barman daquela pocilga medieval codinomeada padaria na Rua Augusta pegou meu dinheiro como se fosse um cafetão decepcionado com meu rendimento diário. Nem prestei atenção nos tipos mais do que esquisitos ao meu redor, pois primeiro eu estava bêbado, segundo eu estava admirando o pôster-calendário da Rita Cadillac, datado de 1986, pregado no azulejo azul-gordura da parede e terceiro pois eu tenho ciência que aquela rua é mesmo um para-raio de gente estranha. Porém, fui acometido pela repentina urgência causada pela ingestão de dois litros de cerveja e me senti na obrigação de perguntar para o peludo chapeiro de regata que fritava um ovo cabeludo na placa tórrida de aço coberto de especiarias indiscerníveis, que ele chamava de local de trabalho, onde era o banheiro. Ele apontou para os fundos de tal masmorra com a própria espátula, num movimento rude e veloz. Lembrei de Sir Isaac Newton quando pela Lei da Inércia um resto de ovo picado escorregou de tal instrumento de direção e fez sua trajetória parabólica, porém invisível, até o prato de um pobre descuidado, que escrevia em seu celular uma mensagem de texto, aterrisando harmonicamente entre o hambúrguer e um pedaço de batata frita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No cubículo apertado, baixei o zíper cuidadosamente, pegando aquilo que encntrei na cueca com cuidado e puxando para fora somente os mínimos centímetros necessários para não sofrer da necessidade de trocar de meias, chocado em silêncio desgostoso pela falta de higiene do ambiente. Enquanto meu corpo produzia o arco líquido que atingia a medonha pasta escura dentro do vaso, eu tinha os olhos acorrentados a um par de insetos marrons grandes que discutiam a relação numa fresta da janela opaca, sentindo o pulmão começar a doer por segurar o oxigênio preso em si por tanto tempo. Soltei o ar devagar, amaldiçoando a quantidade de cerveja ingerida, pois eu iria ter de respirar mais cedo do que eu desejava, ou melhor, do que seria salutar para minha integridade física. Felizmente, uma distinta garota que trajava apenas um trio de peças de roupa em toda a extensão de seu corpo tatuado, fez-me recordar que eu não havia trancado a porta, abrindo-a com convicção. A lufada de ar gerada por tal afronta à privacidade desamparada, permitiu que eu respirasse fundo uma vez mais, meneando a cabeça para o lado, logo em seguida, tentando em gesto mudo explicar para tal invasora que o banheiro estava ocupado. Ela fez um gesto confortável de desdém impaciente, ao fechar a porta de sopetão, murmurando palavras que se assemelhavam à um advérbio de intensidade muito comum e ao alvo de minha incontingência urinária. Então possuidor de mais alguns preciosos segundos de oxigênio, teria me demorado mais para apreciar a completa desenvoltura de minha vontade fisiológica, caso não tivesse voltado o olhar para a janela e reparado em pânico doméstico, que o casal de tijolos voadores não estava mais na beirada da janela. A expressão masculina "não adianta chacoalhar que o último pingo é da cueca" fez-se literal em demasia, devido ao súbito movimento de "aperta-balança-guarda" que a seguiu. Retornei ao balcão de tal espelunca, zigue-zagueando pelas pessoas que sorriam ao admirarem minha camisa branca de micro-fibra gentilmente se expondo através da braguilha aberta de minhas calças pretas. Corrigi tal engano fashion ao mesmo tempo que agarrei as latas com uma mão só e peguei os dez reais de troco que o halterofilístico atendente se dispôs a me entregar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas foi só quando eu coloquei os pés na calçada que eu percebi a tamanha asneira vitalícia que eu estava fazendo. Ao correr os olhos pela beldade imprevista sentada na calçada, esperando entediada sua latinha de cerveja, em plena semana de trabalho, sendo uma porra-louca impulsiva e espontânea como nunca fora. Afinal, nos conhecemos casualmente há tanto tempo, esta era apenas a primeira vez que saíamos juntos, vai saber por quê. Eu não tinha certeza que eu queria ela para mim, correndo meu pensamento em quando eu iria dizer para ela que só desejava uma noite casual, mas que jamais idealizaria ferir seus sentimentos. Fui interrompido no meio de uma frase auto-explicativa por uma boca maculada de cigarros de menta, presa a um corpo que agarrava meu casaco para se levantar. Desgrudou os lábios umedecidos dos meus, arrancou à força uma lata gélida da minha mão, abriu-a com vontade, descascando o esmalte escuro das unhas, virou um demorado gole garganta à baixo e me disse baixinho: "Dorme comigo hoje."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu dormi. Eu durmo. Eu dormirei.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-8125150276251143182?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/8125150276251143182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=8125150276251143182&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8125150276251143182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8125150276251143182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2010/03/ja-eram-mais-de-uma-da-manha-quando-ela.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-3391454452221466540</id><published>2010-01-11T01:30:00.002-02:00</published><updated>2010-01-11T01:48:45.318-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_agora_nunca.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não sei se pelo silêncio da madrugada ou pelo simples fato de respirar a vontade incandes... incandecen... incandesçen... a vontade que queima dentro de mim que eu... quer saber? Feliz 2010.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2009 passou. Passou. Deixo de lado os verborrágicos verbetes de relacionamentos passados - ou mal passados - e sou eu mesmo. Digo para o mundo que a só escrevo de madrugada pois - provavelmente - estou bêbado e queria fazer mais coisas do que o mundo deixa. Afirmo ao mundo que nos cerca que ele é sujo mas mesmo assim eu gosto dele. Aponto para aquela pessoa que ainda não sabe o que fazer e digo "Vai se foder!" com todas as palavras muito bem articuladas. Eu quero gritar o que eu tenho vontade! Eu quero tudo, eu quero nada, eu quero uma overdose de você só pra ter certeza que eu te odeio. Eu quero amar sem ter responsabilidade e não ter de deixar dinheiro na cômoda antes de sair do quarto. Quero cuspir tudo isso e quero que me entendam. Quero chorar baixinho e receber mimo sem ter de pedir. Quero gastar o que eu não tenho. Quero destruir o seu sorriso com minha boca cheirando a bebida cara. Quero ser eu mesmo e foda-se quem se importar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passou. Passou. Agora eu quero ser sério. Eu quero um futuro decente com filhos e uma esposa sorridente. Eu quero um emprego estável e não ter de correr riscos desnecessários. Quero aquele cartomante que me indicaram, pois ele só fala coisas boas. Quero assistir o Jornal Nacional no colo dela e lembrar de comprar a Cláudia desse mês para deixar na mesa da sala. Preciso também lembrar de escrever o cartão de aniversário da minha sogra, que é um doce de senhora. Quero não querer encher a cara com meus amigos para manter o bem estar social dentro de casa. Quero não me preocupar com o IPVA. Quero que o motorista do taxi dirija devagar. Quero ser eu mesmo e me importar com o que pensam de mim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passou. Passou. Quero resistir às tentações ao me entregar a elas. Quero apertar o pescoço dela até eu achar que já é suficiente. Quero frequentar a igreja todo domingo. Quero rasgar suas roupas com a boca e embebê-la de uísque importado antes de sorver seu corpo. Quero economizar dinheiro e parar de fumar. Quero trepar loucamente sobre uma mesa de sinuca, perante um público horrorizado. Quero visitar mais minha família e ouvir as estórias da minha avó. Quero ganhar muito dinheiro e gastá-lo de forma inconsequente. Quero ser medíocre e viver em paz. Quero lamber as grades de uma prisão feminina. Quero ser eu mesmo, sem me importar em se-lo.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-3391454452221466540?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/3391454452221466540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=3391454452221466540&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3391454452221466540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3391454452221466540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2010/01/nao-sei-se-pelo-silencio-da-madrugada.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-3151587367393003395</id><published>2009-11-02T07:57:00.001-02:00</published><updated>2009-11-02T08:27:51.129-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_upyours.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É a falta de comentário desnecessário que me faz pensar que o mundo não foi feito para pessoas como eu. É saber que é quase uma impossibilidade matemática encontrar um homem com o quesito "macho" e o lance "carinhoso" na mesma pessoa. É saber que é estético eu beijar outra mulher mas quando o cara diz que gosta de ser "invadido" me causar aquela ânsia costumeira de uma noite cheia de tequila.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não é a falta do beijo incandescente ou ainda o fato de eu estar a milhas de distância do cara que eu realmente deveria - por razões X - estar com. Ou ainda pela incompetência ideológica de ser exata e ainda assim plausível a decisão de ficar com quem eu, como menina carente que mamãe criou, na verdade não gosto. Por mais que ele tenha seus surreais motivos de me tratar como ninguém nunca ousou e querer, no âmago da espécie feminina que sou, que ele continue assim mas com um toque de sazón que pouquíssimos homens, desculpe, pouquíssimos seres portadores de pênis possuem. Não basta ser macho, não basta ter o devaneio contínuo da incontingência testosterônica pós adolescente, tem que ser "homi".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É como entrar na Bloomingdales com 50 mil dólares na conta e não encontrar nada que me apeteça. É querer estar na Renner do shopping Morumbi com 100 paus e comprar aquela blusinha que é a sua cara. Ela não vai me levar pra jantar, ela não vai me trazer orgasmos múltiplos, mas ela vai encaixar nesse corpinho que eu custo manter, como uma luva na mão do Edward Scissor Hands. So fucking perfect you can twitt about it.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dá-se então toda a vibração de escrever sobre o que não deveria ser escrito. De ter a certeza incerta de querer um cara que faça terapia mas não que precise dela. Afinal, aquele beijo que a gente lembra - mesmo - não foi produzido pelo dono do Porsche, pelo cabeludo de corrente no pescoço ou ainda pelo aluno de intercâmbio mexicano que tinha um "membro" do tamanho e espessura de um tubo de rímel - dos baratinhos - mas sim, por aquele cretino que um dia apareceu na nossa vida e a gente não encontra uma razão coerente para não ter rolado nada além dum affair simpático.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É por isso que eu insisto que o melhor adjetivo para um relacionamento é o "confortável". Não é demais, não é over, tá longe de ser uma bosta, mas é confortável. Ele não me domina, mas também não me destrói, mas também não me leva ao firmamento erótico, mas também não repete o meu "mas também". Ele é OK, ele é crível, ele é realista sem ser fucked-up, ele é como cozinhar com o Jamie Oliver: nada muito complexo, mas precisa ter uma certa noção do que tá fazendo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vivendo então essa vida metafórica - e por vezes até eufórica - que minha paranóia incansável reclama solene das péssimas escolhas que eu fiz na vida. Sou over, sou inconsequente, devia ter tido decisões melhores, mas sou mulher e isso explica tudo. Ponto. Não gostou? Pega a senha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;Written by: Verônica Prata, inspired by posts of @lini on Twitter.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-3151587367393003395?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/3151587367393003395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=3151587367393003395&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3151587367393003395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3151587367393003395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/11/e-falta-de-comentario-desnecessario-que.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-8820688874814035353</id><published>2009-10-20T08:43:00.001-02:00</published><updated>2009-10-20T08:43:42.304-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_descomunicacao.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;-Oi, ãhn... linda, eu sou péssimo nisso então vou direto ao ponto: achei você muito interessante e gostaria de convidá-la para jantar.&lt;br /&gt;-Por quê eu iria jantar com alguém que é péssimo em jantar? Você baba quando mastiga?&lt;br /&gt;-Não! Eu digo que sou péssimo nesse lance de flertar.&lt;br /&gt;-Flertar não é um lance. Você não lança algo. Lançar é jogar longe. E quem disse que você estava flertando? Você me convidou para jantar. Isso é flertar?&lt;br /&gt;-Bom, claro, achei que fosse romântico chamar uma garota pra jantar.&lt;br /&gt;-Jantar é só um jantar. Talvez tenha sido romântico um dia. Hoje, nós estamos acostumadas a receber muito mais do que um convite para nos deixar gordas. Você quer me ver gorda?&lt;br /&gt;-Linda, isso é impossível.&lt;br /&gt;-Você querer me ver? Eu ficar gorda? Por quê? Já estou gorda né? *suspiro* Vocês homens não entendem MESMO uma mulher.&lt;br /&gt;-Não! Pára de distorcer tudo o que eu falo. Só queria convidar você para jantar pois gostei de você! Estou sendo sincero! Sinceridade conta!&lt;br /&gt;-Sim, sinceridade conta. Tanto conta que eu já estou pensando numa desculpa para pular sua tentativa de me ver gorda. Ainda mais pois você agora assume que gostou de MIM: do meu corpo, do meu rosto. Você não disse que queria jantar comigo por causa da minha personalidade e inteligência por exemplo.&lt;br /&gt;-Porra, por que eu iria querer jantar com você se você fosse uma puta chata? É claro que é por causa da sua personalidade! Eu gostei de você! Achei você interessante!&lt;br /&gt;-Vixi! Agora que eu vou ter de negar mesmo. Começou com "linda" e agora já baixou para "interessante".&lt;br /&gt;-Não é isso! Você mesma falou que não gosta da insinuação que eu só quero o seu corpo! Nenhuma pessoa tem um "cérebro lindo" afinal. Interessante engloba todos os aspectos da sua personalidade!&lt;br /&gt;-Então você acha que eu sou uma nerd que não faz outra coisa a não ser reclamar de "economia" por exemplo? Se você quer ser sincero, diga que viu, não que achou, mas que viu e apreciou meus dotes femininos e meu caráter forte.&lt;br /&gt;-Dotes femininos? Ninguém fala desse jeito!&lt;br /&gt;-É por isso que tem tanto homem solteiro no mundo. Se eles fossem mais inteligentes e com um vocabulário melhor, estariam namorando. Vocês definitivamente não entendem mulheres.&lt;br /&gt;-Por que diabos a gente está discutindo isso? Eu só quero te levar pra jantar!&lt;br /&gt;-Você vai pagar a conta?&lt;br /&gt;-Eu estou convidando uma mulher desconhecida para jantar, é óbvio que pelo menos a conta eu pago!&lt;br /&gt;-Nossa... de linda, pra interessante e agora virei uma simples "mulher"... tsc tsc... amadores...&lt;br /&gt;-*suspiro*&lt;br /&gt;-O que vamos jantar? Eu não como qualquer porcaria. Uma vez meu ex me levou pra jantar no McDonalds. Não é a toa que virou ex né?&lt;br /&gt;-*sai andando*&lt;br /&gt;-Ei! Onde você vai? E o jantar? Vai desistir assim tão fácil? Por quê? Seja homem! Volte aqui! Ei! EEEEIIIIII!!!!! Humpf! Bicha.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-8820688874814035353?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/8820688874814035353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=8820688874814035353&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8820688874814035353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8820688874814035353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/10/oi-ahn.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-3263941187849864391</id><published>2009-09-18T14:05:00.003-03:00</published><updated>2009-09-18T14:38:00.342-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_euporvoce.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Com pálpebras trêmulas, eu te digo o quanto adoro você. Passo a mão no seu rosto de mármore, acariciando a estátua sólida que sorri para mim, dizendo que tudo vai ficar bem. Eu entendo. Vai ficar tudo bem. Sempre ficou. Você me ama. Eu troco qualquer coisa que passe neste corpo, que eu arrumo para você, para assassinar silenciosamente os pensamentos impúros e imundos que passam em minha cabeça. Eu não queria pensar. Eu não queria sentir. Eu queria trocar eu por você.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com lábios ressecados, eu recuso. Eu aperto meu peito tentando refrear a vontade enlouquecida de sentir sua língua na minha boca. Você trabalha tanto. Você trabalha por mim. Eu quero um filho seu. Eu quero você. Mas eu entendo que você, como uma pessoa muito mais evoluída que eu, consegue ultrapassar as trivialidades para pensar no futuro. Você trabalha tanto. Eu sei que quando você tiver uma centena de milhar em sua conta, eu serei mãe. Eu sei que viajaremos sem nos preocupar. Eu só gostaria de ter a sua paciência e sabedoria. Mas não tem importância. Eu sinto em seu lugar a vontade de me tocar. Eu choro em seu lugar o desperdício das nossas horas juntos. Eu escondo minhas vontades loucas em seu lugar, para confortá-lo com um sorriso quando você chegar cansado. Eu me faço você. Assim você não precisa entender que sua vida sou eu por você.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com mãos machucadas eu aperto a cortina da sala. Conto nos dedos as nossas últimas horas juntos e bato em mim mesma quando me pego criticando que as últimas 24 horas nossas se deram no último mês. Eu olho pela janela e imagino você dentro de mim, instável em meu coração. Aí percebo que seu coração sempre foi meu. E me odeio por não ser como você. Me odeio por querer fazer coisas de menina, por querer ter amor de cinema e por não ter a sua compreensão do que é uma vida direita. Eu quero morrer para te livrar desse peso. Para você encontrar alguém que te mereça. Quero dar a vida pela sua. Pois se alguém tiver de sofrer, que seja eu por você.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com pernas bambas eu fecho a porta sempre que você me pede. Eu deito do seu lado e anseio por entender o que você faz. E me assusto toda vez que olho para você e você não está ali. Seu rosto ´banhado pela luz neon do computador não é meu. Seu corpo não responde ao meu toque. Sua alma deseja mais dinheiro para nós. Eu só queria passear. Eu só queria comprar o berço mais barato. Você nunca esteve realmente alí, não é? Sentada em enjoativo e apavorante silêncio eu me dou conta de que meu egoísmo beira a ignorância. Minha ambição por sensações e amor de conto-de-fadas é patética, perante nossa vida coerente. Mas pela primeira vez em minha vida, eu quero ser Janis. Essa sensação não pode mais ser controlada. Eu quero ser menina. Eu quero namorar. E se alguém tiver de voltar no tempo, que seja eu por você.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a voz mais lívida que consigo espremer da garganta eu digo adeus. Um adeus egocêntrico e sujo. Um adeus para mim. Um adeus à certeza. Um adeus ao luxo. Um adeus à vida real. Um adeus para alguém que nunca esteve ali. Não me arrependo, mas é provável que o faça nos dias que virão. Mas pelo menos quero me arrepender sem culpa. Esperei Peter Pan vir me buscar. Ele se atrasou. Eu não posso mais esperar. Perdoe-me, se for capaz, por pensar em mim. Por querer mais quando aos seus olhos eu tenho tudo. Mas espero que entenda que só sou assim pois não fui feita para o amor real. Eu não fui feita por Deus ou pelos meus amigos que você não suporta. Eu fui feita por você. E esse doloroso adeus fica. A solidão sempre teve tempo para mim. Está na hora de eu lhe dar ouvidos. E por adorar tudo o que fizemos sob noites sem estrelas, se alguém tiver de morrer...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;...que seja eu por você.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;"Imagine me and you, I do&lt;br /&gt;I think about you day and night, it's only right&lt;br /&gt;To think about the girl you love and hold her tight&lt;br /&gt;So happy together..."&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#6633ff;"&gt;-- Turtle, Happy Together&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Written by: Verônica Prata&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-3263941187849864391?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/3263941187849864391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=3263941187849864391&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3263941187849864391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3263941187849864391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/09/com-palpebras-tremulas-eu-te-digo-o.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-9158582839166686155</id><published>2009-09-02T11:16:00.001-03:00</published><updated>2009-09-04T13:18:33.542-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_sonhocastanho.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Foi em oneroso momento de subconsciencia irrefreável, recente, que ví seu rosto novamente. Estávamos em minha escola antiga, com pessoas que não faziam parte do metier à minha volta. Tudo um tanto borrado quando o seu rosto se destacou, sorrindo, como sempre tive de lembrar você, que é uma das melhores coisas que você sabe fazer. Por certo despertando em mim aquela sensação de alegria indiscreta quando se vê pessoa há tempos esquecida. Porém, diferente do que imaginava o comum pensamento quase presente, você beijou minha boca ao me cumprimentar. Eu afastei, atônito, com tantas perguntas em mente que resolvi não proferir sequer suspiro e voltei a beijá-la, como acredito que seja firme, delicado e marcante ao ponto de tirar seus pequenos pés do chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tais segundos de louco êxtase foram suficientes para trazer à tona a desgraçada consciência e eu acordei. Sentado na cama ainda sentindo seus lábios entre os meus dentes. Sua cintura entre os meus braços, algumas mechas castanhas entre os meus dedos. Mas acho que foi sentindo a água quase quente do chuveiro bater em meu rosto e lembrar-me que você foi uma das pouquíssimas que escorreram por entre as minhas mãos, a batalha perdida. Como diria a vocalista do Cardigans, I lost my favorite game.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cometi assumidos erros, mas não chorei ou me senti desolado pela falta de confiança característica, e por vezes devida. Eu sorri. Talvez intrigado com a remota possibilidade de tentar de novo, um dia, quem sabe? Existem pessoas que passam e se vão, conhecemos diversas delas. Mas algumas raras deixam aquele buraco inconformado que não deveria ter sido assim. Deveria ter sido diferente. Deveríamos ter vivido um filme em branco e preto. Mas não importa. Pois se rebobinarem o mundo, nós ainda vamos viver para sempre e você ainda pode ficar de chapéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;My Fair Lady, there's no Love Among Thieves.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-9158582839166686155?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/9158582839166686155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=9158582839166686155&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/9158582839166686155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/9158582839166686155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/09/foi-em-oneroso-momento-de.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-6010619096231780578</id><published>2009-08-26T22:04:00.001-03:00</published><updated>2009-08-26T22:06:21.714-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_pontasdedos.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ódio este que talvez&lt;br /&gt;de amor prejudicial que se fez&lt;br /&gt;eu disse coisas para esquecer&lt;br /&gt;meu olho no dele durante a partida&lt;br /&gt;minha mão de culpa acometida&lt;br /&gt;pôs a porta à bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entumece a narina o vento&lt;br /&gt;me envolve a raiva onde me sento&lt;br /&gt;preenche-me o álcool do bar&lt;br /&gt;sorrio para rostos que não são meus&lt;br /&gt;perdão será presente de deus&lt;br /&gt;piso na rua para fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das frases mal feitas da vida&lt;br /&gt;as luzes dos carros na avenida&lt;br /&gt;nele não acontece o ponto final&lt;br /&gt;saber o que não quero&lt;br /&gt;quando você todo sincero&lt;br /&gt;vira notícia no meu jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa mais que o beijo é doce&lt;br /&gt;por mais ácida que fosse&lt;br /&gt;ele me foge a memória recente&lt;br /&gt;ao ouvir sua inteligente besteira&lt;br /&gt;molhando a boca sorrateira&lt;br /&gt;quando você finge ser inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato e por assim desigual&lt;br /&gt;é uma superfície horizontal&lt;br /&gt;onde a ponto de perder meus medos&lt;br /&gt;me sinto morta por um triz&lt;br /&gt;ouso respirar feliz&lt;br /&gt;e desmaio nas pontas dos teus dedos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Written by: Verônica Prata&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-6010619096231780578?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/6010619096231780578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=6010619096231780578&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6010619096231780578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6010619096231780578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/08/odio-este-que-talvez-de-amor.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-5132255104553802704</id><published>2009-08-26T21:31:00.001-03:00</published><updated>2009-08-26T21:33:47.580-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_pontofinal.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Enquanto ela gira sobre os próprios pés e incansavelmente produz sons entre as frases de consequência duvidosa, ele olha para ela e tenta em vão se explicar. Não é tão fácil assim, tornar um monólogo num diálogo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-E não é que eu não gosto que você sai com seus amigos. Eu gosto. Mas sei lá, as vezes eu não tenho nada pra fazer e quero ficar junto com você. Não que só quero ficar com você quando eu não tenho nada para fazer, mas eu sou mulher, entenda. A gente sente carência forte quando tá sozinha. Não to dizendo também que você é responsável pela minha felicidade ou ainda pelo meu tédio. Só acho que você podia estar mais presente as vezes que eu preciso.&lt;br /&gt;-Baby, só imagina que...&lt;br /&gt;-Eu sei! - interrompe ela - Posso parecer louca falando assim. Não louca. É querer ter alguém do lado 24 horas por dia? Não. Não é isso. To dizendo no sentido de ter uma companhia que acompanhe, sabe? Você por exemplo podia sair comigo sempre que quisesse. Eu não ia me importar. Então como você não fala nada eu não acredito que você queira. E já sei: você não quer atrapalhar quando eu saio com as meninas. Não é atrapalhar, é só esquisito mas eu não me importo. Acho que todo mundo precisa de um espaço, só queria que tivesse menos espaço entre nós. Sabe?&lt;br /&gt;-Baby, eu entendo que...&lt;br /&gt;-Ok! A gente não é casado nem nada. Mas a gente namora sério. E não vem com o papo de rotina que pra menina as vezes rotina é legal. Não é empurrar com a barriga como vocês falam. E eu só não fico mais do seu lado pois como você mesmo sabe, pra cada homem que se junta no mesmo bando todos os outros parecem perder uns 2-3 anos em idade mental. Põe uns dez caras juntos e vocês agem como crianças retardadas. Não que eu não me divirta com vocês, pelo amor de deus, é que as vezes a gente precisa de coisas a mais, sabe? Então é uma questão de rumo, de ter uma direção no relacionamento.&lt;br /&gt;-Baby, mas eu não saio...&lt;br /&gt;-Não é só sair, pelo amor de deus!Isso é só um exemplo. Não é você não gostar de atender o telefone ou beber e ficar daquele jeito. Acho que se rola um amor, um carinho, você não faria isso para não me magoar. Você gosta de mim, não gosta? Então eu não entendo suas atitudes as vezes. Não estou criticando, estou apenas comentando. Que pareço deslocada da sua vida. Sabe? Eu não quero, nossa, casar agora e ter oito filhos, mas queria poder entender o que acontece. Não sou a pessoa mais madura do mundo e também gosto de uma zoeira de vez em quando, mas tem limite. Não dá pra viver assim. Fui criada desse jeito, não vou mudar. Mas você é imprevisível e não consigo entender o que acontece na sua cabeça e se estamos no lugar certo e se vamos para um lugar certo e as vezes acordo de manhã e não consigo encontrar uma razão para eu estar com você e ...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pouco antes de ele agarrar ela pelo pescoço com toda a força que conseguiu juntar nos dedos, bater-lhe com as costas na parede e quase deslocar seu frágil maxiliar com a própria boca, ele diz:&lt;br /&gt;-Baby, shut the fuck up.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-5132255104553802704?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/5132255104553802704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=5132255104553802704&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/5132255104553802704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/5132255104553802704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/08/enquanto-ela-gira-sobre-os-proprios-pes.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-2785687634138752826</id><published>2009-07-20T10:31:00.001-03:00</published><updated>2009-07-20T10:34:17.819-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_contrario.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não é engraçado ter uma mulher que não tem dente na boca. E não é por falta de dinheiro ou educação, é simplesmente pelo fato de que ela não se importa. Põe um amendoin, põe um M&amp;amp;M, sei lá, qualquer coisa, mas tapa essa porra! Mostre pra ele que você é mais você ao invés de se auto-denominar alguém que precisa de um monte de símbolos e apelidos num site de relacionamento para ser alguém! É por isso que não existem homens interessantes no mundo. Pois eles não se importam mais! Eles sabem que você não se importa se ele é uma besta, se a qualidade de mais destaque em seu currículum social é saber arrotar o alfabeto. Não é a toa que eles vêem para mim e dizem as mais escatológicas asneiras do planeta, pois provavelmente fizeram isso para outra e ela beijou aquela boquinha imunda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como diria uma amiga, me colore que eu estou bege! Não são os homens que não prestam! SÃO VOCÊS! SOMOS NÓS! Hoje eu preciso viajar milhas para tentar encontrar um homem que não tenha sido maculado pela "asneiração histérica" provocada por uma cidade entupida até a boca de garotas que preferem lamber o balcão de um bar da Augusta a terem que ir pra casa sozinhas. Ah! E lamber de ponta a ponta. Mas isso é somente na procura pelo cara certo, pelo cara que vai me tirar do chão mais rápido do que menstruação repentina, que vai enfiar neste meu dedinho vazio um anel de diamante um dia. Certo? Não. Pois quando o cara certo aparece a coisa piora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cansei de dizer para vocês, para o espelho e até para quem não merece ouvir que queimar sutiã foi muito legal, mas passou. Aquela época de ter seis mil exigências para namorar foi legal para nos dar nosso status, então o que aconteceu com os princípios por traz dele?! Ou não queremos porque ele tem alguma coisa ínfima que a gente detesta ou qualquer cueca bem preenchida (e as vezes nem isso) preenche esse vazio ridículo que preenche nosso corpinho de pastel de feira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Peço desculpas por gritar, me odeio por fazer tudo ao contrário do que eu deveria. Nem sei o que eu deveria. Sei que preciso me consertar. Preciso arrumar o cabelo e dar um jeito na maquiagem, abrir uns dois botões do vestido e respirar fundo. Resumindo, me fazer mais apresentãvel. Preparar meu estômago para mais bebida. Respirar fundo e sair daqui pois Não-Lembro-O-Nome-Dele está me esperando na sala.&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Written by: Verônica Prata&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-2785687634138752826?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/2785687634138752826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=2785687634138752826&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/2785687634138752826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/2785687634138752826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/07/nao-e-engracado-ter-uma-mulher-que-nao.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-2485124509167881588</id><published>2009-07-20T10:08:00.002-03:00</published><updated>2009-07-20T10:11:12.305-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_meio.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;...impossível! - grita, ao jogar o cinzeiro imaginário de vidro na parede e fingir que escuta os milhares de cacos caindo no chão. Ninguém ousara até então uma manobra destas. Ela é linda. Ela é engraçada. Por que raios ele não apareceu? Vestira seu confortável vestido preto, sexy, mas ainda assim com um ar despojado, &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;, atraente para olhos conhecedores. Trouxe consigo para casa uma bela garrafa de vinho, sonhando imagens das infinitas possibilidades que a noite poderia criar, quando passou com ela pelo caixa. Por quê ele não veio? O que mais um homem poderia querer numa sexta feira à noite? Ele não tinha que trabalhar, ele não tinha mais o que fazer, ela o convidou, ele disse que viria. Ele não veio. São dez da noite e ele não veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respira impaciente e soluça de repente com o primeiro gole do vinho, que nem percebeu que acabara de abrir. Um telefonema teria sido delicado. Chamar ela com aquela voz que ele faz no telefone e dizer que quebrou o carro, que não encontrou o bilhete único, que morreu. Qualquer desculpa seria aceitável. Qualquer farrapo de evidência que a afastasse desta idéia de que ele não a deseja. Que ele prefere seus outros afazeres do que estar nos braços dela, apertando o corpo contra seu ventre, mordendo seus lábios, explorando sua boca... uma tossida rápida sugere a possível resposta num e-mail! Ele pode ter enviado um e-mail. As pessoas se falam demais através da internet hoje. Um e-mail. Um recado no MSN. Evidências. Evidências por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela esquece o copo sobre a mesa de centro, sem apoio, mesmo tendo a certeza prática que vai deixar uma marca em anel irreparável na madeira. Só se importa com a tela brilhante e a mensagem dele. Mentira. Ela sente prazer em agarrar o pescoço da garrafa apertado entre os dedos e ter certeza que pelo menos de sua bebida ela tem controle. Mas a noite piora. Sua língua empurra um gole seco para dentro da garganta quando lê seu nome, online, no sistema de mensagens instantâneas. Sequencia este com outro beijo no gargalo, até ferindo levemente seu lábio superior no invólucro da garrafa. Ela digita frenética e com erros de português a pergunta: o que você está fazendo em casa? Por que não veio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mente. Ela reclama. Ele diz coisas imaturas. Ela bebe. Ele sugere que ela faça um strip via webcam. Ela surta. Se separa de seu contato com tecnologia por um longo momento e sorve tudo o que consegue para abafar a gargalhada sádica que urra dentro dela, apontando o dedo e lembrando-a de coisas infelizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando volta para o computador reconhece um outro nome. Uma outra pessoa. Ela digita bêbada a esmo e espera uma resposta. Esta demora, mas quando chega é como um bilhete só de ida, para um lugar melhor. Ela sorri. Este outro pede para ela ligar e contrariando tudo que acredita, ela liga. É tarde da noite mas a voz dele ressoa como...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-2485124509167881588?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/2485124509167881588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=2485124509167881588&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/2485124509167881588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/2485124509167881588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-4117587555411449302</id><published>2009-06-09T19:25:00.001-03:00</published><updated>2009-06-09T20:23:42.243-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_eunajanela.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acho que o que dói é amar mais uma memória do que já foi bom comigo que amar meu hoje. Que esperançar meu amanhã. Eu não quero estar aqui. Eu não quero chegar ali. Eu quero voltar. Eu tenho problemas. Eu sei. E em meus multifacetados devaneios de Alice eu encontro o que faz doer. O bicho-papão. O mesmo que me persegue desde quando eu coloquei um objetivo. Eu vou embora. Antes que eu realmente queira voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulo uma linha pela causa estética. Não é o que eu quero. Eu não sei o que eu quero. Sei que isso não me agrada. Não me divirto com compromissos diários que tenho que realizar. Não gosto de dizer que é difícil ser menina. É mais difícil ser mulher. É mais difícil ser humana. Eu fumo um cigarro esperando que ele me mate como na foto que o acompanhe. Eu lembro de uma música do Smiths enquanto olho pra fora da janela, me sentindo perturbada quando percebo que me daria prazer ver o brilho angelical de uma bomba atômica explodindo silenciosa no horizonte. Varrendo a cidade das pessoas impuras e perdoando os meus erros até agora. As escolhas mal feitas que não tenho coragem de consertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carência não se supre com chocolate ou flertando com estranhos. Nem com pessoas conhecidas pra falar a verdade. Eu beijei na boca. Eu devia estar feliz. Mas não estou. Na verdade, eu não estou. Não feliz ou triste. Eu não estou. Penso, logo existo uma ova. Eu penso demais para poder existir ao mesmo tempo. Eu quero ir embora sem sentir saudade. Eu quero que seja fácil enquanto me provoque uma reação de desafio. Eu quero mais do que penso, eu existo mais do que quero. A vontade de entrar para a história é translúcida perante o gosto de um amor opaco. Amor por mim mesma, amor por pensar e o ódio acarretado por não existir de verdade. Eu significo algo para alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu devaneio me dá sono. Eu abro um livro para esquecer que ainda tenho horas de vida. Para ser outra pessoa. Para não ter de ficar. A escolha é fácil, é lógica. Mas eu não tenho bolas pra isso. Afinal de contas. É difícil ser menina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;Written by: Verônica Prata&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-4117587555411449302?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/4117587555411449302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=4117587555411449302&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4117587555411449302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4117587555411449302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/06/acho-que-o-que-doi-e-amar-mais-uma.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-8102982132862867644</id><published>2009-06-09T18:32:00.003-03:00</published><updated>2009-06-15T12:56:00.898-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_entre_nuvens.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Bom, falamos de mim até agora. E você? Como aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Tiro nas costas. No meio dum bar... nunca mais sento virado pra rua.&lt;br /&gt;-Nossa... deve ser decepcionante morrer de repente sem nem saber da onde veio.&lt;br /&gt;-Pfff... decepcionante foi chegar no paraíso e descobrir que é paraíso porra nenhuma. Que a gente só fica aqui sentado numa nuvem olhando lá pra baixo esperando a reencarnação. Cacete... você viu o tamanho da porra da fila? Minha senha é número 3.748.549.002 e acabaram de chamar a número 16. Isso é decepção.&lt;br /&gt;-Mas pelo menos a gente não passa fome e pode ver o que todo mundo ta fazendo. Quer ir assistir um trio de lésbicas no meio do lets?&lt;br /&gt;-Nah! Já to aqui por causa de mulher. Não ta afim de ir ver um jogo de qualquer coisa?&lt;br /&gt;-Como assim por causa de mulher? Não foi assalto?&lt;br /&gt;-Não. Foi o marido da garota. Digamos que ele não aceitou bem ser trocado. Traído. Trocado é se eles já tivessem terminado. Daí acho que ele atirava nela. Mas ta ok. Antes eu que ela e ainda o filho-da-puta vai ter que passar a vida dele em cana. Provavelmente vão estourar as pregas dele que nem criança com plástico bolha. Uma por uma até não sobrar mais nada.&lt;br /&gt;-Heheheh... sério? Mas a mulher era bacana pelo menos? Valia a pena o risco?&lt;br /&gt;-Porra, ela era fantástica. Inteligente, sexy, charmosa até o osso. Bom, eu morri por ela, não? Morte por amor, cara. Nem foi tão ruim assim. Dói só no começo. Depois você se vê livre de um monte de coisa... contas, problemas etc... morri feliz.&lt;br /&gt;-Mas e aí? Era boa de cama pelo menos? Beijava gostoso?&lt;br /&gt;-Não sei. É... não precisa ficar com essa cara... eu nunca saí com ela. Nunca nem beijei. Era a primeira vez que a gente saia escondido pra conversar. O foda era a vibe... sabe? Quando você não pode nem chegar perto de alguém que seu coração faz questão de dizer que regras não se aplicam, que todo o certo e errado não é branco e preto, é um gigante tom de cinza. E você acha que pode pelo menos por umas duas horas viver no seu mundinho de chocolate onde amor e afeição valem mais do que toda a merda que você assiste na televisão. Que o mundo não é um labirinto complexo de coisas que só podem te foder. Bom, 0,38mm de chumbo disseram que eu estava enganado.&lt;br /&gt;-Mas você faria de novo não faria?&lt;br /&gt;-Com certeza. Eu mal consigo tirar o sorriso do rosto.&lt;br /&gt;-Bom, acho que então eu vou passar o jogo e as lésbicas. Vou lá pra fila da reencarnação. Fiquei empolgado com a sua estória. Quem sabe não arrumo uma pra mim quando eu descer? Vem junto ou vai ficar sentado nessa nuvem estúpida?&lt;br /&gt;-Rapaz, vou ficar sentado na nuvem estúpida. Vou esperar ela chegar assim pelo menos a gente reencarna junto. Quem sabe na próxima vida eu encontro ela antes de um tapado qualquer?&lt;br /&gt;-Verdade... boa sorte então... não parece que ela vai subir tão cedo.&lt;br /&gt;-Não tem problema. Eu espero.&lt;br /&gt;-Abraço! Quem sabe a gente não se vê lá em baixo um dia?&lt;br /&gt;-É.. quem sabe? Abraço rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, ele sobrevoou a cidade em sua confortável nuvem e parou na frente da janela dela. Ela estava acordada ainda. Ele deu um suspiro. Ela parou de chorar.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-8102982132862867644?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/8102982132862867644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=8102982132862867644&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8102982132862867644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8102982132862867644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/06/bom-falamos-de-mim-ate-agora.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-7606800712918765286</id><published>2009-05-06T05:55:00.003-03:00</published><updated>2009-05-06T06:02:03.279-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_chapeuzinho.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E lá voltava ela pelo bosque, com a cesta cheia de guloseimas para sua vovózinha, depois de um dia cheio. Chegando ao seu destino, entrou na casa, colocando a cestinha na mesa da cozinha e foi até o quarto, deparando-se com algo que não esperava. O Lobo deitado em sua cama, assistindo televisão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Roberto, o que você tá fazendo em casa? Não ia para aquela entrevista? - perguntou ela, atônita e desapontada.&lt;br /&gt;-Oi amor. Acabou não dando em nada. Ligaram pra cancelar. Relaxa, eu vou arrumar um emprego logo.&lt;br /&gt;-Acho bom mesmo, pois ficar sustentando a casa sozinha não vai rolar. - disse ela, tirando a blusa apertada e colocando algo mais confortável para vestir. Sentiu o olhar de desaprovação morder-lhe a nuca e já se virou perguntando irônica:&lt;br /&gt;-Nossa, que olhos grandes você tem. Posso saber por que essa cara?&lt;br /&gt;-É pra te ver melhor, paixão. E saber de onde você tirou esse capuz vermelho. Meu deus.&lt;br /&gt;-Ele veio junto com o moleton, tapado. Tá vendo? Não precisa ficar com essa cara boquiaberta.&lt;br /&gt;-Gostou dessa boca enorme? Ela serve pra te comer!&lt;br /&gt;-Ah, super romântica essa frase. - suspirou ela - Primeiro me chama de mal-vestida e depois vem querer fazer coisas.&lt;br /&gt;-Não! Pelo contrário... curti muito o moleton. Você fica gostosona. Vem cá vem, vem pro seu lobo mau, chapeuzinho vermelho.&lt;br /&gt;-Roberto, pára com isso! Ninguém te chama de Lobo faz uns 6 anos! Cresce! E além do mais não vai rolar. Não é só o chapeuzinho que tá vermelho pra mim hoje.&lt;br /&gt;-Não faz mal! Vem cá! Eu também curto um caneloni ao sugo! - pulou ele da cama e agarrou-la pela cintura. Ela se desvencilhou das garras taradas do Lobo com um gritinho agudo e foi para o banheiro. O Lobo insasciável, saltou atrás dela e só parou quando a campainha tocou. Chapeuzinho olhou feio para ele e perguntou:&lt;br /&gt;-Tá esperando alguém? Achei que a gente ia ficar sozinho hoje. Tive um dia maldito, atravessei todo o trânsito da Bosque da Saúde e ainda parei no mercado pra comprar as coisas pro almoço da sua avó no domingo. Não to afim de zona.&lt;br /&gt;-Não! - respondeu o Lobo - Não marquei nada com ninguém. A não ser que... - Ele foi até a porta e através do olho mágico reconheceu seu amigo, Carlão, que era conhecido por praguejar contra o governo mais do que deveria. Abriu a porta e gritou ansioso:&lt;br /&gt;-Lenhador! Quanto tempo! Ainda descendo a lenha no PT?&lt;br /&gt;-Fala Lobão! Sempre cara! Então, escuta, to indo encontrar o povo alí no Arnaldo's pruma breja, tá afim?&lt;br /&gt;-Porra cara, to sim. Pera aí. - e virando-se pra dentro do apartamento, ele grita para a chapeuzinho - Amor! Vou dar uma saída rápida e já venho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a porta bateu atrás dele, chapéuzinho levantou o rosto e fitou seu próprio semblante sério no espelho do banheiro. Pensou que talvez tivesse casado com o cara errado. Pensou que precisava cuidar de seu incômodo feminino. Pensou nos dois. Pensou que deveria existir um Tampax pro seu casamento.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-7606800712918765286?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/7606800712918765286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=7606800712918765286&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/7606800712918765286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/7606800712918765286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/05/e-la-voltava-ela-pelo-bosque-com-cesta.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-644930188646613237</id><published>2009-04-09T14:00:00.000-03:00</published><updated>2009-04-09T14:02:17.658-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_neverland.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi um dia interessante. Eu saí do trampo na quinta feira e fui encontrar minha mina num café perto do trampo dela. Sabe como é mulher, ela tava toda carentona e queria me ver. Fui lá pra dar aquela paparicada básica e manter a namorada. Não vou mentir pois não sou hipócrito, queria voltar meio que cedo pra casa pra assistir a jogo do timão, mas namorada é mais importante. Encontrei ela no horário combinado e a fofa tava sentada me esperando bonitinha, tomando um copo de café com leite grande e infelizmente fumando aqueles porras daqueles charutinhos que eu odeio. Fiz que não liguei pro bem da relação e dei um beijão nela de saudade e sentamos juntos. Contei brevemente sobre o meu dia e ela descambou de repente a falar sem parar, toda empolgada, sobre o que faríamos depois, nas férias eu acho. Eu não consegui prestar atenção muito, não vou mentir. Sabe aquela garçonete com um puta par de peito lindo que trabalha no café? A minha não tirava os olhos de mim! To falando sério. Descarada. E olhava e sorria e olhava de novo. Mesmo eu tando acompanhado! Vadia no dez! E ficou secando o tempo todo e ia pra trás do balcão e contava pras outras e as baianinhas ficaram sorrindo pra mim também. Eu dei umas olhadas e retribui, claro, mas super descreto, sem minha mina perceber pra não dar bola fora. Não pode dar bandera senão a patroa estressa. Foda. O problema foi quando minha mina virou e perguntou: "O que você acha?" E eu respondi na lata: "O que você preferir tá bom pra mim, amor." e ela sorriu, toda feliz, dizendo como eu era bom pra ela. Mulher é assim, faz o que ela quer que você tá suave. Saímos de lá e eu vim pra casa. O Tuba e o Digão vieram assistir o jogo e trouxeram cerveja. Timão ganhou. Foi um dia interessante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi um dia decisivo. Já fui trabalhar com cólica, como se meu corpo soubesse do meu estado de nervos emocionais. Odeio quando eu não tenho certeza do que eu quero. Não sabia se ainda queria ficar com ele ou não ou se eu ainda aguentava dar uma segunda segunda chance. Liguei pra ele com aquele frio na barriga, sentindo como se meu coração fosse feito de papel machê. Ele foi seco, como de costume quando está sem paciência. Engraçado como ele é completamente eloquente quando quer me comer. Cretino. Acho que foi a gota d'água. Não sei. Nunca sei exatamente. Tenho medo de mim. Ás vezes. Preferi conversar direito com ele e pedi para que ele me encontrasse no Franz lá perto de casa. Óbviamente ele atrasou, de novo. Não aguentei esperar. Estava nervosa mas quando pensava em terminar de vez com ele me sentia aliviada, como se o peso de mais de quatro anos fosse erguido por Hércules e agora eu estivesse livre. Doía mas era uma dor boa. Era a violência da liberdade. E então eu ficava nervosa de novo pensando que ele podia chorar e fazer uma cena. Pedi um copo alto entupido de Baileys, duplo, e uma cartilha de cigarrilha de creme. Mal acendi o primeiro e ele chegou. Nem me dei ao trabalho de apagar, foda-se. Eu sei que ele não gosta mas eu não estava nem aí. Talvez se eu causasse certa raiva nele ele ia levar a separação como algo que nós já devíamos ter feito há anos. Ele me deu um selinho, meia-boca, com mais nojo do cigarro do que com prazer da minha boca. É feio dizer isso mas me deu raiva dele. Vontade de bater com a cabeça dele no assoalho e pisar em cima. Ele descambou a falar sobre o dia dele e sobre tecnologia e aquele ódio foi crescendo até o ponto que eu surtei e falei que nós não estávamos caminhando pra lugar nenhum. Ele respondeu: "Claro que não, nós estamos sentados!" e riu. Eu quis morrer. Daí eu não tive escolha senão contar toda a tragetória do meu sentimento por ele e sobre o que iríamos fazer daqui pra frente. E enquanto eu contava o idiota ficou olhando na cara de pau pra garçonete!! Daí eu decidi. Eu não queria mais aquilo. Eu não queria mais ele. Chega! Eu quero voltar a gostar de mim mesma! Eu não consigo me olhar mais no espelho sem me odiar por estar com ele! E quando eu cheguei no assunto de terminar mesmo, que era melhor pra nós dois e perguntei o que ele achava ele me responde que o que eu quiser era melhor. Daí eu sorri. Eu estava livre. Foda-se se ele entendeu ou não. Eu decidi ali mesmo quando percebi que mais uma vez ele não estava prestando atenção em mim. Foi muito bom pra mim ele ter sido um idiota mesmo no ápice do final. Fui pra casa. Saí pra jantar com um amigo meu. Pedimos vinho tinto. Foi um dia decisivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi um dia engraçado. Depois do alemão ter colocado álcool zulu no uísque de um boy que insultou a Clélia ainda me chega uma menina que certamente ia terminar com o namorado e quando o tal namorado chega ele passou o tempo inteiro com a braguilha aberta achando que tava abafando. Cobrei uma cerveja a mais e ele ainda me deu o telefone dele num guardanapo. Trouxa. Foi um dia engraçado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Take me down to the Paradise City, where the grass is green and the girls are pretty."&lt;br /&gt;-&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- Guns n Roses, Paradise City.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-644930188646613237?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/644930188646613237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=644930188646613237&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/644930188646613237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/644930188646613237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/04/foi-um-dia-interessante.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-1461612448308697381</id><published>2009-03-09T13:51:00.002-03:00</published><updated>2009-03-09T13:56:10.975-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_invisibleWoman.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não sou exigente. Muito menos uma menina boba que fica sonhando com o príncipe encantado. Eu tenho um relacionamento maduro, adulto. Com os costumeiros altos e baixos. É claro que a gente discute de vez em quando, mas não é briga, é só desentendimento normal. Por exemplo, sexta feira passada. Ele está meio sem grana e combinamos de ficar na minha casa assistindo um filminho com pipoca, só pra ficar junto mesmo. Eu gosto de só ficar junto. Deitar no colo dele e fazer de conta que o mundo é cor-de-rosa. Ele não é lindo de morrer, não é super inteligente nem tem um humor fantástico ou ainda é o cara mais cool da terra. Mas eu gosto dele. COmo eu disse, tenho um relacionamento adulto. Sem sonhos. Por isso que, depois de ter um dia maldito no trabalho, eu cheguei em casa e a primeira coisa que eu fiz foi tomar um banho. Um banho demorado de uma hora quase. Resolvi me vestir melhor que roupa de ficar em casa, queria me sentir bonita pra quando ele chegasse. Podíamos dar uma saída e tomar um qualquer coisa em algum lugar. Um pouco de romantismo ia me cair muito bem naquela noite. Se ele quisesse ficar em casa eu ia deitar no colo dele, assistir o filme e depois dar um beijinho no pescoço dele e fazer aquela carinha que eu faço quando estou afim de transar. Jantar fora seria legal também, então não comi nada esperando por ele as oito e meia. Ele chegou as nove e quinze.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abri a porta e me apoiei no batente, esperando ele aparecer no elevador. Ele pôs a cara no corredor e já veio com um comentário um tanto infeliz como &lt;em&gt;"Nossa, onde você vai toda chique?"&lt;/em&gt;. Isso não é elogio, é me chamar de fresca. É dizer que eu não precisava ter me vestido assim pra ficar em casa. Um simples &lt;em&gt;"Você está bonita."&lt;/em&gt; teria feito minha noite. Mas ok, não vou brigar por causa de besteira. Veio até mim e apoiou a mão na minha cintura enquanto preencheu a lacuna de uma prova fácil me dando um selinho na boca cheirando à pasta de dente. Passou por mim e já colocou a pipoca no microondas, comentando coisas triviais e o quando o dia dele foi sacal e que o amigo dele tinha feito alguma coisa de moleque, alguma coisa engraçada na hora do almoço. Eu não lembro o que foi mas ri na hora pelo bem da relação. Em menos de 20 minutos estávamos no sofá assistindo o filme que ele trouxe. Ele pegou uma comédia romântica light, filme de menina. Eu adoro filmes de ação e intriga, um bom policial como &lt;em&gt;"Os Infiltrados"&lt;/em&gt;, por exemplo. Mas mesmo o Hugh Grant falando besteira não ia estragar minha noite. Eu prefiro que ele assuma que eu goste de coisas mais fofas. Abracei ele, que ficou praticamente imóvel durante uma hora e meia e foi gostoso. Afinal, depois de tanto tempo de namoro, não tem mais aquele fogo, o tesão incontrolável, as gargalhadas loucas ou ainda as aventuras pela cidade. O que resta é companhia e carinho. Foi gostoso. O filme acabou as onze e vinte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lembrei a boca dele que a minha existia com um beijo suave e mordi de leve o queixo dele. Ele deu um risinho e voltou os olhos para a TV, mudando para um canal onde passava alguma coisa sobre motocicletas. Eu deitei no colo dele, virada de costas para a TV e abri um botão da sua camisa, beijando sua barriga para brincar. Ele se encolheu, rindo, dizendo que fazia cócegas. Voltou os olhos para a TV depois de me beijar a testa. Perguntei se ele queria beber alguma coisa e ele perguntou o que tinha. Eu disse que podíamos sair para uma Smirnoff Ice. Ele fez aquela cara de mal humor cansado. Como se eu tivesse desligado o ventilador interno de um boneco de posto, murchando em desânimo. &lt;em&gt;"A gente não tinha combinado de assistir filme? Você sabe que eu estou sem dinheiro."&lt;/em&gt;. Eu não me importava de pagar, eu não me importava de ir no boteco da esquina, mas tudo bem, eu não ia brigar por besteira. &lt;em&gt;"Tudo bem, relaxa, foi só uma idéia."&lt;/em&gt; disse eu insólita. Propus então que comêssemos uma pizza. "Mas para de querer gastar dinheiro, mulher! Você já não se entupiu de pipoca?". Mesmo depois de ele me chamar de gorda subliminarmente, eu me mantive calma. Ele pediu para eu deitar no colo dele mas eu entendi algo como &lt;em&gt;"Deita aqui e fica quieta."&lt;/em&gt;. Fomos para a cama e depois de alguma insistência da minha parte nós transamos. Foi gostoso. Não foi a melhor trepada da minha vida mas está longe de ter sido a pior. Também não teve a adrenalina, a vontade alucinada de rasgar as costas do outro, mas foi bem gostoso. Ele dormiu as duas e dez, enquanto eu fumava um cigarro mentolado na janela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fiquei zanzando pela casa e assisti um pouco mais de Tv, acompanhada por uma garrafa de vinho que eu resolvi abrir. Estava passando Cidade dos Anjos na HBO. Acabei-me em lágrimas com o clichê sobre o mártir do amor. Ainda soluçava enquanto eu tentava me lembrar que aquilo é ficção e nunca acontece na vida real. Aquela coisa toda assim, sabe? Aquilo não existe. Por isso está no cinema. Coisa mais besta se emocionar até em filme da Meg Ryan. Fui deitar meio bêbada as quatro e quize. Ele acordou as dez da manhã beijando minha barriga. Nós transamos novamente e enquanto eu pensava que mulher não goza todas as vezes ele estava no banho. Perguntei o que íamos fazer e ele me disse para eu ligar para ele no final da tarde. &lt;em&gt;"Você lembra que eu combinei com o Eduardo de ir com ele até a Santa Ifigênia comprar coisas pro PC, né linda?"&lt;/em&gt;. Ele me beijou tão rápido quanto se vestiu e desapareceu na mesma porta que o trouxe para cima. Eu voltei para dentro e pensei que não ia ter nada congelado para almoçar. Acendi outro cigarro mesmo antes de escovar os dentes. Eu não estava triste. Eu não estava feliz. Eu tinha um relacionamento adulto. Eu sou uma mulher realista. Eu sou uma mulher que tem um namorado legal. Eu sou uma mulher normal. Eu sou... eu sou a mulher invisível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cccccc;"&gt;&lt;em&gt;Written By: Verônica Prata&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-1461612448308697381?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/1461612448308697381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=1461612448308697381&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/1461612448308697381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/1461612448308697381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/03/eu-nao-sou-exigente.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-6744957940200797158</id><published>2009-02-11T16:17:00.001-02:00</published><updated>2009-02-11T16:28:49.923-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_dejavu.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu me odeio hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E odeio quando meu afeto mal interpretado e, porque não, mal direcionado me devolve uma esnobada desnecessária. Quando você quer ser legal e só e a pessoa interpreta como se você estivesse querendo algo além disso. Pelo amor dos meus filhos não nascidos! Estou tão puto que é capaz de eu deletar alguém do Orkut. Que ódio. Por que raios as pessoas não respiram o conceito Live And Let Live e param de julgar, de assumir, de ver o que não está lá?! Estar num relacionamento já é difícil o suficiente sem as picuínhas imagina com elas? É como TV aberta: já é foda de suportar sem os comerciais, com eles então fica na borda do inacreditávelmente horroroso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que ódio. Você faz um gesto que achava inocente e o mundo desaba. E você ouve o que não quer. E você não transa hoje a noite. E você come comida congelada. E você assiste televisão sozinho(a). E você escuta um CD antigo pra se sentir nostalgico(a). E você ve a porra da pessoa em tudo quanto é canto e resolve que é melhor amar que ser amado(a). E você se odeia por se sentir assim novamente. E você pensa no futuro. E você lembra do passado. E você esquece que amanhã vai ser presente de novo. E você passa. E você volta. E tudo dá na mesma. E você olha pro céu procurando um zepelim cor-de-rosa brilhante. E você olha ao redor e se vê no espelho. Mas não é isso que você queria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Você queria dormir de conchinha.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-6744957940200797158?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/6744957940200797158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=6744957940200797158&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6744957940200797158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6744957940200797158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2009/02/eu-me-odeio-hoje.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-1308429008107041599</id><published>2008-10-28T02:33:00.000-02:00</published><updated>2008-10-28T02:34:22.607-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_dieta.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E num último devaneio onde os dedos digitam mais do que a mente pensa e você quer morrer sem saber a razão pois amanhã vai ser pior que hoje sem pensar e sem pontuação alguma coisa grita lá dentro revoltada mas o que pode deixar tal mente anuviada só pode ser não permitido pois naquele livro que nunca foi lido eu vi um bloco de palavras soltas de mechas negras como eram as roupas e nada pôde frear o desejo de movimentar os dedos entre elas tais palavras nunca ditas ou talvez gastas de tanto usar em mensagem direta de razão concreta e ainda assim subliminar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não da para dizer em vinte ou quarenta o que se tenta dizer em sessenta mas não soa correto como dizem os bons costumes de ser fofo mas direto o que é idiotice pois costumes acostumaram a mesmisse sem apontar os caminhos demais que parte do centro e curvam-se até o cais pingando pra fora olhando para cima queimando a retina na luz da aurora sem olhar pro relógio nem por bom senso ao ver a fumaça subindo do incenso até o ponto de querer que o tempo parasse a noite caisse novamente e voltar a ser adolescente querendo inocente uma razão para se preocupar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Procurem comprem aluguem achem encontrem sintam a mesma segunda que a minha primeira do abraço escasso e risada verdadeira orgulhoso que respondo onde me enche a cabeça de besteira e me puxa pra trás para não machucar mas mesmo que o caso eu compro um bandeide para tapar só depois do sangue escorrer pois hoje eu posso morrer e virar para o diabo engraçado dizendo que quase me perdeu mas que mesmo no calor do inferno eu viro cinza viro neve viro inverno e discuto o que vai ter para jantar fazendo careta pois depois de um par de cervejas eu engoli uma borboleta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-1308429008107041599?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/1308429008107041599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=1308429008107041599&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/1308429008107041599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/1308429008107041599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2008/10/e-num-ltimo-devaneio-onde-os-dedos.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-7324681543392098564</id><published>2008-09-22T11:40:00.002-03:00</published><updated>2008-09-22T11:44:32.550-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_screee.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que mais me assusta no "como a vida funciona" é o sarcasmo divino. Ou pode ser também um problema intrínseco do ser humano se interessar por quem não presta, quem não está disponível ou ainda quem é uma pessoa perfeita mas tem um habito ou falha que a torna insuportável, porém inesquecível. Ou ainda aquele negócio de você ter dinheiro para esbanjar mas só conhece tranqueira e quando conhece alguém legal perde o emprego ou não tem mais tempo de aproveitar porra nenhuma pois trabalha 15 horas por dia e acha que o salário compensa a perda de mais de um terço da vida num cubículo minúsculo de escritório que você chama de "minha sala".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;É como se deus fosse uma criança neurótica com uma lupa, olhando para um formigueiro e se divertindo horrores com as diferentes maneiras das formiguinhas entortarem sob os raios convergidos de calor. Não sei se com todo mundo, mas comigo acontece isso direto: se você tem a opção de escolher alguém como companhia, você escolhe a pessoa mais difícil, ou aquela que você não consegue bancar, ou ainda aquela que devia ser modelo e que vai te deixar paranóico toda vez que sai sozinha. E não é uma opção consciente. Mas a vontade fala mais alto e você investe tempo, dinheiro e paciência em algo que pode (and in most cases will) te machucar feio. Sair em balada solteiro e conhecer alguém tão interessante quanto, no meu caso uma Audrey Hepburn, é quase como acelerar o carro a 180km/h e torcer pra não aparecer um muro de concreto depois da curva pois você não terá reflexos suficientes para desviar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;É nessa hora que eu respiro fundo e torço pra que na minha idade, a porra tenha ABS de fábrica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-7324681543392098564?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/7324681543392098564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=7324681543392098564&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/7324681543392098564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/7324681543392098564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2008/09/o-que-mais-me-assusta-no-como-vida.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-4896711124584593977</id><published>2008-04-24T03:59:00.000-03:00</published><updated>2008-04-24T04:02:19.609-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_aboutlove.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esse texto é sobre amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez a falta dele. Não a falta que ele faz mas sim a ausência de sentimento. O que você ama? De verdade? Poucas pessoas podem responder diretamente essa questão. Menos ainda é o número que pode dizer certamente que ama algo, amor do tipo que não cansa nunca, amor de filme, amor de romance, amor mais perseverante que os 300 de Esparta. Ainda, apenas uma farpa deste bando de pessoas pode fechar os olhos e dizer claramente que ama alguém. E por alguém eu não falo de respeito e carinho e amizade e ternura e toda a baboseira que se escuta geralmente, principalmente de quem é casado. Eu devaneio aqui sobre a paixão ivoluntária, o fogo eterno, aquela coisa que a gente assiste em DVD. Certamente o mocinho faz tudo pela mocinha e acabam felizes para sempre. Ou será que somente o filme corta antes de mostrá-los discutindo as contas da casa ou tendo que levar o par de remelentos que ela pariu para a escola? Ou antes de ela saber que ele largou o emprego para ficar com ela e agora é um vagabundo desempregado?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a última vez que você sentiu aquela falta de ar ao conhecer alguém? Aquela vontade de gritar quando a pessoa sorri pra você, a sensação do pacotinho embrulhado na sua barriga que um dia foi seu estômado quando ela chega perto o suficiente, mas não tanto, onde você não sabe se tenta um beijo ou tenta ser sexy? Acho que, após uma certa idade, e claro que devo admitir que existem excessões, nós criamos uma camada superprotetora ao redor desse sentimento estúpido. Chega um momento onde você não consegue mais amar. Ponto. Você sempre vai achar que ela não é boa o suficiente, ou ela não é divertida o suficiente, ou seus amigos não gostam dela, ou você tem medo de sofrer (geralmente de novo) e simplesmente se bloqueia. Se limita. Brinca de bonsai com o próprio "eu" e coloca na cabecinha que nada de muito bom vai vir. Ou seja, romance, por si só, paixão, a vontade surreal e alucinada de estar junto com alguém, morre antes dos 30.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos que, caso você já tenha atingido essa idade ou esteja bem perto dela ou ainda ela tenha ficado pra trás faz tempo, você já viveu (pelo menos) um caso de amor tórrido. E você lembra dele, ou deles, e sente falta não da pessoa, mas sim da sensação de perder o chão, de ser alvejado por uma labirintite bizonha quando tal pessoa aparece no local do encontro. Você pode morrer ali, naquele exato momento e sua vida teria sido bem vivida. Amor de filme. Não amor de novela pois ultimamente tudo que se vê na TV aberta é um tentando foder a vida do outro e não de forma que mereça ser filmada. Somos todos voyeurs da tragédia mundial, nesse sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, ergo minha taça de champagne nacional aos que sentem isso ainda hoje, aos que têm a oportunidade e o tesão de viverem esta sensação. Um brinde à labirintite espontânea! Um brinde às borboletas na barriga! Um brinde àqueles que mesmo depois de tanto tempo ainda sentem o que sentiram. E claro, um brinde à nós que um dia amamos mais do que podíamos suportar, que amamos e fomos acometidos pelo mal do envelhecimento sentimental. Outro àqueles que preferiram a vida em solidão amorosa à terem um relacionamento mal-passado. Um brinde à todos nós então, pessoas que amaram, que amam, que amarão. Pois caso tal amor tenha sido destruído ou mal-cuidado ou mesmo devidamente assassinado, bem, vocês sabem o que acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Vendo pelo lado bom da coisa toda, citando Protege Moi do Placebo, pelo menos nos resta toda uma vida para chorar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-4896711124584593977?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/4896711124584593977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=4896711124584593977&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4896711124584593977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4896711124584593977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2008/04/esse-texto-sobre-amor.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-4319257070176237834</id><published>2008-02-20T18:25:00.002-03:00</published><updated>2008-02-20T18:28:48.461-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_prologo.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá pessoas. Como diria o diabo na música "Sympathy for the Devil", por favor deixem que eu me apresente: meu nome é Vincent DeLorean. Por mais francês que pareça, o sobrenome é falado como se lê mesmo. Delórean. Como o carro do "De Volta para o Futuro". Tenho 34 anos, sou de altura mediana, cerca de 1,75m, sou magro, adoro ternos e roupas sociais, sou eloquente o suficiente, apaixonado por um vocabulário decente e principalmente por uma boa balada, uma boa música, gastar dinheiro e viver a vida noturna. Mas acho que minha principal característica é que eu não sou exatamente uma pessoa. Não sei direito como explicar, afinal eu vim ao mundo de repente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Claro, tudo quanto é neném pelado vem ao mundo de repente, mas a diferença é que do mesmo lugar que a maioria deles sai, eu adoro entrar. Não! Nada de ninfomaníaco ou coisa parecida. Eu adoro romance. Sou um dos últimos românticos da terra, pelo que sei, e gosto muito de conversar e ter a companhia deliciosa de uma mulher. Não que eu não seja um cretino, até sou, mas sou um cretino romântico. Há quem diga que nem mesmo um cretino eu sou, pois não costumo mentir. Não sou fã de relacionamentos de longa data pois eu sei, por fato, que estes não funcionam como deveriam. Pelo menos não por muito tempo. Ok, seus avós estão casados até hoje. Não é sobre isso que eu estou falando. É que eu preso exatamente a principal alegoria humana que é limada quando se tem um relacionamento longo: liberdade espontânea. Eu faço o que eu quero, a hora que eu quero. E a maioria das mulheres não aceita isso. Elas têm todo o direito, claro, assim como eu tenho o direito de permanecer solteiro. Mas chega de devaneios. Eu queria chegar no ponto de tentar explicar o que eu sou. Eu sou fruto de um coração partido, somado a uma boa quantidade de dinheiro e um desejo revolto de sufocar o pudor imposto socialmente sobre uma pessoa plausível. Eu sou um alter-ego.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Nasci em meio a lágrimas e dor. Triste. Foi horrível. Quando eu estiver sóbrio eu conto. Resumindo, depois de um relacionamento milenar de oito anos, quando um cara se cansa de chorar ele tem algumas opções: cortar os pulsos, dizer que tudo é passado e voltar pra vidinha mundana, guardando aquela dor em algum lugar fundo ou pirar. No meu caso, agradeço por ele ter pirado, pois senão eu não existiria. E assim, lá fui eu viver a vida noturna de São Paulo pela primeira vez em muito tempo, desde a época que eu era apenas uma idéia dormente numa cabecinha meio oca. Achei que não ia ter sucesso algum nesta infeliz empreitada, mas quando eu descobri que eu tinha algo que a enorme maioria dos homens hoje não tem (cérebro), reparei que as mulheres ainda se interessam por aqueles homens com estilo e inteligência. Sendo assim, sob diversas doses de uísque, música anos 80 e vestindo sempre um bom terno, eu passei a vagar pelas noites paulistanas sem propósito definido, sem culpa, sem dor, sem ninguém pra me dizer não.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E o que eu tenho feito, então, desde que passei a existir? Exatamente o que eu falei: gastado dinheiro, bebido muito, conhecido incontáveis pessoas, matado a vontade de ter um bom beijo e vivido as situações mais surreais que a vida real pode proporcionar. Reitero então, muito prazer, meu nome é Vincent. Eu sou um porra-louca.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Do livro: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"A Vida de Vincent"&lt;/strong&gt;, por Julien De Lucca&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-4319257070176237834?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/4319257070176237834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=4319257070176237834&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4319257070176237834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4319257070176237834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2008/02/ol-pessoas.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-47859791825242993</id><published>2008-02-20T17:38:00.005-03:00</published><updated>2008-02-20T17:42:11.308-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_mais_forte.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu abri os olhos e respirei fundo. Segurei o ar nos meus pulmões o máximo que pude aguentar. Senti aquele arrepio galgando minha espinha quando lembrei do homem bruto dormindo do meu lado. As imagens de flashback jorraram dentro da minha cabeça. Óbviamente bêbada, eu bati na mesa e levantei gritando para as minhas amigas que queria mesmo um homem rústico, forte, alto e com cara de mau. Devia ter gritado mais baixo. Um cara me agarrou pela cintura, enfiou a língua na minha boca e me beijou como um neandertal tarado. Passou pela minha cabeça afastá-lo e perguntar "Que que é isso?!" mas ele poderia gritar que isso era Esparta e me enfiar o pé no peito, então simplesmente retribuí da mesma forma e ataquei ele selvagemente. Eu estava precisando disso, sabe, de sentir a pegada mesmo. Sentir um braço forte me segurando. Não que eu não goste de romance, eu adoro, mas ultimamente todo homem que se encontra em balada é ou frouxo ou idiota. Esse negócio de mandar um amigo falar pra mim que um amigo dele gostou do que viu me embrulha o estomago. Parece que os homens de hoje perderam a masculinidade propriamente dita e trocaram ela pela chave de um carro caro ou uma carteira da Victor Hugo. Mas enfim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa óbviamente levou a outra e eu topei "emendar" a noite. "Ah, mas isso é coisa de vadia." Foda-se. Também não suporto mulheres que se agarram aos conceitos sociais da "moça-de-familia". Fala sério. Estamos em 2008 não em 1950. Se eu tenho vontade de dar eu dou mesmo pra quem eu quero. Melhor do que ficar reprimindo tudo e acabar sendo uma perturbada de coração partido chorando por dias quando descobrir que o príncipe encantado se encantou por outra que fazia o que eu faço. Mas voltando...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E foi muito bom. Posso poupar-lhes dos detalhes sórdidos, creio eu. Foi ótimo na verdade. Porém, partindo do fato que ele era meio feinho, vocês podem entender a sensação de acordar sóbria e com dor de cabeça num quarto de motel do lado de alguém que você não lembra o nome. E do jeito que ele era, errar o nome não seria muito salutar. Então fiz o que qualquer pessoa em sã consciência faria: tentei dar o fora. Levantei sorrateira da cama e peguei as minhas roupas no chão. Ele tinha pego um motel caro, elegante, cheio de dependências... que merda! Onde é a porra da porta de saída? Agarrada com meu tubinho preto básico e segurando os sapatos na outra mão, consegui pelo menos achar o banheiro. Coloquei a roupa em menos tempo do que meu pai levaria para perguntar: "Sabe que horas são, menina?!?". Dei aquele tapa no cabelo, peguei os malditos scarpins e voltei para o quarto. A cama estava vazia.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Então, a batida inicial da "Oh My Lover" da PJ Harvey começa a ecoar pelo quarto. Escuto o barulho da hidro a céu aberto começar a funcionar. Um braço me agarra pelo ombro e me puxa contra um tórax que parecia um paredão de concreto. Uma boca me beija a nuca e incontrolávelmente meus olhos se fecham e eu sinto parte da minha voz vazar pra fora da boca. Meus sapatos caem no chão quando minha mão os deixa contra a gravidade e vai sozinha para trás, agarrá-lo pelo cabelo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Casamos em dezembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Written by: Verônica Prata&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-47859791825242993?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/47859791825242993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=47859791825242993&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/47859791825242993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/47859791825242993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2008/02/eu-abri-os-olhos-e-respirei-fundo.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-8560690421526024483</id><published>2007-10-10T14:40:00.000-03:00</published><updated>2007-10-10T15:00:13.662-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_blerg.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nós agora declaramos que as seguintes coisas são extremamente blergs e devem ser evitadas a todo e qualquer custo em ambientes de frequência pública, púbica ou pudica:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1) Jamais chame o próprio pinto de pinto. Pinto não é sexy. É brega pra caralho. Caralho, no caso, só em momentos show de bola. Bola, por sua vez, só entre os amigos num jogo de futebol. Ou pebolim. Pebolim é legal. Voltando ao assunto, nunca diga: "Chupa o meu pinto.". E não use pebolim em qualquer conotação sexual. Não importa o quanto pebolim seja legal.&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;2) Nunca use meias com papetes. É confortável, eu sei. Mas se mulher gostasse de pé rapado ela te beijaria descalço. E lembre-se disso. Mulher gosta de cara descalço. Não mendigo, mas também não a horrorosa situação do cara pelado de meias.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;3) Não faça suas unhas. Cutícula bem feitinha e unhas delineadas são artifícios usados por homens que gostam da mesma coisa que a gente. Não, não é dinheiro, cretinos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;4) Não pergunte quantas vezes ela chegou lá. Isso mesmo que você está pensando. Afinal, se você não sabe, ela provavelmente não chegou lá e se chegou, não foi por sua causa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;5) Não deixe os pêlos do seu playground crescerem livremente, sem restrições. Apare-os sempre que eles ameaçarem a começar a cobrir um pouquinho a área principal. Revelarei um segredo que talvez alguns de vocês nao saibam ainda: aparar o fluf, dá a impressão que seu pebolim é maior. Calem-se! Eu posso chamar do que eu quiser.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;6) Não diga "amor" e muito menos "mor" a la Chico Bento. Não é sexy, não é bonitinho e não é romântico. A não ser que você seja do interior de São Paulo. Aí é sexy e bonitinho. Caso contrário, só demonstra sua inteira falta de criatividade e vai causar uma contorção facial discreta na sua jovem amada, mas que quer dizer "blerg!!!!"&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;7) Não tente ser igual ao Colin Farrel, não vai funcionar com você. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;8) Não tente chamar mais atenção que a mulher que está ao seu lado. Se ela gostasse disso, sairia com a Globeleza em época de Carnaval.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;9) Seja macho e não negue seus atos. Peidou? Assuma! Mas não faça disso um hábito. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;10) Talvez sua namorada goste de "brincar" com outras mulheres, talvez não. Se ela gostar, não a reprima por isso, aproveite. Se ela não gostar, termine com ela e procure uma que goste.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;11) Você é musculoso? Legal, hein amigão. Agora tenha o mínimo de bom senso e não saia por aí desfilando de regata. A não ser que você esteja na praia. Ou seja carioca. Os cariocas podem. O importante é que nem toda mulher gosta de homem musculoso e você, muitas vezes, só faz papel de ridículo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;12) Não tente ser mais sexy do que você realmente é. A linha entre o sensual e o ridículo é muito tênue, portanto, deixe o olhar 43 para quem realmente sabe fazer bom uso dele. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;13) Nunca cante música sertaneja achando que você vai conquistar uma mulher. A não ser que você esteja em Barretos. As mulheres que frequentam esse limbo gostam disso e merecem esse castigo por toda a eternidade. Mas se você costuma ir para Barretos, por favor, morra. A humanidade não merece ter que conviver com você. Aproveita e leva com você para o inferno todos os cantores que estiverem se apresentando por lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;14) Seja metrossexual, mas não ao ponto de chegar em casa empolgado, dando saltinhos de alegria e querendo mostrar a camiseta liiiinda que você acabou de comprar na Cavalera. Isso é ultra gay.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;15) Não vá buscar a sua namorada na faculdade, numa sexta a noite, de calça de moleton, havaianas e meias. Ela teve muito trabalho para inventar para as amigas o quanto o namoro dela é agitado e bacana e você vai jogar tudo isso por água abaixo, quando as amigas descobrirem que ela vai para a sua casa comer yakissoba e assistir Globo Repórter, até você começar a roncar no sofá. Na verdade, não use calça de moleton em público nunca. Mais uma vez: é confortável, eu sei. Mas só demonstra que você é preguiçoso o suficiente para não vestir uma calça jeans. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;16) Não use ringtones no seu celular com uma voz de mulher dizendo "atende, gostosão", ou qualquer coisa do gênero. Exceto se você for corinthiano. Aí você até tem uma explicação plausível para ser cafona a esse nível.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;17) Se você não for gay, não dance axé. Nem funk. Nada neste mundo broxa mais uma mulher do que um cara suado, rebolando com a bundinha empinada ao som de "toma, toma, toma". Quer dizer...calça de moleton e papete com meia talvez sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Written By: Kátia Madalena&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-8560690421526024483?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/8560690421526024483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=8560690421526024483&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8560690421526024483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8560690421526024483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/10/ns-agora-declaramos-que-as-seguintes.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-6367041137001013307</id><published>2007-10-09T02:20:00.000-03:00</published><updated>2007-10-09T02:33:55.219-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 696px" alt="" src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_gramma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu preciso parar de beber. Sério. Mesmo que digam que minha personalidade desinibida e inconsequente seja fruto direto do álcool. O que vocês acham?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu digo isso pois parece que só consigo dizer o que eu digo e fazer aquelas coisas sem noção que eu faço quando eu estou retardado. Não sou alcoólatra, afinal, só bebo quando eu saio para a balada. E sempre saio sozinho, vocês sabem. Assim se eu porrar o carro por dirigir um Fiesta achando que é uma McLaren a culpa é minha. Brincadeira, eu dirigo direitinho. Juro. Mesmo quando a peolha reclama que eu não paro em farol vermelho. Mas voltando ao assunto, eu assumo que tenho um vício: beijo na boca. Acho que é a adrenalina da conquista, o frio na espinha quando você está a 2 centímetros de uma pessoa nova, o papo de horas antes, provocando reações numa orgia psicológica que entorpece seus sentidos e faz você sorrir sem querer. Por isso que o álcool ajuda. Não por tornar as pessoas mais bonitas, mas as tornam mais interessantes. E não pergunte por quê de repente eu estou tendo crises de lei-seca. Eu explico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;-Tem algo nos seus olhos que eu adoro. Que desperta em mim um certo tipo de felicidade que só existe em filme P&amp;amp;B.&lt;br /&gt;-Mesmo? - disse ela sorrindo para mim, dobrando o rosto para o lado em falsa inocência. - O que você vê?&lt;br /&gt;-O meu reflexo. - e abri um sorriso sarcástico.&lt;br /&gt;-Haha, seu narcisista. Você acaba de me dar um motivo a mais para não te beijar.&lt;br /&gt;-Eu sei, você vai fechar os olhos se fizer isso. Mas, você também pode me beijar de olhos abertos se quiser.&lt;br /&gt;-Desculpa, mas eu não faço isso. Aliás eu tenho certeza que você também não faz. - ela me olhou daquele jeito maldito. O jeito que me faz esquecer que eu sou arrogante e orgulhoso. Aquele jeito quando uma mulher te olha e você escuta sua boca proferir que quer você, sem dizer uma palavra. Você e só você, mais ninguém naquele momento impecável. Aquele punhado de segundos que precedem um beijo histórico.&lt;br /&gt;-Não tenha tanta certeza mulher, afinal só existe uma coisa melhor do que um bom beijo.&lt;br /&gt;-O que? - ela perguntou baixinho, me olhando de baixo para cima, se aproximando da minha boca em bullet-time.&lt;br /&gt;-Dois. - agarrei ela pela nuca e mordi de leve seu lábio inferior, soltando rapidamente e voltando lentamente com a língua por entre seus lábios. Meu coração disparou. Senti seu corpo coberto por um leve vestido decotado sorver o calor da minha pele. Da minha boca. Agarrei-a pela cintura com o braço esquerdo, envolvendo-a toda em mim. Ela tinha razão. Eu fechei os olhos.&lt;br /&gt;-Você anda tomando muito uísque. - disse ela baixinho com um risinho sobressalente. - Seu beijo tem gosto de Red Label.&lt;br /&gt;Eu ri junto com ela e lembrei da minha avó me dizendo que eu não deveria beber muito. Passei a mão no seu rosto e abri os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava ela nos meus braços, meiga e matriarcal olhando para mim em reprovação. Minha doce e querida avó. Afastei devagar e vocês devem imaginar a minha cara de empadinha. Quantos uísques eu tomei? Oh bom deus, por que não uma prima distante? Uma prima distante dava para encarar, mas a vó é foda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que foi?! - perguntou vovó assustada. - Eu estava brincando.&lt;br /&gt;-Nada. Eu acho que eu não estou legal, só isso. - fechei os olhos fortemente, implorando aos quatro ventos que vovó fosse transmutada de volta na morena de lábios Angelina Jolie que estava alí há pouco tempo.&lt;br /&gt;-Que foi? Não me diga que vai dar a desculpa que está bêbado.&lt;br /&gt;-Não! - disse eu abrindo os olhos novamente, tentando ser gentil. Vovó agora fazia cara de brava como quando eu fico semanas sem ir visitá-la.&lt;br /&gt;-Não o que? Você não esta dizendo coisa com coisa. Se arrependeu, foi isso?&lt;br /&gt;-Muito pelo contrário! Adorei! - e então a imagem do meu avô, ex-militar, fardado e com um porrete na mão veio me atingir no olho como um pai homofóbico que pega o filho brincando de urologista com o sobrinho mais novo do vizinho. - Oh céus... avô é foda.&lt;br /&gt;-Avô o que?! Olha, se você vai fazer esse teatrinho ridículo como desculpa para sequer pedir meu telefone, eu vou embora.&lt;br /&gt;-Eu tenho seu telefone, vó! Não! Calma! Ai caraleo...&lt;br /&gt;-Hey! Como você é cretino! Eu não sou tão mais velha que você assim! Tá me chamando de acabada?&lt;br /&gt;-Como se a culpa fosse minha e não do tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovó não teve dúvidas. Jogou o copo cheio de sprite com licor de menta na minha cara, pronunciou palavras de baixo calão para uma mulher da sua idade e passou por mim em passos firmes. Eu respirei fundo e bati a cinza do cigarro contra o vento fazendo uma pequena brasa arrombar, irrefreável, minha camisa de seda vermelha e queimar meu umbigo. Olhei para dentro do copo inerte sobre a mesa e o resto de uísque solitário acenou para mim. Fui buscar um energético para fazer-nos companhia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#33ccff;"&gt;&lt;em&gt;Written by: Vincent DeLorean&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-6367041137001013307?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/6367041137001013307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=6367041137001013307&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6367041137001013307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/6367041137001013307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/10/eu-preciso-parar-de-beber.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-7688244008737245830</id><published>2007-07-31T12:03:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T12:23:46.885-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_super.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Raramente eu tenho alguns minutos para pensar em mim. No que eu fiz em todos os anos da minha existência. E como a maioria das pessoas que se perdem por instantes em um flashback até agora, eu penso nelas, nas mulheres da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Eu tive poucos relacionamentos sérios, dois apenas, bem diferentes um do outro. Uma era extrovertida, a outra bem mais tímida, porém ambas fizeram eu me sentir confortável e bem. Tivemos momentos ótimos, outros nem tanto, mas a segurança de estar nos braços delas era deliciosamente divertida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Então elas se foram, como era de se esperar. E a solidão hipócrita me acompanhou por um tempo até que eu a conheci. Com sua estatura imponente, seus cabelos negros, sua índole inabalável. Não poderia eu nem ousar pensar em algo além do padrão social mas ela decidiu por nós dois quando forçou sua boca contra a minha a primeira vez, de repente, inusitada e espontânea. Marcando à ferro seu toque em minha consciência. Tirando-me do sério. Fazendo-me ousar tomá-la nos braços uma vez mais em meu egoísmo altruísta e morder seus lábios inconcientemente. E depois agir com a naturalidade de uma guerreira épica, indiferente, fechada, ilesa e ainda sorrindo misteriosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Estar do seu lado é muito diferente do que estar do lado de uma pessoa qualquer. Eu me sinto frágil, vulnerável e inocente. Ela ri e me olha de canto. Eu morro por dentro. Não passo de uma marionete dela até sentir suas unhas nas minhas costas. Então me torno indestrutível, superhumano, vitorioso e tomo seu corpo como meu espólio. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ela é minha amiga, mulher, amante, executora, amazona, nêmesis, luxúria. Ela não precisa de mim. Ela me quer quando quer. Ela não é igual a mim. É melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Eu percebo ela entrando pela porta mas mantenho-me em silêncio. Ela me abraça pelas costas e sussurra algo no meu ouvido. Eu não escuto. Ela repete:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;-Clark? Devemos ir agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;-Como quiser, Diana.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-7688244008737245830?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/7688244008737245830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=7688244008737245830&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/7688244008737245830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/7688244008737245830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/07/raramente-eu-tenho-alguns-minutos-para.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-261685245707533759</id><published>2007-06-18T14:50:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T15:04:14.460-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_amor_odio.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Embora. É. Isso mesmo que você ouviu, maldita. Estou indo embora. Pode falar o que quiser, implorar para que eu fique, já não me importo mais. Não vou deixá-la foder com a minha vida como você fez com todos os outros antes de mim. Acabou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não suporto mais passar por todas essas situações vexaminosas provocadas por você, com esse sorrisinho sarcástico no canto da boca. Deveria ter te mandado à merda anos atrás, enquanto ainda tinha uma fração maior da minha vida pela frente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Passei pela empresa e dei uma desculpa qualquer, dizendo que precisava passar uma semana fora para resolver problemas de ordem pessoal. Claro que ninguém ia questionar nada. Não ganhando o salário que eu ganho. Rá! Chamar o que eu ganho ao final de cada mês de salário, é chamar o que eu faço de emprego, como se ambos não fossem patéticos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma semana. O cacete! Já era. Não volto mais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Aquela vadia acabou com qualquer esperança que eu pudesse ter de levar uma vida um pouco melhor ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ainda me lembro de quando a conheci. Fiquei excitado como um moleque de quinze anos ao ver os seios de uma mulher saltando pelo decote. Seu cheiro penetrou minhas narinas à força. Prometi a mim mesmo que nunca ia deixá-la. E agora acabou. Maldita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Rumei para o pardieiro úmido em que (sobre)vivo para pegar umas poucas roupas e enfiá-las numa mochila. Olhei para a pilha de contas cada vez maior sobre a madeira descascada da mesa da sala. Fodam-se. Não vou voltar mesmo, logo, não preciso pagá-las. Mesmo que tivesse dinheiro para isso. Passei pelo banheiro para olhar meu rosto naquele espelho manchado pela última vez. Nunca entendi como envelheci tão rápido. Só pode ter sido culpa dela. Maldita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Joguei a mochila dentro da velha picape. Percebi que minhas mãos tremiam como as de um verme alcóolatra que fica alguns dias sem beber. Ajeitei-me como pude no banco puído que já viu dias melhores e olhei o retrovisor. São meus olhos? Esses globos opacos circundados pela vermelhidão, quase saltando das próprias órbitas são meus olhos? Deus. Preciso me afastar dela. Agora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Após alguns quilômetros na estrada, olho novamente o retrovisor, vejo aquela nuvem cinza de poluição e sei que ela está lá dentro esperando que eu volte. Pacientemente. Ela que espere. Sentada. Para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quase uma semana depois minhas mãos já não tremem tanto. Meus olhos já não parecem tão arregalados e recuperaram algum brilho. Meus pais provavelmente já têm a certeza de que estou me drogando, embora não me perguntem nada. A única pergunta é a pior possível: “Quando você vai voltar para ela?”. Antes que possa me dar conta respondo num sopro angustiado: “Domingo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu chego à noite e tudo parece pior. Ela está iluminada, me atraindo como uma mariposa estúpida para sua luz e me recebe de braços abertos. Posso ouví-la sussurrando em meu ouvido: “Eu sabia que você voltaria para mim”. E eu concordo. Com os olhos ficando vermelhos novamente, eu concordo. Abro a janela do carro ao passar sobre um rio morto onde meu avô já pescou um dia e sinto seu cheiro. Seu cheiro novamente rasgando minhas narinas e esmurrando meu cérebro. Já era. Nunca mais vou conseguir ficar longe dela. “Eu amo você, metrópole maldita”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Written By: &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Reggie Boyo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-261685245707533759?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/261685245707533759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=261685245707533759&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/261685245707533759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/261685245707533759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/06/embora.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-1105557672015358612</id><published>2007-06-12T09:59:00.000-03:00</published><updated>2007-06-12T10:27:10.266-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img alt="" src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_christopher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu olho em volta e não consigo enxergar exatamente qual o sentido de tudo isso. Da necessidade de acordar cedo e trabalhar muito para se ter respeito ou de comprá-lo com muito dinheiro. Da necessidade de se encaixar num padrão social distorcido que um dia inventaram. De fazer o que é certo mesmo sabendo que foi um grupo de humanos normais que decidiram o que é o certo em si. E eles também erram. É como se a minha vida fosse regida pela rotina tediosa que a sociedade impõe, mas escutando aquela voz no fundo da cabeça dizendo que isso não está certo. Como se meus dias fossem narrados pela espontâneidade sinistra de Christopher Walken.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Tenho quase certeza. Quase. De quando eu chegar no fim da minha vida eu vou me arrepender de não ter feito um monte de coisas. De não ter chutado um monte de gente da minha vida pois eu sou um palhaço de coração mole que quer agradar todo mundo sem esperar nada em troca. Pois isso que me ensinaram. Que dar sem querer receber é honrado, nobre, altruísta. Tenho certeza que no fim vou perceber que tudo o que fiz, fiz por ser um idiota que acreditou numa ideologia falha. Quando meus melhores momentos forem apenas lembranças distantes. Quando eu estiver velho e cansado como Christopher Lee.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Tudo não vai passar de um conjunto de momentos que foram interessantes naquele momento específico e depois se tornaram motivo de piada. Como se eu não tivesse existido e sido um sucesso um dia, como se um dia pessoas não tivessem me adorado, me amado, me chamado por elogios diversos. Eu serei esquecido, eventualmente, por tudo e por todos. Afinal é assim que o mundo funciona para a enorme maioria da população. Você tem seus momentos bons, mas eles só afetam um punhado de pessoas que não se importam de verdade com a sua existência mal atuada, no melhor estilo de Christopher Lambert.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Mas ainda há tempo! Para todos nós, acredito! De mandar todo mundo se foder e se dar bem com isso. Falar o trivial para despertar um sorriso numa pessoa que você gosta, de trepar a noite inteira com aquela outra que você admira, de olhar pra sua cara preguiçosa no espelho e sentir que você é a única coisa no mundo que importa, pois só você vai estar do seu lado nos seus piores momentos. Usar as mazelas do mundo como escada para se destacar, ser feliz e ainda rir muito com isso. Como Christopher Rock.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Que assim seja, então! Chega de criancisse, de pessoas que se apóiam em imagens fúteis e aparências decadentes para ter seus minutos de fama vã. Chega de adular o bando de palhaços que me adicionam no Orkut para se sentirem cheios de amigos ou aqueles que querem saber o que eu faço da vida por acreditar que é o trabalho que molda a pessoa. Eu sou aquele que enxuga as minhas lágrimas, que paga minhas contas, que beija minhas mulheres e que ri do mundo enquanto ele bate na minha cara. Seja mais você pois eu certamente sou mais eu. E se vocês se sentirem mal com isso, que meu círculo social se parta ao meio e morra. Como Christopher Reeve.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-1105557672015358612?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/1105557672015358612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=1105557672015358612&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/1105557672015358612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/1105557672015358612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/06/eu-olho-em-volta-e-no-consigo-enxergar.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-4270996485092387800</id><published>2007-05-22T14:59:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T15:03:35.582-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_monkey.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;E lá estava eu, sorrindo como se tivesse feito clareamento dentário com desconto, adentrando a mesma espelunca de sempre, numa sexta feira dessas. Desssa vez deixei o terno em casa, estava usando aquele casaco preto de fundo vermelho escuro, que vai até o joelho. O lugar estava como sempre, cheio de criaturas esquisitas, sujo e bem animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentei algumas figurinhas marcadas no caminho de praxe até o balcão e acenei para o barman. "Mojito!", gritei eu assim que ele prestou atenção em mim. Atendimento VIP. Em menos de um minuto recebo meu copo bem cheio do bom e velho Red Label. Na verdade acho que o cretino só me entendeu da primeira vez que eu entrei e apontei para a garrafa por causa do barulho. Depois disso ele se permite assumir. Se eu chegar hoje e pedir a mãe dele mal passada com cebolinha e coca-cola, o puto me traz um Red Label. Enfim, primeiro gole bem dado, para desinfetar a garganta e notificar o fígado que ele vai ter de fazer hora extra, quando eu olho para o lado e vejo uma mulher acenando para mim, sedutora, com o indicador minhocando frente ao rosto a me chamar para perto dela. Olhei para dentro do copo e para o relógio para checar se eu não tinha passado por um lapso de memória como de costume. Olhei para os lados e para trás para ver se era comigo mesmo e até perguntei pro barman se ele também estava vendo uma mulher sozinha na mesa me chamando. Ele me trouxe outro Red Label.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou mentir dizendo que ela era linda, não era. Mas estava muito bem vestida, com uma dessas roupas de marca combinando com o sapato e etc.. Seus cabelos ruivos escorrendo pouco abaixo da altura do ombro, mal escondiam o rosto de vinte ou vinte e dois anos, adornado com um minúsculo piercing de brilhante no nariz. O batom roxo escuro e o perfume seco combinavam com o lápis contornando seus olhos. Sentei-me ao seu lado, coordialmente, deixando um dos copos na frente dela. Ela começou o diálogo perguntando: "Você gostaria de me beijar?" eu dei uma tossida leve e olhei para os lados procurando a câmera escondida. Não encontrei então respondi da forma mais direta possível:&lt;br /&gt;-Macaco gosta de banana?&lt;br /&gt;-Como assim? QUe papo é esse? Como eu vou saber? - exaltou-se.&lt;br /&gt;-É uma expressão. Algo como "Claro que sim!".&lt;br /&gt;-Claro que o que? Você me achou uma macaca? Quer me dar a sua banana? - começou a ficar brava.&lt;br /&gt;-Não! Eu disse macaco. Com "o". Mas esquece. Claro que eu quero um beijo seu.&lt;br /&gt;-Fala sério... eu me abro em sorrisos e você vem com um papo Discovery Channel. E agora quer beijo.&lt;br /&gt;-Bom, eu não vou fazer nenhuma dança do acasalamento, então beijo é legal.&lt;br /&gt;-Você acha que eu sou algum tipo de cadela pra você tratar assim, é?!?! - ficou puta.&lt;br /&gt;-Caraleo... achei que a gente tivesse falando de macacos. E meu beijo?&lt;br /&gt;-Olha, desculpa querer ser legal com você, tá?! - levantou e foi embora levando meu segundo uísque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendi um cigarro enquanto olhava para ela indo embora e pensando que as pessoas perderam muito o senso de humor. Quase ninguém hoje em dia consegue beijar sorrindo ou falar besteiras de amor por brincadeira. Todo mundo leva tudo muito a sério. Tudo é muito plástico, artificial. Beijar alguém na balada é quase como tomar um tang por 50 centavos na barraca de hot-dog da esquina. Perguntei pro barman o que ele achava de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês sabem o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#009900;"&gt;Written By: Vincent DeLorean&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-4270996485092387800?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/4270996485092387800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=4270996485092387800&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4270996485092387800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/4270996485092387800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/05/e-l-estava-eu-sorrindo-como-se-tivesse.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-3158782048081232092</id><published>2007-05-21T22:04:00.000-03:00</published><updated>2007-05-21T22:10:15.392-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_paranoia.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu não tenho certeza que posso viver de música e poesia, todos me dizem que não mas eu não me importo, o mundo não é tão feio assim, ou é? Ou eu que estou ficando doente. Como uma amiga me disse, a coisa mais doente está na mente da gente. E se eu me apaixonar de novo? Daí então fodeu. Uma hora ou outra vou chorar. Porra, mas e daí? Eu não tenho medo de chorar. Ou tenho? Mas eu não estou com cabeça para um relacionamento agora. Estou sem dinheiro e sem estrutura para me manter. Claro que eu quero colo e toda a parte social e física, mas não posso. Por que mesmo que eu não posso? Na teoria o mundo gira em torno do mesmo eixo e assim a vida também pode girar ao meu redor. Certamente. Ela gira a meu redor. Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que sei o que eu estou fazendo exatamente a cada dia que passa, a não ser exacerbar a certeza de que eu estou ficando velho e não vivi o suficiente ainda. Mas se eu vou viver 100 anos, ainda nem cheguei no primeiro terço da minha vida! Claro que eu posso ser atropelado amanhã, mas isso é bem raro de acontecer. Não é? Eu olho para atravessar a rua sempre! Droga, e se eu for mesmo atropelado amanhã? Será que eu vivi o suficiente? Tive momentos ótimos na minha vida, mas não sei se posso fazer um Top 5. Será que vai doer? Será que eu não desperdicei um grande amor ou uma chance de ganhar na loteria? Eu costumo muito sofrer de véspera. Isso é ruim, não é? Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se devemos deixar a coisa rolar e o destino nos guiar, isso não nos tira o poder de escolha? Mas se nossas escolhas já estão programadas ou algo do gênero, por que raios temos que enfrentar a experiência? O que importa é o destino ou a jornada? A jornada claro. Mas se você não chega em lugar algum, a jornada não é completamente perdida? E se o caminho todo for circular e sua vida é uma música presa em repeat eterno? Isso é um pensamento realista? Horroroso? Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que eu tenho certeza que se pode viver então de música e poesia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-3158782048081232092?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/3158782048081232092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=3158782048081232092&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3158782048081232092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/3158782048081232092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/05/eu-no-tenho-certeza-que-posso-viver-de.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-9107836966692942138</id><published>2007-05-09T23:38:00.000-03:00</published><updated>2007-05-09T23:48:20.872-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_final_feliz2.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não lembro direito como eu a conheci, mas eu lembro da primeira vez que ela encostou as unhas afiadas no meu peito. Da primeira vez que ela suspirou uma besteira erótica no meu ouvido. Da estática corrente nascendo do atrito dos meus dedos em suas costas nuas. A melhor noite da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se foi por causa da sensação ébria da bebida ou aquela sensação de briga de egos quando se está com uma mulher na cama e você quer provar para você mesmo que pode fazer melhor. Quando você quer impressionar e ela também. Daí a coisa toda começou a ficar violenta e eu não consegui parar. Ela me mordia e arranhava e comprimia meu corpo contra o dela, gemendo palavras sobre amor, paixão de longa data, devoção. Eu pedi para ela parar mas ela continuava, cada vez mais forte, entorpecendo meus sentidos e literalmente tirando-me fora de sintonia. O orgasmo mútuo veio junto com minha assinatura púrpura em volta do seu olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fugi de alguma forma, entre a sensação ardente do sexo selvagem e a vergonha de ter batido nela, sentindo a adrenalina cuspindo ácido dentro das minhas veias e implorando por mais. A sensação de poder misturada com o medo e o vício de querer mais é a pior droga do mundo. Como um parasita num corpo perfeito. Ainda sentia o gosto do suor dela na minha boca quando o telefone tocou, carregando a voz dela, perguntando por que eu tinha ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse que me amava. Que o que eu tinha feito não era nada comparado àquilo. Que amor verdadeiro é o amor cruel, se não machucar, é coisa de criança. Que eu não havia acertado seu rosto, eu havia acertado seu coração. E como se amor para ela fosse um esporte, ela me pegou pela garganta, enfiando as pontas dos dedos no meu rosto e mordeu meu lábio inferior como uma ave de rapina. O gosto do sangue me tirou do sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo. Em sua forma mais psicótica e visceral. Não eramos mais humanos. Éramos animais que nunca tinham sentido prazer comparável com aquele. Sexo, não. Uma foda surreal, uma trepada cósmica. Não existem adjetivos para descrever o que ela me fazia viver, explorando meus cinco sentidos como se tivesse lido um detalhado manual sobre eles. E falando, incessantemente, que me amava. Que eu era dela. Que ninguém mais ia tocar meu corpo. Que eu podia rasgar meu RG que eu havia perdido a identidade pessoal. Eu era dela. E o pior de tudo é que ela tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos juntos ha quase um ano. Quando ela me beijou pela primeira vez eu me entreguei a uma briga que ninguém pode vencer. É engraçado como nos entregamos fácil para uma vida de servidão, como um escravo, mesmo que sua mente diga não, seu corpo ri na cara dela. Num relacionamento que só vai machucar e você se joga de braços abertos. O mistério do comportamento humano só assusta mesmo quando você está comprimido sob o poder físico de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruição dos meus nervos, acrobacias que nunca pensei ser capaz de fazer, sem piedade, sem fé, sem futuro. Amor verdadeiro é amor cruel. Nada para se orgulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo por um final feliz.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-9107836966692942138?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/9107836966692942138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=9107836966692942138&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/9107836966692942138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/9107836966692942138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/05/no-lembro-direito-como-eu-conheci-mas.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-8935539245212543063</id><published>2007-04-16T14:08:00.000-03:00</published><updated>2007-04-16T14:30:01.340-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 696px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i38.photobucket.com/albums/e127/jdelucca/urb_estrada2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Tenho quase certeza que foi o mentolado gosto da pasta de dente afixado na sua língua que me deixou enjoada o resto do dia. Naquele beijo sobre o sorriso opaco antes de sair de casa. A promessa de um mal presságio cultivado pela rotina ignorante dos nossos dias mais felizes. Eu nem havia levantado da cama ainda quando o telefone tocou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu não perguntei seus motivos, nem questionei as razões da covardia plácida de dizer para mim ao telefone que não aguentava mais. Que não mais se sentia vivo. Que iria embora. Eu ri. Afinal, pelo menos ele não havia saído para comprar cigarros e materializado a profecia urbana. Se não me engano eu deixei o telefone cair. Batendo forte no chão, junto com meu corpo. Uma sensação de liberdade e excitação explodiram dentro de mim. Eu sorri complacente e o mundo todo ganhou outra coloração. Eu estava feliz pela primeira vez em muito tempo. Realmente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não peguei nada do armário ou lembrei de trancar a porta ao voar para fora de casa. Daquele lugar maculado onde tanta coisa negra vivia. E atravessei a rua, atravessei o medo, bebi a incerteza com gelo e vodka e música. Caminhei saltitante pela estrada solitária em direção ao mundo sem paranóias, sem análises, sem neuras e principalmente sem lágrimas. Sem as promessas sem propósito.&lt;br /&gt;E ao final desta estrada eu percebi exatamente quem eu era, eu me reconheci no reflexo balbuciante desenhado no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava feliz. Eu era a felicidade.&lt;br /&gt;Eu não estava alegre. Eu era a alegria.&lt;br /&gt;Eu não estava bem. Eu era uma farpa da onipotência divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhei minha liberdade quando larguei aquele corpo aos prantos no chão do quarto, para nunca mais voltar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;&lt;em&gt;Written by - &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Verônica Prata&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-8935539245212543063?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/8935539245212543063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=8935539245212543063&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8935539245212543063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/8935539245212543063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/04/tenho-quase-certeza-que-foi-o-mentolado.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-117608585193633579</id><published>2007-04-08T23:28:00.000-03:00</published><updated>2007-04-10T11:41:36.730-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/635/1750/1600/575398/urb_lovestory.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Dentro dos vários anos que eu já vivi, pisando nessa terra, eu posso dizer que não senti isto muitas vezes. Talez eu tenha me enganado algumas delas, sob os homéricos porres de uísque ou sob todas as vezes que me peguei usando a tecla "backspace" para apagar alguma memória obscura. Sabe aquele balançar de pernas, o jato de adrenalina quando ela chega próximo demais de você, a sensação de perder os sentidos quando ela pronuncia seu nome em público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inferno era o mesmo de sempre quando ela aportou e olhou no meu rosto, como se me conhecesse ha anos. Como se soubesse o jeito que eu gosto de ouvir meu nome ser pronunciado. E daí pra frente o clichê horrendo de tudo aquilo que eu não suporto ver ou ouvir em tudo quanto é midia de massa ocorreu sem o mais sutil preconceito. A troca de olhar padrão, os momentos perdidos. Tudo aquilo que todo filme da Meg Ryan tem pra oferecer. E eu sorri. Espontêano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última tropeçada sem querer eu relei meus lábios nos dela e ouvi o anjo dizer para me afastar, para evitar a rejeição, para assumir minha tenra covardia e colocar-me no meu lugar de apaixonado platônico. Back off. Breathe. Take your time. E o diabo sentado complacente no outro ombro profere que eu deveria arriscar. Afinal, é só um beijo. O que de errado poderia acontecer? Um salto de fé. Um salto de fidelidade ao seu lado ruim. Um punhado de segundos foi o necessário para tomar distância e pular. Foda-se. O que de errado poderia acontecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O toque da sua pele nas pontas dos meus dedos, sua respiração ricochetiando no meu pescoço como música, seus lábios abraçando os meus como se fossem amantes milenares num conto épico de glória e vingança, seu cabelo escorrendo macio sobre minha pele áspera, dizendo aos meus cinco sentidos que eles não eram suficientes para tê-la por completo. Gritando pro mundo que nada poderia chegar aos pés da sensação iminente de um romance de madrugada. Suas pernas se perdem no limbo. Seu rosto passa a ser um reflexo surreal. Seus braços adquirem vida própria. Você não é você. Você é ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois, com os olhos açoitados pela luz do dia, você acorda e se coloca no lugar onde sua timidez insiste em te deixar. Seu passado espanca seu rosto como uma lembrança que você não consegue alcançar por completo. Tudo faz sentido por ter sido um sonho. Mas a incerteza rasga sua razão, afiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quanto os lábios dela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-117608585193633579?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/117608585193633579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=117608585193633579&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/117608585193633579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/117608585193633579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/04/dentro-dos-vrios-anos-que-eu-j-vivi.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-117084304713400272</id><published>2007-02-07T08:08:00.000-02:00</published><updated>2007-02-07T08:10:47.146-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/635/1750/1600/998186/urb_crise.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Os anos passam. a idade pesa e os nomes aumentam...&lt;br /&gt;Nesta altura da vida, já não sei REALMENTE mais quem sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ficha do médico, apareço como Cliente. No restaurante, sou freguês. Quando alugo uma casa, viro Inquilino. Na condução, sou Passageiro. Nos correios, sou remetente. No supermercado, sou consumidor. Para a Receita Federal, sou contribuinte. Com o prazo vencido, sou inadimplente, se não pago, sou sonegador. Para votar, sou eleitor, mas, no comício, sou massa. Em viagem viro turista. Na rua, caminhando, sou pedestre, e se me atropelam, viro acidentado. No hospital, me transformo em paciente. Para os jornais, sou vítima. Se compro um livro, viro leitor. Se ligo o rádio, sou ouvinte. Para o Ibope, sou espectador. No futebol, eu, que já fui torcedor, virei galera. E, quando morrer, ninguém vai se lembrar do meu nome: Vão me chamar de Finado, Extinto, defunto e, em certos círculos, até de Desencarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, o pior, para o Governo, eu sou um imbecil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Written By -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt; Lousanne Arnoldi&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-117084304713400272?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/117084304713400272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=117084304713400272&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/117084304713400272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/117084304713400272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/02/os-anos-passam.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-117034548619122614</id><published>2007-02-01T13:55:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T13:58:06.206-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/635/1750/1600/538053/urb_noir.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu não me vesti como deveria naquela noite. Ou ainda, como a sociedade poderia me considerar um homem bem vestido. Eu estava sozinho, novamente. Porém dessa vez escolhi uma pocilga diferente para enfiar minha piedade ácida e diluir no conhaque as memórias de um casamento falho, de uma vida falha, de uma existência dispensável. Meu velho terno preto ainda continha as suaves marcas de bebida alcoólica do dia anterior em suas mangas, a camisa branca amassada ainda exibia todos os traços de uso constante ao redor de um corpo sem vida. Minha língua, amortecida pelo gosto viscoso da nicotina barata expelida pelos diversos cigarros achados num maço na calçada, enrrugava ao contato com o líquido que maculava minha sobriedade como solvente em um quadro mal pintado. Os olhos cansados sobre as olheiras roxas apontavam para baixo insistentes, provavelmente admirando as manchas de sujeira na mesa como um teste de Rorschach, ou desviando-se para o lado, encarando minha auto-estima ao lado das solas dos meus sapatos gastos. Não tive interesse algum em saber, então, porque o barulho ininteligível das conversas ao redor cessou de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo dentro de mim palpitou. Talvez uma faísca de curiosidade. Ou perceber que finalmente meu coração havia parado de bater e eu estava livre da desculpa esfarrapada de existir. Não foi o caso. Ela foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando toda a força que ainda restava nas pálpebras eu vi uma modelo de revista, uma atriz, a mais cobiçada do cinema, a mulher mais estonteante que já cheguei a pousar os olhos no mundo real. Caminhando para o balcão como se fosse dona do lugar. Como se soubesse que cada fracassado bêbado daquele boteco estava babando fora de sintonia por sua fenomenal figura feminina. É claro que ela sabia. E usou isso. Eu comecei a contar, acho que por diversão. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete homens sentaram ao seu lado e tentaram cuspir alguma palavra inteligente e ela os derrubou como moscas. Ela estava se divertindo com aquilo, num tipo de humor doentio e cruel. O canto da minha boca esboçou a mais sinistra reação dos últimos oito anos, tremendo, repuxando e deformando-se na sombra de um sorriso sarcástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixei os olhos por alguns momentos e balancei a cabeça em negação. Pobres mortais. Era como pedir para uma deusa uma centelha de atenção e ter sua alma arrancada à força por aquele colosso erótico impiedoso. Ergui os olhos novamente e dobrei o cotovelo para mais um mergulho etílico, erguendo o copo até a boca, mas não consegui sorver sequer uma gota. Ela estava sentada à minha frente. Seu cheiro acertou minhas narinas com a violência de um caminhão em alta velocidade. Ela possuia o perfume inocente de uma manhã de outono. Sem que eu pudesse reagir ela deixou escorrer por entre os lascivos lábios a voz mais aveludada que eu já tinha escutado:&lt;br /&gt;-Você sorriu para mim. Mas ao contrário dos outros o seu sorriso foi sincero. Veio da alma. Eu sinto sua essência vital clamar por socorro e mesmo assim expressar um sorriso de desejo, entorpecer sua mente com imagens sobre mim, visualizando e contextualizando minha boca em suas partes íntimas, minhas pernas envolvendo sua cintura enquanto você deleita a realização de um sonho impossível. Gosto quando as pessoas mais podres dessa cidade deixam as emoções transparecer através das simples ações prioritárias ao intercurso social. Considere este então seu dia de sorte, meu caro. Eu me interessei por você. Cortando direto ao assunto, responda-me: você tem algum lugar onde queira me levar ou prefere que seja no meu apartamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixei o copo e mordi de leve o lábio inferior. Tirei a mão esquerda do bolso e vagarosamente levei-a até o braço dela, apoiado cuidadosamente na mesa. Sua pele quente arrepiou sob o toque gélido de minhas pálidas mãos. Pisquei demoradamente e ousei olhar a deusa nos olhos, nas esferas cravejadas de esmeralda que ela mantinha num rosto impecável. Calculei premeditadamente o tom de voz e o timbre de minhas palavras. Respirei fundo e disse: "Cai fora, piranha. Eu gosto de beber sozinho.".&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-117034548619122614?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/117034548619122614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=117034548619122614&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/117034548619122614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/117034548619122614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/02/eu-no-me-vesti-como-deveria-naquela.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-116791587003462735</id><published>2007-01-04T10:51:00.000-02:00</published><updated>2007-01-04T11:04:30.046-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/635/1750/1600/894257/urb_vaidade.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...e daí todo mundo vem pra mim e fala para eu não dizer nada. Que eu sou um esnobe egocêntrico que só mantém a mesma retórica sobre o quanto eu sou bom para caralho. Mentira! Eu não falo só sobre mim. Eu falo mal dos outros também! Sigo minha vida do jeito que eu quero. Do jeito que eu acho bacana. Não tenho culpa se o mundo é populado por idiotas. Não tenho culpa se 90% ou mais da população acha bonito assistir Faustão no domingo. Não é meu amigo, não fala comigo. E não vem querer pixar minha nobre figura quando você não me conhece. Restrinja-se ao seu cantinho padrão e morra sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que!? Como assim por que? Porque eu tenho que escutar merda daqueles que nem me conhecem. E nem comece com o papo que eles podem ter razão pois não tem. Não que eu seja perfeito ou que meus amigos e meu fechado círculo social sejam simplesmente a melhor coisa que já aconteceu no mundo, claro que não. A melhor coisa que aconteceu no mundo foi o Funk Carioca. Faça-me um favor, né? Somos sim mais inteligentes que vocês. Somos melhores. Somos tudo aquilo que você um dia sonhou em ser mas não teve bolas para conseguir. Nosso alto astral contínuo prova isso. Precisa de muita pedra para nos derrubar. E mesmo quando caímos, levantamos de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você quer ser parte disso tudo? Quer se olhar no espelho e ser um de nós. Ser uma pessoa que sabe o que quer, ser altivo e bem humorado, ser o centro das atenções nas festas e argumentar sobre todas as coisas com a convicção de um expert? Morra e tente novamente do começo. Não é para qualquer um e você não tem como entrar. A não ser que você seja o elo perdido entre a fina linha que separa o herói de um cadáver. E se você realmente é uma dessas pessoas raras, inteligentes, afiadas, que o mundo tanto precisa e que se destacam da população a milhas de distância, por que diabos você está lendo isso? Você já é um de nós afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte, morte. Longa vida à vaidade intelectual.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-116791587003462735?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/116791587003462735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=116791587003462735&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116791587003462735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116791587003462735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2007/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-116544688981869762</id><published>2006-12-06T21:09:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T21:14:49.836-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_rosa.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Minha rosa está perdendo suas pételas&lt;br /&gt;E me enche de tristeza ao saber&lt;br /&gt;Que em relação a isso nada posso fazer&lt;br /&gt;Não tenho como impedi-las ou dete-las&lt;br /&gt;De cair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha rosa está perdendo sua cor&lt;br /&gt;Sua bela cor que me alegra os olhos&lt;br /&gt;Agora brota tristeza de seus espinhos&lt;br /&gt;E nada tenho eu a fazer para impedir a dor&lt;br /&gt;De minha rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha rosa está murchando&lt;br /&gt;Perdendo sua vida&lt;br /&gt;Uma gota de vida sai em cada pétala&lt;br /&gt;Sua vida está se acabando&lt;br /&gt;Assim como suas pétalas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não suporto ver minha rosa assim&lt;br /&gt;Mas não sairei do lado dela&lt;br /&gt;Sei que não posso impedi-la&lt;br /&gt;Mas eu quero estar por perto no fim&lt;br /&gt;Assim que ele vier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha rosa desistiu&lt;br /&gt;Agora só eu posso carrega-la&lt;br /&gt;Mesmo contra a vontade dela&lt;br /&gt;Mais uma pétala caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por &lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Malice in Grey&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-116544688981869762?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/116544688981869762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=116544688981869762&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116544688981869762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116544688981869762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/12/minha-rosa-est-perdendo-suas-ptelas-e.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-116275840713553922</id><published>2006-11-05T18:25:00.000-02:00</published><updated>2006-11-05T18:26:47.150-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/no_god.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;No banheiro, havia um espelho. A verdade era que Amelie não sabia realmente se o espelho um dia estivera lá; tinha uma lembrança certa disso, mas não a ponto de discernir a entre fantasia e realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta anos. Trinta anos passados, três décadas perdidas. Sim, ela poderia se considerar uma mulher de sorte. Formou-se na melhor faculdade, seguiu carreira acadêmica, defendeu teses e mais teses com potencial para um dia mudar o mundo. Hoje, diretora da maior empresa do ramo de engenharia genética na Suíça, com os melhores carros na garagem, incontáveis valores em imóveis ao redor do mundo, uma biblioteca em best-sellers lançados, fãs. Mas afinal, de que tudo isso vale uma vez que nem pode se lembrar se uma porcaria de espelho estava ou não pendurado na parede?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James foi o melhor, dos amantes claro. Péssima companhia, antagônico, completamente inábil com as palavras, porém sabia como fazer uma mulher gozar como nenhum outro. O tipo do homem que é melhor calado. Não durou mais de dois meses. Com Scott não foi diferente, apesar de sua eloqüência ser um ponto indiscutível. Inteligência sempre lhe despertou mais desejo do que machos corpulentos e seus pêlos. Pensou mesmo que daria certo com Doyle, mas foi outro fracasso. E quando ela se permitiu amar de novo, quando estava tudo bem com Ciryl, quando já havia feito até mesmo a cafonice de organizar um casamento na igreja, o sangue mais uma vez desceu pelas suas pernas. Um dia depois ela encontraria em seu travesseiro um bilhete. Um sonho arruinado por um pedaço de papel e tinta de caneta barata. Ao final de alguns anos ela estava acostumada e já não doía mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adotou um filho. Dois. Três. Todos cresceram e foram embora logo na adolescência. Estava sozinha novamente. Nenhum se importou de verdade com a mãe, por não aceitarem o sonho que ela tinha de gerar um filho em suas entranhas. Seriam eles menos importantes para ela? Amelie se culpava pelo desafeto de seus filhos, e deixaria para eles tudo o que pudesse em quantias de dinheiro, para tentar suprir a presença que faltou. Só o amor não bastava. E ela tinha consciência de ter sido injusta com eles por diversas vezes, e sendo honesta, se arrependia de não ter dado às suas crianças amor de mãe. Tratou-os como amigos, não como filhos.&lt;br /&gt;Talvez a sua decisão de voltar atrás tenha sido por se sentir derrotada - cruel demais pensar assim, mas ela era adulta o suficiente para reconhecer suas próprias limitações. No auge de seus quarenta e nove anos, ela já sabia que ter filhos seria impossível. Todo o trabalho de uma vida em busca de algo que tantas pessoas rejeitam. Essas pessoas teriam alma? Se sim, Amelie realmente teria motivos para não acreditar em nenhum Deus, pois nenhum seria digno de fé se presenteasse com alma uma mãe que deixa seu filho à própria sorte. Uma criatura lânguida e indefesa, um pedaço de seu próprio corpo. Por qual razão essa felicidade simples lhe fora negada? Alma? Isso é coisa para os que erram conscientemente o tempo todo. Buscar iluminação no leito da morte é muito fácil. Difícil é ter uma vida digna e honrada e ainda assim ter que conviver com o fato de ser estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha casa continuava lá, mas não como a havia deixado. Os móveis eram em sua maioria os mesmos. Nada de espelho no banheiro, mas alegrou-se ao ver a mancha oval no papel de parede denunciando sua remota presença acima da pia. A lembrança era sua única âncora contra o desespero. O atual proprietário a recebeu com muita cordialidade, e lhe mostrou cada quarto da casa em que havia nascido, com certa empolgação nos olhos. A mesma casa, as mesmas flores no jardim descuidado, o mesmo pomar e até alguns resquícios do que fora uma cerca feita pelo seu pai. Tudo lá, um pouco mais descuidado e velho. Mas faltava algum detalhe. Seria melhor ter guardado apenas a lembrança da infância, pois percebeu que a casa era muito menor e mais pobre do que imaginava. Não sofreu como pensou que sofreria, a lembrança da morte dos pais. Alzheimer. Não mais a revoltava. Não tinha certeza se ainda sabia como sentir as coisas, tamanha a sua convivência em meio a fetos abortados e cadáveres expostos. Amelie havia esquecido de como sentia falta do Sol da manhã. Deixou as férias se acumularem até que não existissem mais ou não precisasse mais delas, o corpo e a mente se acostumaram ao stress e não mais se entregavam à fadiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Família, ela não tinha. Se tivesse, conheceria, pois visitou cada um dos cartórios conhecidos da região em que nasceu; contratou até mesmo historiadores que estudassem sua árvore genealógica e a origem do sobrenome. Nada. Do início ao fim do recomeço inexistente. O mundo não era interminável, nem o tempo infinito, porque para ela acabava ali. Para ela e para os seus. De alma e ventre secos. Doce fardo a responsabilidade de não gerar herdeiros. A família sumiria do mapa, e em poucos anos da história. Mas tudo bem, pois não havia ficado ninguém mesmo que pudesse se importar ou lembrar dessa história com amargura. É, menos pior que fosse assim. Se a genética trouxesse a ela um filho como ela mesma trouxe a muitas mulheres, essa criança passaria pela mesma dor: o defeito era congênito e de gene dominante. O sofrimento terminaria ali, e nenhum filho seu passaria pela dor incomensurável que é trazida pela solidão. Se terminasse, seria uma bênção. Talvez realmente existissem Deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrito por &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;Brendan Orin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-116275840713553922?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/116275840713553922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=116275840713553922&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116275840713553922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116275840713553922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/11/no-banheiro-havia-um-espelho.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-116129062375547491</id><published>2006-10-19T17:34:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T17:43:43.760-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_passion.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Nada como uma mancha no histórico de um homem exemplar para tornar uma vida praticamente usual em uma estória memorável. Thomas Antonelli. O Tommy. Irmão caçula de um dos maiores chefes mafiosos que a cidade já teve notícia. Estudou no exterior, aprendeu a melhor educação e etiqueta que o dinheiro pode comprar, habilidoso com armas brancas e cirurgicamente preciso com armas de fogo. O braço direito do irmão. O assassino mais letal de todas as famílias. Um homem de respeito e reputação imaculados. Até ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tommy conheceu Angie em uma cafeteria, às seis horas da manhã, antes de antender a um chamado da família. Conversaram trivialmente, mas tal trivialidade foi suficiente para a garota encanta-lo com seu charme feminino, sua aparência impecável e seu bom humor jovial. Saíram poucas vezes juntos depois disso até perceberem que não mais conseguiriam viver sem o outro. Uma paixão incompreensível nasceu entre eles, que por cerca de dois anos e meio namoraram às escondidas e noivaram por mais seis meses. Ela sabia da profissão de seu amor e isso a excitava. Ele sabia que ela não poderia ser descoberta por ninguém, pois ela guardava um segredo que poderia desonrar a família Antonelli e ruir as fundações de sua reputação. O relacionamento deles foi ardente, quase beirando a surrealidade. O segredo da belíssima garota de cabelos vermelhos foi guardado por todo este tempo em que o amor de um pelo outro tangenciava os limites da razão. Até ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tommy entrou na maravilhosamente decorada sala de reuniões da família e deparou com todos os membros do conselho sentados à mesa. Severos eram seus semblantes. Seu irmão, na ponta oposta da mesa, rangia os dentes e segurava uma pasta de arquivo com força entre os punhos. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que está havendo?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Antes que ele pudesse terminar a frase seu irmão jogou a pasta em sua direção. Ele a abriu e o suor gélido escorreu brilhante por seu rosto ao ver diversas fotos de sua amada e documentos sobre a vida dela, organizados dentro da pasta. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que você fez, Tommy? Como você pôde nos decepcionar desta forma?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; A voz de seu irmão era ríspida e trêmula. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um informante dos Cipriani nos enviou esta pasta ontem. Onde você estava ontem Thomas?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Mas Tommy não respondeu. Fechou a pasta e engoliu seco. Ergueu os olhos vagarosamente e encarou o chefe dos Antonelli nos olhos, murmurando o desespero que lhe acometeu.&lt;em&gt;&lt;strong&gt; O que vocês pretendem fazer?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Batendo as mãos na mesa, seu irmão se descontrolou e ergueu-se da cadeira, gritando raivoso. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não pretendo fazer nada! Eu já fiz! Esse relacionamento, esse absurdo tem que acabar! Eu fiz o que devia ser feito!!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Tommy sabia como seu irmão agia. Soube então que a essa altura, ela estava, provavelmente, sem vida. O desespero desapareceu. Suas mãos trêmulas ficaram firmes como aço. O par de pistolas 9mm que ele carregava no interior do casaco foi sacado. E as pistolas gritaram uníssonas, expressando todo ódio de um assassino apaixonado. Dezessete balas por arma. Trinta e quatro disparos. Nenhum errou o alvo. Em menos de vinte segundos, todos os doze membros do conselho da família Antonelli jaziam ensanguentados no chão e Tommy corria para seu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ela não pode estar morta. Ela não pode estar morta.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; E ele repetiu isso diversas vezes no caminho para o apartamento dela. Subiu as escadas em velocidade, saltando desesperado degraus a cima. Disparou pelo corredor em direção à porta de entrada e viu esta entreaberta. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Abrindo a porta ferozmente com uma ombrada, Tommy pôde escutar o ensurdecedor barulho de seu coração estilhaçando em incontáveis pedaços, ao vê-la jogada no chão, com suas roupas entumecidas em seu próprio sangue. O assassino gritou, mas nenhum som foi liberto. Cambaleou até ela e tomou-a nos braços, misturando suas lágrimas ao sangue ainda quente, que escorria do buraco aberto à bala no peito de sua noiva. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Angie...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Murmurou seu nome, tocou-lhe o rosto, acariciou-lhe os cabelos. Pegou uma de suas armas repentinamente, apoiando-a em sua própria têmpora. O estalo seco indicou a ele que a arma estava vazia. A sombra de um homem caiu sobre suas costas. Tommy se pos a chorar e se perdeu em pensamentos. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Será verdade que tudo que é maravilhoso é proibido? Existe razão para amar? A honra é mais importante que a paixão verdadeira?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; A arma do matador suspirou silenciosa. Tommy sentiu seu crânio sendo violentamente penetrado pelo projétil e abraçou uma última vez seu grande amor, caindo inerte sobre seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles iriam se casar amanhã de manhã, celebrando os 18 anos de vida dela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-116129062375547491?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/116129062375547491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=116129062375547491&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116129062375547491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/116129062375547491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/10/nada-como-uma-mancha-no-histrico-de-um.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115979503214557422</id><published>2006-10-02T10:15:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T17:34:08.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_epilogo.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Meu nome é Rogério e eu vou morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado é que eu sei disso. Por isso parei de tentar fazer o paraquedas abrir. Quando se puxa a corda e ele não abre, se tenta puxar o reserva. Se esse não abre também, vem o pânico. Não para mim. Quando nada funcionou depois de horas de check-up e manutenção e uma última verificação você tem certeza que você e o chão vão se encontrar em breve. Podia pelo menos ser especial, sabe? Esse é meu sexagésimo terceiro salto. Não é nem um número redondo, nem cabalístico, nem significativo e não chega nem de muito longe ao recorde de 36.000 saltos de Don Kellner. E caindo de 50.000 pés, nem a metade do recorde de 102.800 daquele capitão da força aérea americana. Eu vou morrer de uma forma patética! E não posso falar nada para ninguém antes disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pior do que descobrir que se tem câncer terminal. Pois mais hardcore que seja a porra do tumor, você pode sair dalí e ir se divertir uma última vez. Gastar todo seu dinheiro, conseguir um último beijo na boca, jogar uma última partida, fumar um maço de cigarros. Não assim. É como se Deus tivesse posto uma arma na minha cabeça e falasse: "Reza, filho, reza agora." Eu tenho mais uns dois minutos pra repensar a vida antes de virar amendocrem no asfalto. Mas o que eu acho mais ridículo é não ter ninguém por perto. Nem um outro paraquedista do lado para agarrar, nem um celular para ligar para alguém e dizer "agora, fodeu.", nem se eu fosse gay eu poderia, num último minuto de glória, gritar para todo mundo ouvir a verdade absoluta e sair do armário em grande estilo, explodindo em purpurina rosa quando acertasse a superfície do planeta. Ou ainda descobrir que eu sou um super-herói e pairar antes do impacto. Ou por algum milagre natural um lago se abrisse sob mim. Poderia pelo menos cair sobre uma passeata do presidente e ver se eu acertava o desgraçado. hahaha. Não tenho nada. Mulher, filhos ou mesmo um cachorro pra sentir minha falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja melhor mesmo, sabia? Talvez essa seja uma maneira delicada de ser chamado para o além vida. Ah! Na boa, poderia ter morrido dormindo. Daí sim seria delicado. Não esparramado no asfalto. Na velocidade que eu vou bater vão me tirar da estrada com um rodo. Mas sinceramente estou em paz. Meio puto com tudo isso mas em paz. Abro meus braços agora para meus últimos dez segundos de vida no planeta. Agradeço a todos pela atenção e pelas coisas que eu tive, pelos amores que eu vivi e por aquele monte de coisa que a gente não lembra de bate-pronto mas que são importantes de se dizer antes de morrer. Eu nunca plantei uma árvore, nunca tive um filho nem escrevi um livro. Vou virar "o cara que morreu ontem. Semana passada. Ano passado. E daí viro estatística.". Foda-se. Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venh!!&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115979503214557422?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115979503214557422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115979503214557422&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115979503214557422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115979503214557422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/10/meu-nome-rogrio-e-eu-vou-morrer.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115826419344341972</id><published>2006-09-14T16:46:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T17:03:13.526-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_feriado.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Feriado prolongado é legal. É mergulhar num oceano de coisas erradas e não perceber o resto do mundo à minha volta. Com dinheiro no bolso então a água do mar fica até doce. Respirei fundo, vesti aquele terno preto básico mas que custa o mesmo que um Playstation 2, dei tchau pra sanidade e pulei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta feira, coisa light. Churrasco de um povo do trabalho. Lugar: uma bosta. Uma porra duma casa apertada para caramba na zona norte. Sem frescura, sério. Aqueles churrascos com 150 pessoas numa casa que o quintal é tão imenso que o cachorro tem que botar a cara na cozinha pra espreguiçar. Conclusão, no meio daquele monte de mulher feia e carne crua, o primeiro elegância que apareceu com uma garrafa de uísque eu chamei de meu amor. Daí pulei pra cerveja, caipirinha e acho que foram as doses de steinhaeger que me derrubaram como uma voadora no supercilho. Eu caí num canto e tudo rodava violentamente. Achei que tinha acabado a batida e os caras tinham me posto no liquidificador com limão e vodka. A música começou a sumir e tudo passou a balançar em vez de girar. O som abafado no fundo eram múrmurios de lamento repetitivos. Achei que fossem meus órgãos internos pedindo socorro. E eu ví a luz no fim do túnel. Conforme eu me aproximava dela uma batida tuts-tuts ia crescendo e então meus olhos começaram a doer. Foi quando uma voz feminina me avisou pra não olhar direto pro sol pois queima a retina. Olhei pro lado enquanto ela ia embora com uma garrafinha d'água e vi a rave onde eu estava. Deviam ser umas cinco ou seis da tarde. Eu tava largado na grama sem a menor idéia do que eu tava fazendo alí ou como tinha chegado. Entrei em pânico. Levantei as pressas e fui pro bar tomar um uísque pra acalmar. Não lembro de muito mais coisas depois disso. Sei que certa hora eu vi o sol de novo e uma mina fazendo boca a boca numa outra perto de mim. Eu disse: "Nossa, ela tá pior que eu hein!" e uma gritou "AH! Tem um cara na moita!" e as duas amantes correram pra longe. Levantei zonzo e tateei o corpo em busca de um cigarro ou uma bala de menta pois o gosto na minha boca me fez pensar no chão de um matadouro. Virei pro primeiro ser aproximadamente humano que transitava perdidaço e perguntei: "Brother, você tem uma bala?" e na hora o solícito rapaz respondeu "claro! toma umas duas tio! Bem mais legal que tic-tac!" porra, sério? Legal. Chupei as duas até acabar e daí me ocorreu que eu poderia ter sido drogado. Toca a lavar o estômago com mais uísque, dançar um pouco e... e... caralho, bateu. Tudo estava borrado. Não sentia quase nada além de um entorpecimento bruto e visceral. Ha! Como se eu ainda tivesse vísceras. Nem meus próprios dedos, pernas, braços, nada se mexia por que eu queria. Não pergunte como nem quando mas numa bela hora eu estava dançando com uma mina que ficou me olhando estranho e de repente me beijou. Daí eu balbuciei algo e ela riu, perguntando se eu tava afim duma festinha. Porra, eu jurava que eu já tava numa festinha. Daí disse OK, e ela emendou que se eu pagasse um doce pra ela e uma amiga as duas iam me dar algo muito bom em troca. Na hora me pareceu correto ingerir um pouco de glicose então cheguei pro distinto cavalheiro escondido no banheiro masculino (que me disseram que era o confeiteiro) e pedi logo quatro doces. Vocês imaginam o que aconteceu. Nem vi o sol de novo. Quando eu abri o olho a mulher estava nua em cima de mim, com cara de muito brava. Eu perguntei instintivamente "O que foi?" e ela já veio me xingando "Caralho cara! Não acredito que você dormiu durante o bagulho!!" olhei pra baixo e vi meu pinto bravo, de braço cruzado e toca plástica na cara parecendo assaltante de banco, querendo voltar pra onde ele tava. "Se liga gata! Fechei o olho de prazer!" tentei consertar. "Porra! Por quize minutos?!" disse ela brava. Nem respondi. Eu devia estar sonhando. Simplesmente peguei ela de novo e comecei a beijar ela e voltei pro tchans e tal quando eu vejo outro cara ultra cabeludo dentro do quarto. Fui levantar correndo mas a mulher me segurou e falou na minha orelha: "Ah! Você gosta de olhar pra ela enquanto faz comigo né?!". Porra, ELA!? Parecia o Slash do Guns N Roses num clima úmido! Fechei o olho. O quarto rodava. Abri o olho, vi a mãe de um amigo meu, fechei o olho de novo e mudei de posição. Pus a mina de quatro e comecei de novo. Uns dez minutos depois ela vira e pergunta, "Meu! O que aconteceu? Brochou?" e eu olho pra baixo e tá lá o menino morto, mais miúdo que estagiário tomando esporro do chefe. Respondi na hora: "Porra, sei lá! Pergunta pra ele! Eu tava curtindo!" daí a outra mina vem pra perto e começa se esfregar em mim, dizendo pra amiga que é a vez dela curtir. Baixa a cabeça lá em baixo e eu lembro de sentir algo interessante, mas toda vez que eu olhava pra baixo eu via o Moraes Moreira me chupando. Deu nojinho, voltei pra mina anterior e no caminho topei em alguma coisa viscosa e caí com a cara nas coxas dela. "Ah! Quer fazer um oral então né?!" disse ela. Eu não queria nada, mas de repente ela abre as pernas e aquela coisa peluda praticamente pula na minha cara. Não tive escolha senão beijar o Raul Seixas na boca. Ainda bem que eu não tinha olhado direto para aquilo antes enquanto trepava ou ia achar que era o Fidel com um charuto na boca. E a outra desgraçada resolve entrar no meio e foi o caos. Entorpecido por álcool e drogas eu olhei no espelho e me vi perdido num mar de pelos. Achei que tinha caído dentro do Floquinho. Sem mais nem menos, num minuto qualquer, apaguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei no meu quarto. Na terça. Não lembro que horas eram. Sei que acordei pois mexi um dedo. E de propósito. Sentia as pesadas batidas do meu coração tremerem meu corpo. Depois de um momento de reflexão percebi que não era o coração, mas sim meu fígado. Já era esperado. Fiquei realmente cabreiro quando tentei entender o que caralho meu fígado tava fazendo no meio do peito. Imaginei um gato assustado recolhido por entre as costelas. Levantei zonzo, apoiando nos móveis ao meu redor. Fui até a cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalmei o gato com uma lata de flash power e um pedaço de pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Written by&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt; Vincent DeLorean&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115826419344341972?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115826419344341972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115826419344341972&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115826419344341972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115826419344341972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/09/feriado-prolongado-legal.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115747001657947237</id><published>2006-09-05T12:25:00.000-03:00</published><updated>2006-09-05T12:28:43.256-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_silencio.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Quando ele viu uma garota tão bonita chorando no canto escuro da balada, não teve dúvida. Ajeitou-se dentro do terno que usava e foi tirar proveito da situação, tomando para si a oportunidade de consolar uma mulher que provavelmente havia acabado de brigar com o namorado e estava fragilizada, sentimental. Chegou perto em passos seguros e disse em sua voz mais profunda.&lt;br /&gt;-Não fica assim, gata. Não chore por um qualquer. Aposto que ele não prestava.&lt;br /&gt;Ela olha indignada para ele:&lt;br /&gt;-O QUE?! Do que você tá falando idiota? Meu pai acabou de morrer!!&lt;br /&gt;-Bom, err... desculpe, não sabia. Mas veja, pelo menos você tem a sua mãe!&lt;br /&gt;Ela chora mais forte e grita em espasmos:&lt;br /&gt;-Minha mãe abandonou a gente quando eu era pequena!!!&lt;br /&gt;-Nossa, que foda, desculpa. Tente ver o lado bom das coisas!&lt;br /&gt;-Que lado bom?! Não sei o que vou fazer da minha vida agora!! Estou perdida!&lt;br /&gt;-Tudo tem um lado bom! Por exemplo, você não é tão horrenda quanto aquela mina ali.&lt;br /&gt;-Cara!! Não fala assim! É minha irmã!! Qual é o seu problema!?&lt;br /&gt;-Meu deus! Sério? Mas ela não parece com você em nada!&lt;br /&gt;-Meus pais adotaram ela quando era pequena. Acharam que não podiam ter filhos.&lt;br /&gt;-Ah é? E como você nasceu? Inseminação artificial? hehehe...&lt;br /&gt;-Tá rindo do que?! Inseminação foi um milagre pra mim!!&lt;br /&gt;-Tá brincando comigo! Acho que não consigo dar mais foras do que hoje! Só falta sua irmã não saber que é adotada e eu contar pra ela.&lt;br /&gt;-COMO ASSIM EU SOU ADOTADA!??!!? - grita a irmã que estava vindo ver porque a outra estava chorando.&lt;br /&gt;-Er... o que?! Quem?! Oh céus... desculpa.&lt;br /&gt;-Meu!! Sai daqui!! Você tá arruinando minha vida!! - diz a primeira.&lt;br /&gt;-O que você fez pra minha irmã chorar seu idiota!? - pergunta a irmã.&lt;br /&gt;-Não fui eu! Ela tá chorando pelo lance com o seu pai! - defende-se o cara.&lt;br /&gt;-QUE LANCE!? O que aconteceu com o papai?! - pergunta a irmã.&lt;br /&gt;-Er.. é que... hmm... seu pai subiu no telhado. - tenta consertar.&lt;br /&gt;-Seu doente!! Vai embora!! Segurança!! Seguraaaaaança!!&lt;br /&gt;-Não calma! Um par de crioulo musculoso não vai te fazer parar de chorar!&lt;br /&gt;-Tá menospresando minha cor ô muleque? - diz o segurança muito bravo atrás dele.&lt;br /&gt;Ele suspira fundo e olha para as duas, gritando e xingando e chorando na frente dele. Sente a respiração do segurança na sua nuca. Para evitar maiores constrangimentos ele decide acabar logo com aquele momento embaraçoso. Quando a música entra em fade ele grita pro DJ:&lt;br /&gt;-TOCA ANA JÚLIA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então veio o estrondo. Daí o silêncio. &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115747001657947237?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115747001657947237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115747001657947237&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115747001657947237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115747001657947237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/09/quando-ele-viu-uma-garota-to-bonita.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115679155965872901</id><published>2006-08-28T15:43:00.000-03:00</published><updated>2006-08-28T15:59:19.726-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_certoerrado.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;-Boa noite. Espero não estar incomodando. - disse eu, aparecendo do nada no meio da sala onde ele estava se divertindo com cocaína e prostitutas. - Você sabe quem eu sou?&lt;br /&gt;Ele deu um salto para trás assustado, arregalando os olhos e observando os detalhes da figura macabra à sua frente. O vestido negro longo cobrindo seu corpo, minha pele inconcebivelmente branca, meus olhos totalmente negros, a falta de expressão no meu rosto. Demorou alguns segundos ainda, depois das duas moças nuas gritarem e se afastarem da mesa de centro, para que ele tomasse uma atitude corajosa e empunhasse a pistola cromada que repousava sobre a mesa. Apontou para meu peito, o centro da misteriosa figura à sua frente e falou em voz áspera, alta e trêmula:&lt;br /&gt;-Quem raios é você? Como entrou na minha casa? Como passou pelos seguranças?&lt;br /&gt;-Eles não me viram. Na verdade, estou lhe dando a honra de me ver. Isso é algo que pouquíssimas pessoas recebem. Geralmente eu separo a vida de seus corpos frágeis antes que elas mesmo saibam o que está acontecendo.&lt;br /&gt;-O que foi, gatinho? Você assustou a gente. - disse uma das meninas, olhando em volta para a sala vazia. - O que você está fazendo com essa arma?&lt;br /&gt;-Percebe? Elas não podem me ver. - disse, colocando as mãos atrás das costas, paciente. - Peça para que elas se retirem da sala, por favor.&lt;br /&gt;Ele obedeceu, cada vez mais incomodado com aquele delírio tão realista. Ignorou as perguntas das garotas e as mandou para outro comodo. Gritou com elas. Inclusive bateu em uma para que se apressasse. Ele nunca teve educação com mulheres.&lt;br /&gt;-Pronto, - disse ele novamente - agora me responde quem diabos é você, mulher!&lt;br /&gt;-Não estou aqui por você ter sido bom ou mal pois isso são conceitos sociais. Não existe certo ou errado. E antes que você cite os dez mandamentos, posso lhe assegurar que foram apenas diretrizes criadas por Deus para que sua criação prima pudesse prosperar sem se destruir. Para que vocês pudessem viver em sociedade. Estou aqui simplesmente pois seu tempo acabou. Chegou no ápice de sua existência. Afinal, você não achou realmente que fumar, beber e cheirar cocaína por dezesseis anos consecutivos fosse realmente fazer bem ao seu corpo, não é?&lt;br /&gt;-Você é a morte! Meu Deus, você é a morte! Saia da minha casa!! - e ele disparou contra mim algumas vezes. Os projéteis terminaram suas trajetórias na parede atrás de mim, quebrando vasos e perfurando alguns quadros.&lt;br /&gt;-Como vê, suas suspeitas de que isso seria inútil se confirmaram. Talvez agora você possa agir civilizadamente.&lt;br /&gt;Ele chorou. Um homem forte, poderoso e são, chorou novamente depois de mais de trinta e oito anos. Deixei que ele terminasse e escutei sua lamentação subsequente.&lt;br /&gt;-Mas então porque vem me torturar dessa forma? É o mesmo que me apontassem uma arma para a cabeça! Por quê não me levou simplesmente? Não existe maneira de lhe convencer o contrário? - disse ele, agora sem uma lágrima no rosto.&lt;br /&gt;-Deixei que me visse pois gosto de você. Gosto de pessoas realmente corajosas e ambiciosas, que enfrentam seus problemas e os obstáculos impostos pelos senhores da criação de maneira adequada. Sendo assim, eu lhe proponho uma morte limpa. Você não sentirá nada. Apenas irei separar sua essência do invólucro mortal que a envolve e iremos para o Limbo, onde será preparado para sua próxima existência. Você aceita vir comigo, por vontade própria?&lt;br /&gt;-Não posso. Apesar de eu ter feito diversas coisas ruins na minha vida, sou um homem de família. Amanhã é aniversário de dois anos de minha filha. Deixe-me vê-la uma vez mais. Depois da festa você pode me levar. Eu lhe imploro.&lt;br /&gt;-Isso não me comove, meu caro senhor. Não pelo fato de você ter uma filha pequena e uma mulher submissa e estar nesta casa se divertindo com drogas e prostitutas. Não pelo fato do seu arrependimento, pois como disse, certo e errado são conceitos sociais criados por Deus e seguidos pelo homem com o simples propósito de organização. Mas, se é assim que você deseja, esta foi a sua escolha. Eu retornarei amanhã.&lt;br /&gt;Desapareci de sua visão repentinamente. Ele agradeceu de joelhos, com as mãos juntas ao peito como se tivesse a certeza de que Deus em pessoa pudesse realmente ouví-lo. Se vestiu decentemente com seu melhor terno, pôs as garotas de programa para fora de sua casa e ligou para sua mulher, dizendo que estava com saudades e convidou-a para jantar. Cheirou uma última carreira de cocaína antes de sair de casa.&lt;br /&gt;Demorou quase dez minutos para morrer, sob o torturante sofrimento causado pela overdose. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115679155965872901?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115679155965872901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115679155965872901&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115679155965872901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115679155965872901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/08/boa-noite.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115678624160844139</id><published>2006-08-28T14:23:00.000-03:00</published><updated>2006-08-28T14:30:41.623-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_soldier.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Dizem que quando você enfrenta a morte, momentos da sua vida passam pelos seus olhos com um filme, num piscar de olhos.&lt;br /&gt;Isso é mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou eu, sentindo o último suspiro de vida em meu corpo e o que vejo são as conseqüências das escolhas que fiz e daquelas que não fiz. É claro que você pode pensar que isso é obvio, pois nossa vida é o resultado das escolhas que fazemos. Mas o quanto realmente paramos para pensar nessas escolhas antes de fazê-las? Como realmente reagimos perante uma situação que pode de uma maneira extraordinária afetar o resto de nossas vidas?&lt;br /&gt;No meu caso, que rumo minha vida teria tomado se tivesse aceitado o emprego que meu tio ofereceu na fazenda ao invés de me alistar nos Fuzileiros Navais? Ou se tivesse vencido a timidez e me aproximado da linda garota que sorriu para mim no vagão do metro a caminho do Centro de Recrutamento da Marinha em Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca vou saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesse exato momento de desprendimento é como se, de alguma maneira, meu subconsciente estivesse me mostrando que esse final poderia ser diferente e essa dor poderia ter sido evitada e, quem sabe, eu acabaria meus dias ao lado da garota do metro na minha fazenda no interior da Louisiana com meus filhos e netos e não numa praia francesa do outro lado do Atlântico.&lt;br /&gt;Posso sentir o sangue subindo na garganta, o final está próximo. Posso ver as traçantes das MG 42 alemãs passando por cima da minha cabeça.&lt;br /&gt;O ar cheira a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quer saber?! Não me arrependo. Pois estou morrendo da maneira como escolhi, apesar de ter apenas 18 anos, minha vida, tenho certeza, irá servir para um propósito maior e o que estamos fazendo hoje na costa da França será lembrado por incontáveis gerações no futuro.&lt;br /&gt;Meu nome não é importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante é saberem que eu junto com milhares de outros jovens de diversas nações, no dia 06 de junho de 1944 às 06:36 da manhã desembarcamos na Normandia na operação que ficará conhecida na historia como o DIA D.&lt;br /&gt;Às 06:38am sob o fogo cerrado de metralhadoras, morteiros e artilharia eu me despeço com a sensação de dever cumprido.&lt;br /&gt;Boa noite...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Escrito por&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt; João Marcos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115678624160844139?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115678624160844139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115678624160844139&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115678624160844139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115678624160844139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/08/dizem-que-quando-voc-enfrenta-morte.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115515090721184063</id><published>2006-08-09T16:13:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T16:15:07.230-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_sunset.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não fiquei nervoso, nem chorei pelo que me lembro, quando a vi deitada na cama, coberta por lençõis brancos e sangue. Podiam ter atirado nela. Teria sido menos doloroso do que as diversas facadas. Mas se tivessem atirado eu não teria entendido o recado do índio. Ela foi uma boa pessoa. Boa esposa também. Enterrei-a na mesma tarde em que a encontrei e rezei para que Deus acolhesse sua alma com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte comecei a procurá-lo. Ele provavelmente queria muito que eu pagasse os vinte e cinco dólares que eu lhe devia, depois de uma mão ruim no pôquer. Ele havia me avisado que se eu não pagasse até a semana passada, eu sofreria consequências. Mas não achei que chegaria a tanto. Mesmo porque eu tinha certeza que ele tinha roubado. O índio era muito ágil com as mãos. Óbviamente eu não o encontrei quando cheguei à cidade, mas tive a esperada recepção calorosa daqueles que trabalhavam para ele.&lt;br /&gt;Levaram-me para um beco onde, com pedaços de pau, socos e chutes, me mostraram que o pagamento devia ser feito. Eu não entendia exatamente se aquele seria o motivo de tanta crueldade. Não podia ser. Ninguém assassina a esposa de um homem por uma pequena dívida de jogo. Não por vinte e cinco dólares. Eu precisava encontrá-lo. Precisava perguntar para ele o verdadeiro "por quê". Quando me recuperei da surra, voltei para a cidade e entrei no Banco Civil para pegar algum dinheiro da minha conta. Tudo o que me sobrara eram vinte e sete dólares. Suficiente para pagar o que eu devia. Meus primeiros passos para fora do banco foram seguidos por membros do bando do índio. Alguns momentos depois me lembro de ter dito que já possuia o dinheiro e mostrei-o para aqueles homems, mas disse que gostaria de entregar ao índio em pessoa. E eles me bateram de novo. Nem ligaram para o dinheiro, pois diziam que a dívida agora era de trinta dólares. Acordei muito machucado. Os dólares, enfiados com força em minha boca por pouco não me sufocaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria falar com o índio. Voltei mais uma vez para a cidade, desta vez quando o sol começava a se pôr. Parece que eles viviam para me espionar pois assim que comecei a andar pela Rua Principal, eles saíram do saloom e vieram na minha direção. Rindo. Ostentando seus porretes e suas armas. Seis deles. Não foi coincidência eu ter seis balas em cada uma das Colts ao meu lado. Um par por vinte e cinco dólares. Achei o preço justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não errei ninguém. Como se o diabo guiasse minhas mãos.&lt;br /&gt;Poucos segundos depois eles jaziam mortos no chão enquanto eu recarregava-as com mais um tambor completo. Talvez por ter sido longe do saloom, ninguém esboçou nenhuma reação quando eu entrei lá. Ou talvez por que aquela era uma cidade violenta mesmo. A única pessoa que olhou para mim foi o índio. Sentado sozinho numa mesa de carteado, jogando algum tipo de paciência. Sentei na mesma mesa, sem dizer nenhuma palavra. Ele recolheu as cartas, embaralhou, e distribuiu cinco para mim, cinco para ele. Baixou o maço ao seu lado e disse:&lt;br /&gt;-O que você acha da Violeta? Todos adoram ela. Todos os homems como você, pelo menos. Gosto de mulheres mais fortes.&lt;br /&gt;-Não me preocupo com o tamanho em si. - respondi, pegando minhas cartas para olhar. - O que importa é o calor da mulher.&lt;br /&gt;-Hahaha! - ri o índio - Concordo com você, meu caro. Nunca fodi uma prostituta e pretendo nunca fazê-lo. É nojento.&lt;br /&gt;-Eu já o fiz. Me arrependo. Não gosto de fazer isso sem algum tipo de sentimento.&lt;br /&gt;-Ah! Sempre achei que fosse um homem honrado e tradicional, meu caro. - disse enquanto trocava suas cartas - Admiro isso.&lt;br /&gt;-Quero duas. - respondi quando ele apontou para o baralho. - Sim. Sou um homem de honra. Por isso gostaria de fazer-lhe uma pergunta. Se o senhor não se importar.&lt;br /&gt;-Claro que não. Fique à vontade. - respondeu ele ao me entregar as duas cartas e realizar a troca. - Só espero que não seja sobre meu grupo étnico ou eu vou ficar chateado.&lt;br /&gt;-Não, não é. - Disse eu olhando minha nova mão. - Gostaria de saber por quê o senhor matou minha esposa.&lt;br /&gt;-Filho, não acredito que você vai estragar um bom jogo com um assunto destes. - disse ele - Aproveite a noite! Aproveite que meus homens não o encontraram ou você não estaria neste saloom.&lt;br /&gt;-Por favor, senhor, eu realmente gostaria de saber. - joguei dois dólares na mesa. - Aposto dois.&lt;br /&gt;-Muito bem, eu lhe direi. Pois ela mereceu. - respondeu, abrindo os braços, num gesto óbvio. - Ela veio a mim para perguntar se eu podia perdoar a sua dívida. Que eu devia ir até a sua casa e receber vinte dólares que era tudo o que ela tinha. Eu, como um homem misericordioso, aceitei. Mas quando eu fui até ela, até sua casa, ela me recebeu nua. Disse que era pagamento suficiente se eu a fodesse. Bah! Aquele corpo mirrado mal iria me satisfazer! Foi um ato repugnante uma mulher casada fazer aquilo!! Então fodi ela como um bicho. Um bicho sujo. Então meus homens fizeram o mesmo. Para ela aprender, entende. Aquele ato abominável deveria ser punido de forma abominável. Quando eles a deixaram exausta eu a esfaqueei. Ela sofreu e se debateu como uma cabrita no abate. Pronto. Contente? Preferia que você não soubesse mas você perguntou.&lt;br /&gt;-Obrigado por sua sinceridade, senhor. Eu agradeço. Não guardo raiva nem mágoa agora. Realmente ela mereceu morrer. É o senhor que aposta.&lt;br /&gt;-Vejo que pelo menos tem bom senso, rapaz. Gosto disso. Atitude de um homem honrado. Não vou esfolá-lo logo de começo então: cubro seus dois. Pago para ver. - e ele baixa suas cartas na mesa, abrindo um largo sorriso e falando alto com o vozeirão que tinha - AHA! Trinca de ases!! Acho bem difícil você ter algo que...&lt;br /&gt;Saquei minha arma e atirei na garganta dele.&lt;br /&gt;O eco da explosão da pólvora reverberou por todas as paredes do saloom enquanto ele caía para trás, se debatendo com a mão no pescoço, asfixiando-se no próprio sangue. Demoraria cerca de dois minutos para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me da cadeira, coloquei a arma novamente no coldre e encarei o último suspiro de vida nos olhos dele:&lt;br /&gt;-Fullhouse, filho da puta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115515090721184063?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115515090721184063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115515090721184063&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115515090721184063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115515090721184063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/08/no-fiquei-nervoso-nem-chorei-pelo-que.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115462081339648843</id><published>2006-08-03T12:52:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T13:03:19.963-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_emocoes.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Depois que eu cheguei nos trinta comecei a receber vários conselhos subliminares de que eu já devia ter casado, ter tido filhos, ter tomado jeito na vida e encarar a minha idade. Cacete, por quê? Por quê raios eu precisava me encaixar no padrão social? Eu ainda gostava muito de cair na balada durante a semana, acordar cabeçudo para ir trabalhar no dia seguinte, jogar videogame até de madrugada, berrar com a minha voz esganiçada uma música bacana dentro do carro, dissecar cultura pop com os amigos e, resumindo, fazer o que eu gostava de fazer. Mas às vezes até pensava em "crescer", virar "adulto". Tanto que quando minha irmã me pediu para levar o filho dela e uns amigos do garoto para uma matinê numa baladinha eu topei na hora. Porra, já não via o garoto há quase um ano! Quis ser um tio legal e levar a turma pra balada! &lt;em&gt;Pelo menos eles não tão indo assistir um filme da Estupixuxa. Apesar de que eles tão com treze ou quatorze anos, acho que não tem mais idade pra isso. Não! Acho que tão com quinze e poucos.&lt;/em&gt; Bom, enfim, num sabadão fui pegar o povo na casa da minhã irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei o carro, businei e a porta da casa abriu. Daí começou o freak show. O primeiro a sair foi um serzinho bizarro, de um metro e meio de altura, usando uma camisa xadrez na cintura, uma camisa laranja coberta com outra camisa xadrez, tênis de cano alto e calça jeans, loirinho que nem canário e de olhos claros, portanto uma cara de idiota tão tamanha que o Mike Meyers ficaria com inveja. Daí me sai uma menina toda delicadinha, sorridente, bonitinha, que a seis passos do meu carro dá uma arrotada de fazer vibrar o para-brisa e depois ri com eles que nem a Hello Kitty, toda meiguinha. Finalmente sai a porra do meu sobrinho, usando uma calça jeans preta, sapato, moleton escuro e um corte de cabelo ridiculo, com uma mega franja caindo no meio da cara. Todos eles super educados, entraram no carro dando oi, boa tarde e o "e aí tio?" básico. Quero dizer, todos eles vírgula, pois o lorinho falou palavras incompreensíveis mas me soaram como um oi. Saí com o carro e no começo do trajeto já fiquei sabendo que o Lars era um aluno de intercâmbio da Ucrânia e não falava portugUês. Claro que eu me perguntei do que cacete o moleque era aluno se ele não entendia porra nenhuma em português. Mas daí meu sobrinho já disse que ele era grunge e era muito legal. Ok, é legal ser grunge de novo então. Bom saber. Quis então ser descolado e perguntei em inglês pro tal Lars se ele preferia alguma outra banda de Seattle tipo Soundgarden, Alice in Chains ou caia mais pro Pixies clássico. O moleque não disse nada. Aparentemente também não falava inglês, mas meu sobrinho já foi falando que ele não gostava dessas coisas não. Curtia mais um Smiths e adorava Tori Amos. Retruquei como qualquer outra pessoa sensata: "Mas então como caralho ele é grunge?" e recebi um "Uai? Ele é grunge, ponto.". Resolvi não continuar senão ia dar briga. Já sabia que o caminho ia ser longo. Então, para quebrar o silêncio desconfortável que foi criado com minha cara pensativa de "nossa-que-moleque-imbecil", meu sobrinho começou a tornar minha vida miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah! Tio, não te contei, arrumei uns amigos legais e vou virar eno.&lt;br /&gt;-Virar o quê!? Cê vai virar sal-de-fruta? Que porra é essa?&lt;br /&gt;-Não! Virar eno, curtir umas bandas atuais, sons melódicos. Você que gosta de música devia saber! O Lars é grunge, a Melinda é lésbica e eu vou ser eno.&lt;br /&gt;-Ok, primeiro, você quer ser EMO, termo abreviado do Emotional Hardcore, atrelado às bandas do círculo punk de Washington que curtem um lirismo mais emocional que o padrão. Eno = sal-de-fruta. Emo = Emotional Hardcore. Segundo, o Lars não é grunge. Ele é um Ucraniano estranho que gosta de se vestir de xadrez. Terceiro, o que raios tem a ver ser lésbica com vocês dois serem de tribos musicais?? Ou vai dizer que ela é lésbica por gostar de meninas de banda? Ela é fã do L7 agora?&lt;br /&gt;-A questão é ser de uma galera bacana. - respondeu a garota, claramente aborrecida com minha pergunta, cruzando os braços e falando virada para a janela. - Melhor que ficar sozinho jogando videogame! Cai vida, fala sério.&lt;br /&gt;-Vai ser bacana ser emo né? - interviu meu sobrinho, antes que eu espinafrasse a fióta. Menina atrevida. Como diz um amigo meu: Eu não preciso cair na vida, eu jogo, eu tenho um monte de vidas! Mas fiz de conta que não foi comigo para não causar polêmica.&lt;br /&gt;-Depende, você vai virar emo porque gosta de Simple Plan, My Chemical Romance, Taking Back Sunday e outras do mundinho underground ou porque quer ficar junto com um bando de moleque andrógino, na esquina de algum buteco, tomando vinho chapinha e falando asneira até ser vassourado pelo dono do bar pra uma outra esquina imunda qualquer?&lt;br /&gt;-Nem curto muito música, o legal é o pessoal. - feriu-me os ouvidos mas eu já esperava.&lt;br /&gt;-Fala sério, Rogério, não acredito que quando eu acho que você vai virar alguém com integridade mental você me dá uma dessa e se entrega de corpo e alma e cabelo pra mídia de massa, pra cultura ultracapitalista, que te transforma num robô que faz, usa e pensa como e o quê eles querem.&lt;br /&gt;-Tem que ser da moda agora, né? - interviu a garota - E chama ele de Róger. E pelo menos ele faz coisas condizentes com a idade que tem.&lt;br /&gt;-Rogério... - Respirei fundo e engoli seco pra não mandar a sapatinha tomar no cu e continuei a falar com ele. - ...você tem que ser você mesmo, cara! Faça o que VOCÊ acha bacana! Não se deixe levar pelas idéias alheias!!&lt;br /&gt;Nisso o ucraniano me solta uma frase ininteligível e os três caem na gargalhada. Claro, me senti um imbecil.&lt;br /&gt;-Fala sério que você entendeu? - perguntei pro Rogério - Desde quando você fala ucraniano?&lt;br /&gt;-Não foi nada. Esquece. - Disse meu sobrinho afetado. - O Lars ta só brincando.&lt;br /&gt;-Ok Han, para com a palhaçada, me traduz o que o Chewbacca falou ou vou ficar bem puto.&lt;br /&gt;-Calma tio! - disse a porra da menina - Desencana! É brincadeira nossa. Dirige com calma ou a gente não chega.&lt;br /&gt;-ô velcrinho, - perdi a paciência, ninguém dá pitaco como eu dirijo. - pega leve que a conversa não chegou na passeata. To conversando com meu sobrinho pois eu não quero ver ele virar uma bicha doida sem cérebro que acha que ser maníaco-depressivo dá barato. Então, por favor, com toda a educação que mamãe me deu, calaboca.&lt;br /&gt;-Nossa, puta educação tua mãe te deu, hein? - inacreditavelmente, sim, ela respondeu isso. Quando eu tava pronto para soltar um "Tudo isso é falta de rôla??!" o infeliz do "emo-wannabe" do meu lado grita:&lt;br /&gt;-E eu já beijei um menino!! - tenho certeza que foi exatamente nessa hora que eu desenvolvi minha atual condição cardíaca.&lt;br /&gt;-Oi? - olhei pra ele com as sombrancelhas mais em pé que gato assustado. - Como assim? No rosto? - ele ficou sem graça, virou o rosto pra janela, o Estranho-no-Ninho criado pela avó falou algo surreal, a menina emendou um "Na boca né, tapado?!", eu tomei uma fechada, joguei o carro pro lado, rasguei o pneu num buraco, ralei as rodas na guia e estacionei vinte metros pra frente suando frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha! Chegamos! Valeu! - e desceu do carro num piscar de olhos, seguido pela garota que desceu dizendo "Valeu coroa!" toda sorridente e pelo tipinho loiro que falou algo parecido com "Irrtizamaktajuvabelhiondernis.". Os três se reuníram com mais umas quinze outras aberrações da fauna urbana e entraram na boate. Eu, troquei o pneu, acendi um cigarro e depois que a hostess do lugar me perguntou que horas eram, eu perguntei que horas ela saía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casei com ela faz dois anos. Assinei meu divórcio faz dois meses. Jogo videogame até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115462081339648843?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115462081339648843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115462081339648843&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115462081339648843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115462081339648843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/08/depois-que-eu-cheguei-nos-trinta.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115454856720003681</id><published>2006-08-02T16:55:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T17:01:58.413-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_romancefp.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela sentou-se sozinha, novamente, no mesmo lugar de sempre, na mesma balada de sempre. Um lugar escuro, de iluminação bem precária, criando o clima soturno que tanto gostava. Me sinto em paz alí. Prefiro os maníaco-depressivos góticos aos playboys que sempre falam sobre os mesmos assuntos e, geralmente, não possuem poder intelectual mais avançado do que o de uma capivara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhada, como sempre, por seu copo de plástico cheio de gelo, uísque de proveniência duvidosa e energético, ela fechou os olhos por um momento, deixando o som que vinha da pista entrar pela sua pele. Musica tem que ser ouvida pela pele, afinal. Murmurou o refrão e quando abriu os olhos ela viu o primeiro idiota da noite. Ele simplesmente tinha sentado na frente dela e antes que a bela solitária tivesse tempo de suspirar impaciente ele já emendou:&lt;br /&gt;-É difícil ver uma mulher tão bonita sozinha num lugar desses. - sorriu ele, de um jeito mais canastrão que o Tarcísio Meira.&lt;br /&gt;-Deve ser difícil para você ver qualquer coisa. Afinal, você nem se enxerga, imbecil. - retrucou ela, dando um gole pequeno no seu drink e segurando-o ao lado do rosto.&lt;br /&gt;-Nossa! - fingiu um certo espanto o rapaz - Por quê tanta grosseria? Só estou puxando papo.&lt;br /&gt;-Vai puxar é as tetas da sua mãe seu filho duma puta. sai da minha frente ou eu chamo o segurança.&lt;br /&gt;-Jesus! - blasfemou o rapaz, agora realmente assustado - Que que é isso mina! Nossa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou soltando alguns palavrões a mais e deixou-a em paz, novamente entregue à bebida e à música. Porém o sossego de uma mulher atraente e bem vestida numa casa noturna dura pouco. Dura menos ainda se ela estiver sozinha pois, aparentemente, todo homem realmente acredita que a noite só é válida se você beijar alguém. E eles fazem de tudo para isso, incluindo pagar bebida, se fazer de idiota, implorar beijo, se passar por coitado, deitar, rolar e fingir de morto.&lt;br /&gt;-Oi. Posso me sentar aqui? - disse o jovem, em um tom extremamente educado.&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Por quê não?&lt;br /&gt;-Porque eu não quero.&lt;br /&gt;-Por quê você não quer?&lt;br /&gt;-Pois eu vim sozinha para ficar sozinha. Se eu quisesse a companhia de uma criatura ignorante eu teria trazido meu cachorro.&lt;br /&gt;-Você nem me conhece, como pode me julgar assim? Se liga! Larga a mão de ser grossa. - e a educação saiu pela janela.&lt;br /&gt;-Eu perdi a parte onde ser grossa é um problema seu.&lt;br /&gt;-Então fica aí vagabunda! Vaisefudê viu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cada quinze minutos de paz outro aparecia e durava cerca de dez segundos com ela. Então a paz voltava. Era como uma tortura de eletrochoque: um pouco de paz e dez segundos de tormenta, intermitentes noite adentro. Seis doses mais tarde, no caminho até o bar e à sétima e derradeira bebida, esbarrou nele, derrubando sua cerveja barata no chão.&lt;br /&gt;-Oops! Desculpa. - disse ela de sopetão, pondo a mão na boca, delicada.&lt;br /&gt;-Desculpa o caralho. Empresta sua comanda que eu vou pegar outra. - respondeu ele, sem nervosismo algum, com o semblante de um soldado.&lt;br /&gt;-Como assim? - espantou-se a moça.&lt;br /&gt;-Nossa, além de destrambelhada é surda.&lt;br /&gt;-Ei! Vai se fuder! Me trata com respeito! Te pedi desculpa!&lt;br /&gt;-Porra, você que esbarrou em mim e agora quer ter razão? Pega outra breja pra mim e não reclama! - e suspirou - Puta mina mão de vaca ainda!&lt;br /&gt;-Mão de vaca é a vaca da sua mãe cretino! Pinto murcho do caralho!&lt;br /&gt;-Tománoseucu mulher! Baixa a bola ou eu rebento a sua cara!!&lt;br /&gt;-Tu não é homem pra isso, palhaço! Me encosta um dedo e eu chamo o segurança e ele te arrebenta seu corno.&lt;br /&gt;-Se eu te encostar o dedo cê vai chamar é uma ambulância putana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parou estupefata e irritada, olhando para seus olhos e querendo explodir por dentro. Porém a única explosão foi a gargalhada mútua dos dois desconhecidos. Rindo sob o fraco e sibilante brilho amarelado de uma vela até chegarem às lágrimas.&lt;br /&gt;-Com licença, - pede ela ao barman - eu queria uma cerveja bem gelada.&lt;br /&gt;-E um uísque com flash power pra mim por favor. - pede o rapaz, enxugando os olhos, ainda em alguns espasmos de riso.&lt;br /&gt;-Prazer em conhecê-lo. Meu nome é Ângela.&lt;br /&gt;-Sério mesmo?! Minha tia chama Ângela!&lt;br /&gt;-Foda-se ela. Como você chama?&lt;br /&gt;-Jefferson.&lt;br /&gt;-Puta nome de favelado! Quer dançar?&lt;br /&gt;-Hehehe, claro. Por quê não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115454856720003681?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115454856720003681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115454856720003681&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115454856720003681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115454856720003681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/08/ela-sentou-se-sozinha-novamente-no_02.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115444599277587547</id><published>2006-08-01T12:20:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T16:59:01.330-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_archonI.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;02h32min AM – Hora local. – Órbita alta de Archon Ren, planeta natal do Reino Xxcha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dreadnought TEEARI, nau-capitania da frota de invasão Naalu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizando graciosamente pela ponte de comando a Almirante M´aban, observava o planeta sitiado abaixo. Aguardando pacientemente a resposta do governante dos Xxcha aos termos de rendição que ofereceu horas atrás, logo após aniquilar a pequena frota de defesa em órbita.&lt;br /&gt;- Almirante, o rei Ccrysus aceitou nossos termos de rendição. - Disse, sem pronunciar uma palavra ou som, a sibilante oficial, mais atrás.&lt;br /&gt;- No entanto, ele fez... Um pedido. - Concluiu com um pensamento sarcástico a jovem oficial Naalu, se aproximando.&lt;br /&gt;Temidos pela galáxia por suas grandes capacidades telepáticas, a raça meio humanóide, meio serpente com característicos olhos azuis brilhantes usava sua voz somente em duas ocasiões, para se comunicar com outras raças, as quais sempre acharam inferiores, e para entoar lindas canções narrando glórias e conquistas do passado.&lt;br /&gt;Sendo uma das raças mais antigas da Via Láctea, os Naalus já estendiam sua influência por centenas de mundos, enquanto a maioria das outras raças, ainda viviam em tribos ou mal haviam desenvolvido a capacidade primitiva da fala. Mas foi somente na metade das Guerras do Crepúsculo, que a civilização Naalu se fez conhecer para o resto da galáxia, com a ajuda da Guilda de Espiões Yssaril. E a partir daquele momento, colocar em ação seu plano de trazer ordem e beleza numa galáxia inundada com o caos da corrupção de raças medíocres.&lt;br /&gt;Na ponte de comando, apesar da atividade intensa, o silencio era tão profundo quanto o silencio do espaço exterior onde flutuavam imponentes os 376 Dreadnoughts e naves de apoio que formavam a frota de invasão, ao todo 1128 naves de combate e 97 carriers, uma força sobrepujada em poder fogo somente para a frota defendendo o planeta natal dos Naalu, Druaa.&lt;br /&gt;- E qual seria o pedido do nobre rei. – Pensou a Almirante em tom arrogante, para a oficial ao seu lado. Sem tirar seus olhos e sua mente do planeta abaixo.&lt;br /&gt;Pairando como uma eterna cicatriz do passado, o planeta devastado de Archon Tau, surgia no campo de visão da ponte de comando.&lt;br /&gt;- O rei solicitou doze horas padrão antes do envio de nossas tropas, segundo ele, para efetuar uma transição sem mais perdas de vida de ambos os lados. – Pensou a oficial, desviando brevemente o olhar para planeta gêmeo de Archon Ren, uma esfera cinza sem vida, devastado durante a invasão dos Letnev.&lt;br /&gt;Ao sentir em sua mente, as palavras da oficial, a Almirante viu a última peça de seu plano se encaixar e sabia que seu objetivo estava próximo, projetando na coletividade telepática dos Naalu sentimentos harmoniosos de alegria, sarcasmo e satisfação.&lt;br /&gt;Em Druaa, seus lideres sorriram ao compartilhar os pensamentos da Almirante junto com a certeza de que o reino Xxcha estava com suas horas contadas e a conquista de Mecatol Rex, a capital da galáxia, cada vez mais próxima.&lt;br /&gt;- Diga ao nobre rei, que a líder da frota Naalu, Almirante M´aban, lhe concede esse último pedido. - Pensou M´aban, ao mesmo tempo em que sentia um breve pensamento de desaprovação, que a oficial ao seu lado tentou sutilmente esconder.&lt;br /&gt;- Você desaprova esse curso de ação, oficial de Primeira Casta Erviic! Explique! – Ordenou a líder da frota. Logo abaixo, a estrela Xxlak se revelava atrás do planeta prestes a ser subjugado, banhando a ponte de comando com uma leve luz dourada, por alguns segundos a jovem oficial observou aqueles olhos azul safira com uma mistura de medo e profunda admiração.&lt;br /&gt;- Com todo respeito Almirante, nós somos Naalus. – Pensou finalmente a orgulhosa jovem.&lt;br /&gt;- Nascidos das Três Deusas Elementais e contemplados pela criação com a Voz da Mente Unida. Nossas tropas podem conquistar esse planeta ultrapassado em poucas horas, devemos atacá-los agora... senhora! – Concluiu a oficial, abaixando a cabeça em sinal de respeito e para não encarar novamente os faiscantes olhos de sua oficial superior.&lt;br /&gt;- Admiro sua coragem, oficial Erviic. Mas lhe falta astúcia militar para perceber todos os aspectos de uma campanha dessa magnitude.&lt;br /&gt;- Acompanhe-me e aprenda! – Ordenou a Almirante, erguendo lentamente o queixo da jovem oficial com a ponta dos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Baseado no universo de &lt;strong&gt;Twilight Imperium&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escrito por &lt;strong&gt;João Issa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115444599277587547?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115444599277587547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115444599277587547&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115444599277587547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115444599277587547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/08/02h32min-am-hora-local.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115219567184998939</id><published>2006-07-06T11:15:00.000-03:00</published><updated>2006-07-07T16:19:40.940-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_5minutos.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Edgard sabia que aquilo tudo ia dar uma merda imensa. &lt;em&gt;Era só pra ser uma brincadeira! Só curtição!&lt;/em&gt; Mas agora ele estava lá, espumando pela boca e tendo sérias convulsões. Mesmo ele tendo falado para seu novo amigo que duas pílulas era demais, o cara não ouviu. Sentia falta agora de amparo, de algo que surgisse do nada e parasse com aquela horrível sensação de desespero, de não ter a mínima idéia do que fazer. &lt;em&gt;Se eu tivesse uma injeção de adrenalina eu aplicava que nem Pulp Fiction.&lt;/em&gt; Mas ele não tinha. Tudo que havia a sua volta era a barraca, as mochilas, a floresta e aquela doida varrida de cabelo roxo chorando e berrando como se o absorvente dela tivesse pegado fogo. Gritando alto que não queria ir pra cadeia. Mas até que o garoto estava calmo. Tinha certeza que se simplesmente deixassem o cara ali ninguém ia achar ele por um bom tempo. O moleque era um riquinho idiota que queria ser "descoladão". Os pais dele viajavam muito ao ponto de verem o filho uma vez por mês via webcam. Podia deixar ele alí que ninguém ia achá-lo.&lt;br /&gt;-Vamos enterrá-lo. - disse Edgard descruzando os braços. - Daí a gente pega as coisas e cai fora. Só toma cuidado pra não deixar vestígios no corpo ou eles podem achar a gente. Já assistiu C.S.I.? Os caras são foda.&lt;br /&gt;-Porra! Como assim? Como assim? - veio falando alto a garota, embasbacada com o que acabara de ouvir. - Você não pode tá falando sério! Enterrar o cara?! Porra! Ninguém merece! Enterrar o cara? Porra!&lt;br /&gt;-O que você prefere fazer? Largar o cara aí pros bicho comer? Pelo menos enterra o fulano, dá uma geral na área e zarpa. Ninguém vai achar a gente. E na boa, o cara merece. Tinha perguntado pra mim o quanto será que você cobrava pra fazer um boquete pra ele.&lt;br /&gt;Edgar achou que uma mentira inocente podia fazê-la mudar de idéia.&lt;br /&gt;-Filho duma puta! - a garota correu e enfiou o coturno na boca espumante do rapaz, quebrando-lhe os dois incisivos. - Melhor que morra mesmo então! Corno safado, filho da puta. Moleque filho da puta. Sô vagabunda não tá ouvindo?&lt;br /&gt;-Acredito que ele não só não está ouvindo, como agora é certeza que ele foi pra casa do chapéu. Se ligou que ele parou de tremer? Você matou o cara. Eu achava que você era meio burra, agora eu tenho convicção absoluta. O cara tá lá, tendo uma O.D. nervosa e você mete o pé nele? Agora vão achar que ele foi atacado.&lt;br /&gt;-Porra! Mas... mas... aí... vamo enterrar então. - e ela começou a cavar um buraco com as próprias mãos.&lt;br /&gt;-Na boa? Você que matou o cara! Você cava. Você enterra. Carol: mata mais morto.&lt;br /&gt;-Meu! Vai si fudê! Como assim eu que matei!? Você que deu as porras pra ele tomar! Você que entorpeceu o cara e deixou ele zuadão!!&lt;br /&gt;-Não é a marca do MEU pé na boca dele. - disse Edgard dando de ombros e começando a arrumar a mochila. O cara agora ta mortão por culpa tua. Enterra ele ou eu te delato.&lt;br /&gt;-ÔÔÔ mais que merda! Merda! Merda! - reclama ela enquanto começa a cavar mais rápido.&lt;br /&gt;O rapaz ficou mais tranquilo quando ela achou uma pazinha de jardinagem nas coisas dela e usou-a para abrir um buraco decente. Arrumou suas malas, fechou e dobrou a barraca e deixou tudo como se nunca ninguém tivesse passado por ali. O buraco que a garota cavara já podia facilmente esconder o corpo do outro jovem.&lt;br /&gt;-Pronto. - disse a menina. - Agora só falta...&lt;br /&gt;-COF! - o rapaz largado no chão dá uma tossida horrorosa, cuspindo sangue misturado com uma substância branca que ninguém alí sabia identificar o que era. Imediatamente a garota solta um berro estridente e bate com a pá diversas vezes no rosto do rapaz. Edgar põe a mão no rosto e balança a cabeça.&lt;br /&gt;-Meu deus! Meus deus! Ele não tá morto! O filho da puta é o highlander! - diz ela em pânico. - Me ajuda a por logo o cara na cova! Pelamordedeus!!&lt;br /&gt;Edgar concorda bravo e se agacha para pegar as pernas do rapaz.&lt;br /&gt;-Eu vou pegar pelas pernas você pega pelos brAGH!!!! - o som da sua voz é subitamente interrompido quando a pá de metal atravessa sua garganta. Ele cai inerte dentro do buraco aberto enquanto seu sangue se espalha pela tumba. Carol empurra o outro por cima dele e começa a cobri-los com a terra, seu nervosismo agora inexistente, tendo se dissipado no ar junto com o perfume das Damas-da-noite.&lt;br /&gt;Dá três batidinhas com a pá sobre o monte quando termina. &lt;em&gt;Durmam bem rapazes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ela pega o dinheiro e os objetos de valor das mochilas deles, retira a peruca roxa e desenrola o coque negro, ajeita a roupa e joga as luvas transparentes no meio de um arbusto. Caminha para norte, contando valores, cantando baixinho a última música da Britney Spears e lembrando que amanhã ela tem uma difícil prova de física. Quando chega na estrada, pede a Deus que uma carona não demore para passar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115219567184998939?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115219567184998939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115219567184998939&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115219567184998939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115219567184998939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/07/edgard-sabia-que-aquilo-tudo-ia-dar.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115150618440281896</id><published>2006-06-28T11:48:00.000-03:00</published><updated>2006-06-28T11:49:44.416-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_braindamage.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;O primeiro soco me atingiu como um caminhão de cimento em alta velocidade. Deu para ouvir o estalo do maxilar trincando a duas quadras de distância. O segundo foi bem mais leve, pelo menos. Ou eu que estava já com o rosto todo amortecido. Nem vi todos os outros subsequentes. O mundo escureceu, a calçada tornou-se minha melhor amiga e o som ambiente passou a ser uma sinfonia afônica sem ritmo. Depois de alguns minutos recobrei a consciência, mas percebi que ainda estava no breu, em algum lugar muito escuro. Levantei-me, extremamente disposto, e andei, para lugar algum, numa direção que eu jurava que era o norte. Por que todo mundo vai pro norte quando está perdido? Enfim, andei por um bom tempo, tentando raciocinar onde eu estava. Estava frio, isso sim. Bem frio. E bem escuro. Normalmente eu estaria desesperado pela situação, mas eu não estava e não sabia explicar por que. Mesmo quando um brilho forte apareceu ao longe e uma voz vinda do além proferiu "Vá para a luz!" eu não desesperei. Fiquei puto, mas não entrei em pânico. Puto porque eu comecei a perceber que eu tinha morrido. Porra, me mataram na porrada. Que merda. Jeito idiota de morrer. Por causa de uma briga idiota num bar idiota sobre uma mina idiota. E o legal era a sensação de que estava tudo ok. Achei que quando eu fosse mesmo para a casa do chapéu eu fosse ficar doido. Mas nem era bem assim. Era uma sensação bacana até. De liberdade sabe. Sair da rotina, não precisar trabalhar novamente, essas coisas todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei no lugar. Virei de costas para a luz e comecei a caminhar no sentido contrário. Na boa, morrer o cacete. O cara bateu na minha cara. Vou achar aquele desgraçado e...&lt;br /&gt;-E o que? Bater nele? - escutei, em uma deliciosa voz feminina - Vingar-se por um propósito incoerente?&lt;br /&gt;-Minha família vai sentir minha falta. - disse eu, para o nada, parado no lugar - Preciso voltar.&lt;br /&gt;-Você não tem família para cuidar. Você tem no máximo um punhado de amigos que não lhe são fiéis.&lt;br /&gt;-Eu trabalho amanhã. Meu chefe vai ficar puto se eu não for.&lt;br /&gt;-Você entrega cartão em estacionamento de supermercado. Ninguém vai sentir sua falta por mais de dez minutos.&lt;br /&gt;-Eu esqueci o gás ligado. Uma faísca e BUM! pra vizinhança.&lt;br /&gt;-Tudo o que você tem na sua casa é um forno elétrico e um microondas.&lt;br /&gt;-Ahhh... foda-se. Se eu continuar andando você vai me parar?&lt;br /&gt;-Claro que não. Você morreu. Tem toda a liberdade do mundo para ir para onde quiser.&lt;br /&gt;-Beleza, então até mais. - e continuei andando para longe de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei muito. Ao ponto de não mais ver a luz. E mesmo ainda estando tudo escuro, certos pontos no breu me davam prazer, alguns outros tristeza, como se eu estivesse vagando pelo mundo mas não conseguisse enxergá-lo. Acho que eu andei pra lá e pra cá por dias. Meses. Anos. Nunca mais encontrei a maldita luz. Tudo por causa da vingança besta que eu achei que podia ter. Quando eu dei por mim e finalmente percebi o que tinha acontecido, fiquei irado! Sem nome, sem rosto e sem fazer a menor idéia de onde eu tinha parado meu carro. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115150618440281896?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115150618440281896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115150618440281896&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115150618440281896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115150618440281896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/06/o-primeiro-soco-me-atingiu-como-um.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-115031234737531251</id><published>2006-06-14T16:11:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T12:40:27.233-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_galeria.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Cristina conheceu Roberto na locadora e por mais esquisito que pareça eles começaram a namorar e casaram ano passado, na igrejinha da esquina do bairro onde mora a Roberta, que foi namorada do Roberto há uns dez anos atrás. Eles eram um casal muito bacana, Roberta e Roberto, todo mundo brincava com o casal, dizendo que eles podiam montar dupla sertaneja. Quem mais zoava era o Marcos, irmão de Roberta, que trabalhava com a Angela, a mesma que tinha ficado super bêbada com a vodka que a Laura trouxe na festa da Adelaide, amiga dela da faculdade, e acabou ficando com o Paulão que todo mundo falava que beijava mal pra caramba, pior que o Nelson. Mas não é pra menos, pois o cara apesar de bancar o gostosão, só tinha ficado com uma menina na vida dele inteira, a Maira, que acabou se assumindo lésbica alguns meses depois, no dia seguinte de ter trocado uns beijos comigo. O engraçado é que eu só contei pro meu melhor amigo, o Helio, e o porra contou pra todo mundo por que achava que duas meninas juntas era, nas palavras dele, "o maior tesão". Idiota! Assim que caiu nos ouvidos da cretina da Cibele ela ligou imediatamente para aquele amigo do Zé, primo da Adelaide, que era super afim de ver duas meninas juntas e veio todo cheio que querer ser o descolado pra cima da gente. Ainda bem que ninguém deu muita bola e o caso abafou, também por que ninguém se metia a besta com a nova namorada da Maira, uma doida de cabelo pink e cheia dos piercings que todo mundo chamava de Natasha. Mas ninguém na verdade sabia o nome dela. Devia ser Emengarda ou algo ridículo assim, pois fala sério aquele cabelo! Mas super engraçado foi quando a gente descobriu que a Natasha tinha trabalhado a muito tempo na locadora do seu Jorge, pai do roberto. Pegamos a foto dela e pedimos pra sobrinha do Paulão, a Viviane, que tinha ficado super amiga da Angela depois do ocorrido com o cara, colocar a foto antiga dela toda comportada de aparelho no site do Carlos, amigo dela, que tinha um endereço super legal que todo mundo acessava. Até que o elo mais fraco da corrente, o Edgar, padrinho de casamento da Michele, namorada do Carlos, que tinha conhecido a Maira na balada, deu o endereço pra ela e falou que achava sacanagem, na verdade foi filho da puta pois ele queria catar ela depois de ter tentado ficar comigo e com a Clau e não conseguido nada. Mancada super grande pois o inferno comeu solto depois disso: a Natasha catou uma faca da cozinha do Renato, e quis dar uma de porra louca pra cima da Viviane, achando que a idéia era dela e quando o Paulão foi tomar da mão dela, ela cortou o cara. O bicho ficou louco de raiva e deu um soco na cara da menina fazendo ela desmaiar na frente da boate que o Felipe frequentava! A Maíra ficou possessa e já foi aloprar o cara, chamando a Angela de vagabunda no processo e arrumando uma puta briga com o Marcos que pagava um super pau pra ela e foi defender, que nem quando Fabricio defendeu a Katia. O pior foi quando a Adelaide, que tava só de passagem foi pega pra cristo no meio do pega e levou uma garrafada no rosto. Ficou horrível. Tadinha. O foda foi ela querer se vingar e bater de leve com o carro na menina e acertou a menina errada: a Roberta, ex nora do seu Jorge, e mandou ela pro hospital. Quando ela chegou no hospital ela ainda deu escândalo, gritando que a Dra. Cristina, que trabalhava com a Fabi, tinha roubado dela o único amor da vida dela. Deixou a doutora super nervosa, tanto que ela errou a dose de remédio calmante pra guria e pos a coitada em coma. Robertão achou que ela tinha feito de propósito e separou dela, dizendo que ela tinha surtado. Poxa, super chato. Eles tinham sido casados ano passado, pelo padre Mauricio, na igrejinha da esquina, do lado da livraria onde eu comprei meu primeiro livro do Bocage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto, Adelaide, Paulo, Maira, Mauricio, José, Natasha, Jorge, Fabricio, Carlos, Edgar, Michele, Renato, Laura, Marcos, Cristina, Viviane, Fabiana, Angela, Roberta, Cibele, Patrícia, Helio, Felipe, Nelson, Claudete, Katia. Todos nós. Retratos coincidentes na galeria caótica do mundo. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-115031234737531251?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/115031234737531251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=115031234737531251&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115031234737531251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/115031234737531251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/06/cristina-conheceu-roberto-na-locadora.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114969441491487987</id><published>2006-06-07T12:31:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T12:55:54.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/surreal.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Verborragia. Hemorragia mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada em volta faz sentido quando tudo parece se encaixar perfeitamente, dente por dente, na engrenagem repetitiva da humanidade. Assistindo ela se desgastar e ruir sob o poder implacável do tempo, como qualquer outra máquina, fadada à destruição e futura reposição. Reciclagem. Restabelecendo-se por conta própria. Nada faz sentido. As intenções e vontades humanas não fazem sentido. Quando você é rico e tem de tudo sua alma ainda pede mais. Quando você é pobre se pergunta por quê. E na corda bamba entre os dois extremos, assistindo alguns tombarem e outros acenderem violentamente você imagina o quanto o mundo é perversamente surreal. Estamos todos mortos talvez. Talvez isso seja na realidade o inferno, onde todos têm de trabalhar cinco ou seis dias para se divertir e descansar um. Onde nos sentimos sempre obsevados pela intangível figura paterna criada pela religião. A figura que irá nos punir se nós fizermos o que desejamos e não o que ela permite. Um mundo de regras, sem a harmonia natural da natureza. Não somos naturais. Não somos bichos. Não fazemos parte do mesmo mundo que o resto dos seres vivos. Somos os mais frágeis, os mais covardes e temos ainda a desvantagem de saber disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais sangue escorre das páginas do jornal, das palavras do radialista, da tela da TV. Chamam isso de notícia quando deveriam chamar de apelo, de aviso, um mundo decadente gritando para ser salvo enquanto insistem em destruí-lo. Nós. Humanos vivendo no fio da navalha esperando a hora onde seremos resgatados deste pesadelo repetitivo do dia-a-dia, desta rotina viciosa que não nos deixa viver. Soneto luminoso na página esférica da humanidade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114969441491487987?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114969441491487987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114969441491487987&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114969441491487987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114969441491487987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/06/verborragia.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114858531366144807</id><published>2006-05-25T16:26:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T16:28:33.673-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_sylvia.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Eu tava morrendo de fome, quase meia noite, no quarto daquele hotel cinco estrelas em Nova York. Não pensem que sou rico, muito pelo contrário. Vim fazer um trabalho besta aqui na cidade e o cara resolveu pagar o quarto dum hotel decente. Meu chefe ia me por numa pensão se dependesse dele. Mas o tal figurão que pediu o serviço insistiu. Daí eu vim. Tirei a porra do visto e vim. Coisa que acontece uma vez na vida outra na morte ter de viajar pra fazer alguma coisa do tipo. Não falo inglês direito. Nada além do básico. E naquela noite o desgraçado que me traduzia as coisas foi dormir cedo. Quase meia noite. Eu morrendo de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vesti qualquer coisa. Saí do quarto com a cara amassada de ficar na cama o dia inteiro. Tínhamos acabado o serviço e eu estava no meu "dia livre". Grande coisa. Com o frio que tava lá fora não dava pra por a cara na rua. Daí saí todo desleixado pelo corredor, atraindo o olhar repugnado dos outros hóspedes chiques do hotel. Não tava nem aí. Ia ver se no restaurante do lobby eu conseguia apontar pra algum prato e ter uma refeição que não fosse outro hamburguer. Apertei o botão do elevador e esperei a suave campainha fazer o "plim!" dela. Cabisbaixo, na minha, a porta abriu e eu entrei, percebendo que havia mais alguém no elevador mas nem dando a mínima. Ia apertar o botão do lobby mas já estava aceso. Encostei o ombro na lateral enquanto a porta fechava e ia simplesmente aguardar a longa descida de trinta e cinco andares que me separavam da minha janta, quando percebi pelo reflexo do metal do painel que era uma mulher atrás de mim. Uma loira. Não dava pra enxergar direito mas parecia ser gostosa. Como todo bom macho, fingi aquela tossida somada a uma coçada no nariz pra espiar pra trás, subindo rapidamente o olho sobre ela. Pernas lindas, um quadril fenomenal, cinturinha deliciosa, um par de seios perfeitos e um rosto que... "OH MEU DEUS!!! PULTA QUE PARIU É A SYLVIA SAINT!!!", pensei eu rapidamente virando o rosto pra frente. Tossi de verdade enquanto a avalanche de pensamentos sórdidos correu pela minha cabeça. Todas as cenas. Todas as posições que eu já havia assistido ela fazer na tela da TV. Todas as incontáveis punhetas que eu dediquei pra ela. "Caralho! É a Sylvia Saint! Niguém vai acreditar quando eu contar!! Puta, preciso dum autógrafo!". Mas daí a ter coragem de virar pra trás todo mulambento como eu tava e pedir um autógrafo era outro papo. O elevador então começou a descer super rápido. Na verdade na mesma velocidade lerda de sempre mas pra mim estava a mil por hora. Não ia dar tempo. "Faça alguma coisa, seu imbecil!". Porra, fazer o que? Virar pra ela e falar "Dá um autógrafo?", muito simples. "Assina a minha 'chapeleta' por favor?", hahaha Legal mas eu ia tomar um murro no olho e ser chutado do hotel. Cacete... não vai dar tempo. Daí sem mais nem menos eu dei uma corajosa olhada pra trás e disse baixinho:"Sfigkmmn asrnavirnsa..." e virei pra frente de novo. Suando frio. Tenso. "Caralho, imbecil, fala algo coerente!" Ela devia estar me achando um idiota. Décimo andar. Porra. Pede logo ou daqui a pouco ela sai andando e você vai ser mais um ninguém na vida dela. Nono andar. Virei de novo e perguntei: "Opa, tudo bom?" com aquele sorriso amarelo e sem graça. Ela respondeu algo ininteligível, curiosa mas sem esboçar qualquer tipo de reação amistosa. Lógico... a mina nasceu na Czechoslovakia e você espera que ela entenda português. Eu tremia perante a oportunidade de dizer pra todo mundo que eu conheci a Sylvia Saint e ferrei com tudo. Daí inevitavelmente veio a imagem do elevador quebrando e eu preso com ela lá dentro, trepando por horas até alguém vir nos socorrer. Socorrer uma porra! Eu mato na chinelada o primeiro bombeiro que botar a cara aqui pra dentro e tentar me tirar de cima dela. "Não! Pára de pensar asneira! Quarto andar!! Vai logo!! Fala algo direito! Olha ela nos olhos e haja como um HOMEM! Diz pra ela com classe que você queria foder com ela dentro do elev... NÃO!!" e as vozes na minha cabeça diziam pra eu estuprá-la, que nesse caso o delegado perdoava. Outras diziam pra eu largar mão de ser um adolescente cheio de hormônio pra dar e ainda ouvia as que diziam pra eu ignorar tudo, que ela era MUUUUUITA areia pro meu caminhãozinho de dois eixos. Caminhão, ha!... era quase uma Towner! "Mas se bem que naquelas towners de cachorro quente cabe muita coisa e... PORRA! A SYLVIA! Volta pra Sylvia! Terceiro andar!!" Daí eu caí no desespero. Fechei as mãos perante o peito e rezei pra Deus ser brasileiro. Eu precisava de mais tempo e brasileiro que é bom quando a coisa aperta não pensa, reza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a luz apaga e o elevador para! Estupefato eu ergo os braços pro ar e deixo escapar um audível "YYYYYYEEEEESSS!!!!!" já pensando em quantos Pai Nosso eu ia rezar antes de dormir e quantas promessas ia pagar quando ela vira pra mim e diz algo do tipo: "Seems like your dreams have come true, huh?" Eu fiquei muito sem graça e me achando um imbecil. Mas pelo menos o papo tinha começado. Daí pra trepada da minha vida com a Sylvia Saint dentro do elevador eram dois palitos. No escuro total eu perdi a inibição. Respirei fundo, virei na direção dela e disse: "Im sorry if I seem to be too excited. Its just that this kind of situation is extremely unsual to be true. Its the stuff that dreams are indeed made of." Realmente eu não sei da onde aquela frase saiu. Além de parar o elevador Deus me dá o poder de falar inglês direito. Ou sei lá. No desespero era capaz de eu ter falado aquilo em tcheco ou russo. Fala sério, por ela eu falava em mandarim fluente. E então ela dá um risinho bobo, daquele jeitinho inocente que ela dá antes de ser enrabada por um brutamonte nos filmes. Agora vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a luz do elevador volta a acender. "O QUÊ?! NÃÃÃOO!! GERADOR FILHO DA PUTA!!" Tá vendo. Tudo que Deus dá o homem estraga. Quem inventou o gerador de energia devia morrer em chamas. Queima no inferno bastardo. Eunuco do cacete! E as imagens voltam com força total: ela apoiada na parede, ela no chão, ela pendurada no teto, ela de ladinho no tapete e "PLIM!" chegamos no lobby. A porta abre e ela sai, sem dizer nada, dando só aquela olhadinha pra trás, misturando dó com compaixão. "Tchau, Sylvia. Nunca te esquecerei." Nem consegui sair do elevador. Só voltei a pensar direito quando um dos técnicos do hotel, um negão de 2m x 2m carregando o cinturão de ferramentas entrou nele e apertou 'cobertura'. Provavelmente pra testar se o funcionamento tava OK. Não tive tempo de sair e começamos a subir. E aqui estou eu, o homem que desceu com a Sylvia Saint e tá voltando com o técnico. Cruzo as mãos perante o peito e rezo então: "Deus, se essa merda apagar de novo eu juro que eu me converto muçulmano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz apaga como se de propósito. Eu grudo de costas na parede do elevador e tento me lembrar pra que lado fica Mecca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114858531366144807?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114858531366144807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114858531366144807&amp;isPopup=true' title='46 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114858531366144807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114858531366144807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/05/eu-tava-morrendo-de-fome-quase-meia.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114856715955350240</id><published>2006-05-25T11:07:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T11:29:18.580-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_pula.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;-Vai cara, pula logo.&lt;br /&gt;-Péra lá, to tomando coragem.&lt;br /&gt;-Vai logo, daqui a pouco os guardas estão aí e a gente tá pego.&lt;br /&gt;-Calma lá, são doze andares bicho, não é tão fácil assim.&lt;br /&gt;-Mas são doze andares pra baixo imbecil, você só vai pular os dois metros que separam os prédios.&lt;br /&gt;-Mas e se eu tropeço antes de pular? Posso morrer por não estar preparado, e porque você não vai indo na frente que eu te alcanço, fica ai me apavorando, eu fico nervoso e não consigo.&lt;br /&gt;-Bicho não é possível, estamos aqui à quase vinte minutos, eu cheguei e pulei direto, porque você não pode fazer o mesmo? Tem que ser tão frouxo assim?&lt;br /&gt;-Olha aqui, não seja ignorante nem impaciente, assim que eu tomar fôlego eu pulo.&lt;br /&gt;-Fôlego? Fôlego? Você deve tá de brincadeira, você que teve a maldita de idéia de fazer este roubo imbecil!! Daí chega lá não tem porcaria de jóia nenhuma, não tem dinheiro, não tem obra de arte, ou seja, trabalho e tempo perdido! Até a porra da cerveja daquela casa estava quente!! Agora eu to aqui, sem dinheiro, sem jóias, sem obras de arte, com uma cerveja revirando meu estomago e o bunitinho com medo de pular míseros dois metros... é o caralho mesmo.&lt;br /&gt;-Aí ta vendo, você fica nervoso, desconta a bronca em mim, assim eu fico nervoso também e não consigo pular.&lt;br /&gt;-Na boa, vou contar até três, se você não pular eu vou embora, e se a policia te catar e você me dedar e eu for preso contigo, sabe o que vai acontecer né? Vou dizer prá todos na cela que você é cagüeta, aí você vai ter motivo pra agir que nem bicha.&lt;br /&gt;-Péra ai, me deixa calcular a distância.&lt;br /&gt;-Um.&lt;br /&gt;-Calma lá, caralho, precisa ser bem estudado!&lt;br /&gt;-Dois.&lt;br /&gt;-Acho que daqui ta bom.&lt;br /&gt;-Três.&lt;br /&gt;-Tá bom. Aqui vou eu... - ele começa a correr na direção do vão. Seu amigo grita em pânico.&lt;br /&gt;-CARALHO!! OLHA O CANO SOLTO!!!&lt;br /&gt;-PUUULLLLLTAAAAAQUIPAAAARIUUUUUAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaa.....&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Written by&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Edson Cruz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114856715955350240?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114856715955350240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114856715955350240&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114856715955350240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114856715955350240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/05/vai-cara-pula-logo.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114780628465660610</id><published>2006-05-16T16:03:00.000-03:00</published><updated>2006-05-16T16:04:44.666-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_contatudo.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;-Era quase um crime ela ser tão gostosa. Estilinho de secretária, cabelo preso, óculos com aro escuro, corpo escultural revestido pelo terninho feminino, taier, sei lá. E ainda por cima a maior cara de sem vergonha possível. Sabe? Aquele tipo de mulher que quando passa é impossível você não olhar. Devo ter batido umas dezoito punhetas pra ela. Mas o mais foda de tudo era saber que ela já tinha dado pra metade do departamento. Sério! Tenta entender meu lado! Porra, por que que ela trepava com tudo quanto era cara que chegava nela e não comigo? Tentei tudo quanto é tipo de xaveco e só recebi "não" de volta. Comprei presente, mandei flores, escrevi carta de amor, tudo essas porras e ela insistia que só me queria como amigo. Vai se foder, que amigo o quê? E aquilo foi crescendo dentro de mim, aquele puta ódio. Quando meu melhor amigo veio pra mim num dia ruim e falou que tinha comido ela de tudo quanto era jeito eu pipoquei. Surtei total, sabe? Catei o carro na mesma hora e fui até a casa dela. Toquei a campainha e assim que ela abriu a porta já dei na cara dela e entrei. Ela tombou pra trás com o tapão e eu xinguei a vadia de tudo quanto é nome: piranha, safada, vagabunda, falei que ela tava tirando uma com a minha cara e etc.. Pulei pra cima dela pois eu tava fora de mim. Ela se debateu e gritou um pouco, mas eu tapei a boca dela e já fui tirando as calças...&lt;br /&gt;-Você tentou estuprá-la e acha isso normal? Quer que eu te dê razão? - disse o delegado severamente, apoiando o queixo na mão direita.&lt;br /&gt;-Calma, deixa eu terminar. - continuou o rapaz - Daí quando eu pus pra dentro, ela parou total! Parou de se debater e tudo e começou a curtir a coisa. Deu um sorriso mega-safado e começou a gemer gostoso, arranhar minhas costas e o escambau a quatro. Doutor, fizemos de tudo. No sofá, na cama, em toda superfície da casa dela. A mulher era incansável. E ela falava todo tipo de besteira, um monte de palavrão, que era para eu me entregar pra ela e tudo mais. E, porra, no barato todo que tava eu disse que me entregava mesmo e todo o bla bla bla que ela queria ouvir. Daí como ninguém é de ferro eu apaguei total depois da última que a gente deu. Quando eu acordo, eu to amarrado naquela sala que eu te falei, cheia de corrente e uma coisas muito macabras pra tudo quanto é lado. Eu tava amordaçado e acorrentado, pendurado no teto. Daí me entra um monte de gente encapuzada, carregando um monte de faca e objetos de sex shop, sabe? E advinha? Fizeram comigo o diabo todo que nem quero lembrar. Me enfiaram aquelas porras, me cortaram com faca, me fizeram cheirar uma merda dum incenso que me deixou grogue pra cacete e etc. Você já sabe que eu só acordei aqui hospital, todo fudido, estuprado, rasgado, depois do cara que me achou na rua. Eu to contando tudo isso pois eu fiz parte de um ritual bizarro que vai ficar marcado na minha memória por muito tempo. Então eu quero que você prenda aquela puta. A vadiona me fodeu legal. Os médicos disseram que eu só vou sair daqui em um mês e que nunca mais vou poder ter ereções ou inclusive andar direito. Então eu quero indenização. Conto com você doutor.&lt;br /&gt;-Muito bem. Bom saber que você lembra de tudo. Isso fará uma grande diferença no tribunal. Mas me diga uma coisa... que desculpa você deu pra sua mulher?&lt;br /&gt;-Bem, eu falei pra ela que eu tinha sido atropelado.&lt;br /&gt;-Entendo. Inclusive é o que está marcado aqui no relátorio. - ele suspira e sorri, olhando para o homem na cama - Só não sei porque você me contou tudo isso com todos os detalhes. Achei que você fosse inocente.&lt;br /&gt;-He, he... bom, ninguém é perfeito. Eu nunca disse, na verdade, que eu era inocente, entende?&lt;br /&gt;-Claro que eu entendo. Afinal, eu nunca disse, na verdade, que eu era da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob os olhos espantados do paciente ele saca a arma com o silenciador na ponta e dispara duas vezes. O monitor de vida não faz barulho, pois fora desligado enquanto ele se empolgava com a estória. A porta do quarto abre e uma belíssima mulher entra no quarto. Ela vira para o suposto delegado e diz:&lt;br /&gt;-Desculpa. Depois do ritual eu tinha certeza que ele estava morto. Não vai acontecer novamente. Prometo.&lt;br /&gt;-Tudo bem, meu anjo. Não tem problema. Sabe que eu estou sempre à disposição. - ele põe a arma nas costas, presa nas calças e continua - Ok, são cinco mil, como de costume.&lt;br /&gt;-Sem problemas. Posso te dar um cheque? Ou você prefere algo mais íntimo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles saem do quarto abraçados e rindo um com o outro. Param em um bar para tomar uma cerveja e vão para a casa dela, onde ela prova que a decisão dele de não preferir o cheque vale cada centavo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114780628465660610?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114780628465660610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114780628465660610&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114780628465660610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114780628465660610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/05/era-quase-um-crime-ela-ser-to-gostosa.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114702625755406496</id><published>2006-05-07T14:51:00.000-03:00</published><updated>2006-05-07T15:24:17.563-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/man_in_hat.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Ela já andava se sentindo sozinha por meses. Talvez até sozinha demais, literalmente. Não que isso seja desculpa para cometer adultério, mas as vezes nossos instintos e vontades se misturam num pensamento entorpecente que não conseguimos controlar. E quando ela o viu, alí sentado no canto do Café, lendo o jornal do dia às oito horas da noite, usando aquele chapéu, ela foi dominada por uma sensação de graça e interesse. Foi sim, mais forte que ela. E o mais interessante era o fato de ninguém reparar que havia um homem de chapéu e terno, num Café em pleno centro, lendo jornal. Ele era sensual e exótico demais para não ser reparado. Lembrava um quadro de Rembrandt. Foi como acontece nos filmes: quando ela deixou escapar um sorriso, ele ergueu seus olhos acima do jornal e a viu. Com todo charme de um gentleman inglês ele imediatamente dobrou sua leitura sobre o colo e levantou-se, caminhando como se flutuasse por entre as mesas, até parar ao seu lado.&lt;br /&gt;-O prazer de seu sorriso à mim oferecido é algo que não tenho a muitos anos, madame. Agradeço e desejo retribuir tal gentileza com uma taça do champagne de sua preferência. - disse ele com um sotaque inglês fabuloso. Ela aceitou e fez o pedido, deliciando-se com champagne fora de uma data comemorativa. Não precisou de muito tempo para que todo aquele divertimento exótico se transformasse em romance. Ela disse que se chamava Dominique. Ele respondeu beijando sua boca de um jeito que ela nunca pensou ser possível. Não existem palavras que possam descrever o jorro de adrenalina que aquilo lhe causou. Eles deram as mãos, pagaram a conta e foram para o seu apartamento. Um apartamento chique e muito espaçoso, comprado com o bom dinheiro que seu marido ganha de salário. Mas ele viaja muito. Ele a deixa sozinha. Muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominique não sabe exatamente o que aconteceu. Foi mágico. Talvez fosse a bebida, talvez o poder de sensualidade de seu amante. As mãos dele sobre sua pele não causavam a sensação de estar fazendo algo errado. Era natural. E, por deus, como era gostoso. Atingiu mais de oito orgasmos em menos de uma hora. Seus pensamentos caíram num turbilhão fantasioso de imagens incoerentes e ela pode jurar que tocou o firmamento. Demoraria dias para conseguir parar de sorrir. Ou talvez não. Quando escutou a porta da sala se abrindo e a voz dizendo: "Querida! Cheguei!" ela entrou em desespero. Saltou da cama como se estivesse sob ameaça de vida e começou a tentar, desajeitada, colocar uma roupa qualquer. Seu amante sentou-se na cama, calmo e com o mesmo olhar sóbrio de sempre. Ela gritou baixinho, sem saber o que fazer:&lt;br /&gt;-Vista-se! Faça alguma coisa! É meu marido! Meu deus! Faça alguma coisa!&lt;br /&gt;-Acalme-se Dominique. - disse o homem - Você não fez nada de errado.&lt;br /&gt;-Como não!? - perguntou ela ríspidamente - Desde quando adultério não é errado?&lt;br /&gt;-Simples, minha doce senhora. - respodeu ele - Quando você não sabe o que fez.&lt;br /&gt;A porta do quarto abre de repente e Dominique em desespero olha para seu esposo entrando no quarto e profere a frase mais clichê que lhe vem à cabeça:&lt;br /&gt;-Não é o que você está pensando, amor!&lt;br /&gt;Seu marido olha para os lados e diz, com expressão de dúvida:&lt;br /&gt;-O que não é? - olhando para os lados e voltando a olhar para ela.&lt;br /&gt;Ela se vira rapidamente para trás e vê a cama vazia. Fica por quase um minuto em silêncio, trêmula, remoendo pensamentos sem sentido. Então ajoelha-se no chão e se põe a chorar. Seu marido a abraça e pergunta o que houve. Ela lhe diz que se sente muito sozinha. Eles se beijam e tudo volta ao normal. A rotina entra nos eixos e em poucas semanas ela esquece do episódio do homem de chapéu. Apenas irá se lembrar novamente do ocorrido daqui a três meses, quando o médico lhe informar sobre sua gravidez. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114702625755406496?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114702625755406496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114702625755406496&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114702625755406496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114702625755406496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/05/ela-j-andava-se-sentindo-sozinha-por.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114598975213980602</id><published>2006-04-25T15:27:00.000-03:00</published><updated>2006-04-25T15:34:56.480-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_mensagem2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Ele ficou confuso quando ela lhe entregou o bilhete e sumiu no meio da multidão, desaparecendo enquanto ele olhava o estranho papel dobrado. Quem era ela? O cabelo era familiar, mas sua voz dizendo: "Não pare. Mova-se!" soou completamente nova. Sim, ela era muito bonita. Bonita estilo modelo de lingerie. Saiu imediatamente do meio da calçada e segurou a pasta entre as pernas, usando as duas mãos para desdobrar o bilhete. Leu devagar, decifrando a letra corrida. Espantou-se. Aquilo não podia ser verdade! Tal situação nunca ocorrera com o homem de vida simples que ele era. Na verdade aquilo só acontece em filmes! Colocou rapidamente o bilhete no bolso do casaco e correu, esbarrando em todo mundo, largando a pasta alí mesmo no canto da calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direita ou esquerda? Ele precisava encontrá-la! Se fosse verdade o que estava escrito, aquilo podia mudar sua vida por completo! Uma guinada selvagem do destino que muitas pessoas não percebem quando acontece. Ou não tomam iniciativa e a oportunidade passa. Direita ou esquerda?! Pensa ele rápido quando chega na esquina. Algo em seu estômago grita esquerda mas o longo penteado reluzente que passa de relance à sua direita o obriga a seguir por aquele caminho. Será que ela entrou na danceteria de fachada neon no final da rua? Provável. O perfume dela entrou pelo menos. E ele entra também. Paga a entrada e vai para a escuridão intermitente da pista. Em sua ansiedade instintiva, tenta olhar para toda e qualquer pessoa lá dentro. Mas são muitas. Não existe possibilidade de encontrá-la. Quando tudo parece perdido, o perfume dela acerta seu rosto como um tapa. Imediatamente ele vira para o lado, a tempo de enxergar a porta do banheiro unisex se fechando. Desvia de mais um punhado de pessoas e passa apertado entre as mesas de pedra para chegar lá, mas é barrado, tendo sua cintura firmemente segura por um outro homem, grande, musculoso e careca. Ele olha bravo para seu novo obstáculo e se espanta com o tamanho do rapaz. "Hey! O que você quer cara?!" pergunta áspero. "Você está sozinho, gato?" responde o outro. "Sai fora! Não curto homem!" Grita ele, se desvincilhando do rapaz e voltando-se novamente para o banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal a porta bate atrás dele e ele já se pergunta por que o banheiro tinha que ser tão grande!? Tinha umas trinta pessoas lá dentro e ainda mais entrando e saindo. Maldição! Onde está ela!? Eu preciso encontrá-la! Pensa ele. Pega novamente o bilhete em seu bolso e torna a lê-lo, desacreditando em sua mensagem. Morde a ponta do papel e percebe que está passando por uma severa crise de ansiedade desesperadora. Daí ele percebe um par de pés solitários sob a portinhola de um dos toaletes. Aproxima-se dois passos e sente aquele perfume. Sem perguntar nada, empurra a porta e lá está ela. Impecável. Maravilhosa. Seu rosto é o rosto que anjos devem ter. Entra sem dizer uma palavra e beija sua boca, insandecido, borrando seu batom e colocando as mãos por baixo de sua saia. Beija seu pescoço enquanto sente o calor molhado nos dedos. Esfrega a língua no céu da sua boca e arranha suas costas, fazendo ela gemer baixinho. Por que o bilhete, afinal? Qual era a mensagem subliminar alí? Não podia ser verdade o que parecia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém bate forte na porta, duas vezes, mas ele não liga. Tudo o que ele quer é viver naquele paraíso de mulher. Que rasguem seu registro geral pois ele não quer mais voltar para o mundo. E ela agradece, baixinho, sussurrando em seu ouvido. E eles se beijam mais uma vez. E ela fecha os olhos e seu corpo amolece, sentando no vaso sanitário imundo, seu vestido embebido em sangue. Ele respira fundo e tapa a própria boca para não gritar. Quando olha para trás percebe os dois pequenos buracos na porta. Percebe pessoas gritando lá fora. Percebe a visão anuviar. Percebe que um anjo veio lhe buscar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114598975213980602?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114598975213980602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114598975213980602&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114598975213980602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114598975213980602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/04/ele-ficou-confuso-quando-ela-lhe.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114597667952110036</id><published>2006-04-25T11:49:00.000-03:00</published><updated>2007-04-16T14:39:18.372-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_neurose.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc99;"&gt;&lt;strong&gt;Neurose&lt;/strong&gt; - do Gr. neûron, nervo&lt;br /&gt;s. f., -- perturbação mental ou emocional, cujos sintomas se manifestam por um comportamento obsessivo, tal como raiva excessiva, medo, ansiedade ou ódio sem razão aparente. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perturbada o cacete!&lt;br /&gt;Queria viver vida de balada, só isso. Pois cada vez que eu saio só encontro motivos para não ir trabalhar no dia seguinte. Impossível não beber alguma coisa para acompanhar o entorpecimento emocional que a música causa. Daí no meio daquele bando de imbecil que vem me xavecar sempre aparece algum que presta. Beijos diversos depois e muita música e muita bebida e muita diversão chega a hora de ir embora, dormir duas horas, tomar aquele banho gelado para tentar deixar uns dois ou três neurônios ativos e ir pro trabalho. Olhar pra cara daquele povo péssimo, mal humorado, que odeia a própria existência mas não faz porra nenhuma pra mudar. Odeio todo mundo lá. Principalmente o idiota do meu chefe que acha que é o bambambam e fica olhando toda mulher que passa de saia na frente da baia dele. Tipo, acorda! Se liga! Se eu der bola pra você o que você vai fazer? Rolar e dormir em vinte minutos? Que saco! É que nem cachorro correndo atrás de carro: quando alcança faz o quê?! Nada! Não que todos eles tenham feito algo contra mim, mas como me irrita essa galera com suas rotininhas padrão e nada de interessante pra contar. Odeio todos eles. Odeio o ócio, e principalmente a ociedade inerente dos rotineiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe? Queria um homem de chocolate. Seria um adicional interessante ao hobby de roer unhas e passar a mão no cabelo. Não por motivos específicos, só queria um. Morro de medo de morrer sozinha. Tenho síndrome de Peter Pan e acho isso legal. Envelhecer suck! Por exemplo acabou a balada. Fala sério, mulher de mais de quarenta dançando é uma "tia doida" na pista. Ridículo. Total. Inclusive os homens precisam fazer alguma coisa a respeito da própria imagem. Boné ou toca + bermuda + camiseta de dez reais não rola. Sinto pena do ego feminino daquelas que caem nesse tipo de desespero. Esse tipo de embalagem já mostra a completa inadimplência intelectual. Nada vai vir de bom dalí. O máximo que você pode esperar é um "Fala garota!" em substituição pelo usual "E aí mina?". Patético. Odeio frases feitas, odeio fim de balada. Vou morar num daqueles países que a noite dura 3 meses. Isso sim é um after hour. Daí os próximos três eu passo dormindo pra me recuperar. Melhor do que ficar sentada nessa mesa estúpida olhando prum computador estúpido fazendo coisas estúpidas para conseguir uma miséria estúpida que paga a balada. Não vejo a hora de dar cinco horas e cair fora daqui. Daí não vejo a hora de chegar quinta pra cair na gandaia pública e sexta pra alguma festa particular. Pra que esse monte de mulher compra roupa se não sai de casa? Pra ficar bonita pro namorado!? Se liga. Mentira! Mulher se faz bonita pro mundo, nunca prum cara só! Mulher mesmo não dá pra ninguém a não ser pra ela mesma. Dá oportunidade de intercurso. hehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To pirando a cada dia que passa com essa sequência de asneira que eu escuto sair da minha boca. Mergulhando cada vez mais fundo num lago amplo de hipocrisia e mentira atrás de mentira. Desse mundo merda que todo mundo vive cheio de violência e tragédia na TV, jornal, enfim, na mídia toda. Encher a cara e esquecer do mundo. Viver no intervalo de uma batida eletrônica. Não ver a hora. Não vejo a hora. Digita, linda, digita que o tempo passa. E entre uma violenta mudança de humor a cada hora, pensa em sexo, pensa em música, pensa em roupa, pensa em vida. Pois o mundo não tá nem aí pra você se você estiver aí pro mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;Written By: Verônica Prata&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114597667952110036?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114597667952110036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114597667952110036&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114597667952110036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114597667952110036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/04/neurose-do-gr.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114486718872669253</id><published>2006-04-12T15:39:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T16:46:41.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_batatinha.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;-...é que nem batata doce. Eu não entendo batata doce.&lt;br /&gt;-Huh? Como assim você não entende batata doce? É uma batata, doce. Ponto.&lt;br /&gt;-Bicho, batata é batata. Batata doce não tem gosto de batata. Portanto, não é batata. Por exemplo, Baked Potato tem gosto de batata.&lt;br /&gt;-Porra, claro! Baked Potato é Batata Assada em inglês, sendo assim, Batata Assada tem que ter gosto de batata!!&lt;br /&gt;-Lógico que não. Batata doce não tem gosto de batata frita e chama batata também.&lt;br /&gt;-Cacete, por que batata doce é um TIPO de batata e não um modo de preparo!! Batata assada e batata frita são a mesma batata preparadas de forma diferente.&lt;br /&gt;-Mas aí você me dá razão que batata doce é diferente de batata normal. Sendo assim, batata doce não é batata mas chama batata pois ninguém bolou um nome praquela porra.&lt;br /&gt;-Caralho! Cê não pode ser tão burro... Existem vários tipos de batata! Doce, normal, sei lá, deve ter mais um monte!&lt;br /&gt;-Pera lá, você não sabe e vem querer ser o sabido pra cima de mim? Como você sabe que batata doce é batata também se você não conhece porra nenhuma de batata?&lt;br /&gt;-Por que elas chamam batata! Devem ter a mesma estrutura molecular ou algo do tipo! Que merda! Puta assunto estúpido!&lt;br /&gt;-Mano, se você não sabe, fala que não sabe. Não tem problema. Mas não fica inventando coisa pra não parecer desinformado. Toda vez que você não sabe de alguma coisa você fica puto, xinga e quer mudar de assunto falando que ele é estupido.&lt;br /&gt;-PULTA QUEO PARIU!! Pra que caralho eu vou ficar perdendo meu tempo discutindo sobre uma merda de batata!??? Não vai chegar em nenhum lugar!!&lt;br /&gt;-E se chegar? E se percebermos que batata normal é diferente de batata doce mesmo!?&lt;br /&gt;-VAI TOMAR NO SEU CU!!! Eu já afirmei que elas são diferentes!!! Você que tá falando que a doce não é batata!!&lt;br /&gt;-E por que você não me dá razão já que você não faz a mínima idéia do porque essa merda chama batata doce?!&lt;br /&gt;-VAI SE FOODEEEEEEEERRR!!! Pau no seu cu e no cu dos tubérculos! Pau no cu do Batatinha do Manda Chuva também! Se você falar a palavra "batata" de novo eu vou enfiar a mão na sua cara!!&lt;br /&gt;-Ok, ok, foi mal... caramba!.. não precisa ficar tão irritado! Olha o seu estado por causa duma conversa besta! Se liga! Só estava filosofando sobre um dos assuntos que a maioria da população não sabe responder!&lt;br /&gt;-Bicho... você é muito tosco! Foda-se esse assunto! Por favor!&lt;br /&gt;-Ok. Calma, vamo tomar alguma coisa pra relaxar ok? Tá mais calmo?&lt;br /&gt;-To. Tá passando a raiva.&lt;br /&gt;-Mesmo?&lt;br /&gt;-Mesmo.&lt;br /&gt;-Batata.&lt;br /&gt;-PAFFFF!!!!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114486718872669253?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114486718872669253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114486718872669253&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114486718872669253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114486718872669253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114476733642054734</id><published>2006-04-11T11:54:00.000-03:00</published><updated>2006-04-11T11:55:36.426-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_divine_intervention.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ned gosta de atirar nas pessoas. Não por esporte ou por problemas patológicos ou por raiva da sociedade. Por diversão. É como um evento para ele. Uma vez a cada seis meses ele arma seu rifle de longa distância na janela de um dos seus cinco apartamentos de cobertura, rosqueia o silenciador ao som de Chopin, senta-se confortável na cadeira e passa até cinco horas escolhendo alguém para aparecer no jornal do dia seguinte. Sem padrão, sem motivo e sem deixar nenhum tipo de pista para ser seguida. Várias vezes a causa da morte é atribuida a uma bala perdida, mas Ned não se importa: o que conta é a adrenalina de um disparo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ele não tem trauma de guerra. Não foi para o Golfo ou para o Vietnam. Não tente julgá-lo pois você não o conhece. Ele não é louco nem perturbado. Na verdade ele se vê como um aventureiro, pois aquilo trás para ele uma emoção, uma sensação de liberdade que ele jamais conseguiu saborear em outra coisa. E acredite, com seu salário de neuro-cirurgião, Ned já fez de tudo um pouco. Mas nada traz a sensação de estar mais próximo de Deus, de ser Deus. De salvar diversas vidas no hospital durante meses e então levar um par delas por ano. Claro, sem nunca se repetir: um negro rico, um branco pobre, uma criança ruiva, uma secretária, um executivo de alto-escalão. Hoje foi um padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnathan Stezzi. Servo de Deus por diversos anos. Católico. Culto. Um homem de impecável caráter e dignidade indiscutível. Irmão de Vittorio Stezzi, comerciante que ganhou grande influência quando se casou com Angelica Tornelli, filha de Don Tornelli, um dos mais respeitados chefes de família de Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pedido simples então dá início à prática investigação forense italiana, que pergunta para as pessoas certas, espanca as duvidosas e deleta as erradas. Miguel Roja, também chamado pelo óbvio apelido de Miguelito, irmão do primo de um amigo íntimo do cara da padaria cujo primo foi severamente indagado pelos Tornelli, de vez em quando tem insônia e sai para a sacada para fumar bem de madrugada. Ele não tem certeza, mas acha que ouviu sim o barulho de um disparo silenciado sendo executado da janela de seu vizinho. Mas ele não tem certeza, pois o apartamento vive vazio. Ninguém entra ali por meses. Raramente ele viu alguém entrar para praticar música clássica, carregando a grande maleta do teclado eletrônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três amigos da família entram então no apartamento que vive vazio. Não encontram nada. Nenhuma pista. Nem um fio de cabelo perdido. Sendo assim eles fazem o que é necessário. Dois deles vão embora, um deles fica esperando sua bagagem. Senta no sofá aconchegante, liga o televisor de plasma no seu seriado favorito, coloca os pés na mesinha de centro, acomoda a Beretta ao seu lado e espera, talvez por mais de um ano, uma visita inesperada que, quando chegar, vai ter uma noite muito longa. Muito. Muito longa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114476733642054734?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114476733642054734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114476733642054734&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114476733642054734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114476733642054734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/04/ned-gosta-de-atirar-nas-pessoas.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114442282050352342</id><published>2006-04-07T11:46:00.000-03:00</published><updated>2006-04-07T12:25:36.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_human2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Acho que nunca tive um sonho tão realista quanto o que eu tive ontem. E não lembro do último sonho tão bom quanto este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha trinta anos. Ou quase isso. Tinha um emprego estável e uma rotina muito fácil de viver. Eu levantava de manhã e ia trabalhar, com meu carro, dirigindo sob o sol, ouvindo música e pensando no que eu faria depois do trabalho. Talvez assistir um filme no cinema. Onde eu ia almoçar? Eu podia escolher entre diversas opções de comida, dentre diversos lugares que as serviam. Todas elas com sabores diferentes e texturas diversas. No meu trabalho eu ficava na frente de um computador, controlando versões de arquivos e criando interfaces para sistemas de internet. Um trabalho trivialíssimo. Fácil. E ainda! Se eu errasse, podia começar de novo e consertar o erro. Quando o trabalho acabava eu tinha horas livres para fazer o que eu bem entendesse. Podia sair a noite e ir dançar, podia me entreter com jogos eletrônicos e contar segredos para um amigo ou então relaxar em casa assistindo tv. Eu vivia nessa rotina simples e confortável durante as minhas semanas. As contas que eu pagava no fim do mês eram sobre as coisas que eu usava, tais como telefone, cartão de crédito, aluguel e energia. Uma vida simples e deliciosamente idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei de repente, com o alarme tocando, quase chorei. Queria voltar para o sonho. Quis morrer por um instante, mas a rajada de adrenalina provocada pelo estridente som declarando um iminente ataque põe qualquer um de volta para a realidade. Tive de me conformar que não sou apenas humano e voltar a criar pontos gravitacionais psíquicos de defesa interplanetária para a coletividade. Suspirei. Ninguém pode viver num sonho afinal.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114442282050352342?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114442282050352342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114442282050352342&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114442282050352342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114442282050352342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/04/acho-que-nunca-tive-um-sonho-to.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114425943988845435</id><published>2006-04-05T14:49:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T14:51:13.553-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_ayoko.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Agora eu sei o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a primeira década como o vento. Sem direção. Sem forma. Sem ser notado. Mas então ele me segurou pelo braço quando tentei tirar o dinheiro dele. Mentira. Não vou romantizar a história. Ele me bateu sem propósito e perguntou o que um rato fazia próximo a sua casa tão limpa. Eu respondi e ele me bateu novamente. E toda vez que eu falava. Aprendi a não falar, por medo. Ele me tornou seu escravo. Fazia tudo o que ele queria. Humilhava-me perante sua filha. Eu apanhava também quando olhava para ela. Chamava por mim com nomes obscenos e me batia sempre que algo saísse do planejado, mesmo que milimétricamente. Eu tinha que tomar dois banhos por dia para não ser chamado de fedido. Se eu me sujasse limpando sua casa, eu apanhava e era jogado na água fria. Então à noite chegava e eu jantava. Comida quente e muito saborosa. Eu podia aguentar o dia todo de sofrimento somente para chegar à tocar naquela comida. Não entendia por que ele fazia aquilo. Não sabia o que pensar. Eu era jovem e inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia percebi que não conversávamos mais. Apenas uma troca de olhares era suficiente para que eu entendesse seus desejos. Eu apanhava se não obedecesse. Mas as surras não doíam mais. Algumas vezes eu nem as sentia. Quando ele percebeu isto, parou de bater e fez o sinal para que eu o acompanhasse. Deslizou para o lado a porta de um dos cômodos onde eu não era autorizado a entrar. Então começou a dançar, lá no centro. Achei graça e sorri. Só acordei na manhã seguinte. Não sei o que me atingiu, mas foi rápido. Muito rápido. Ele insistiu mas dessa vez eu não ri. Imitei, como era a ordem implícita. Eu era jovem e inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz duas décadas que eu o conheci. Vinte anos de disciplina, entre razão e emoção e corpo e mente. Hoje eu ví pela primeira vez uma lágrima escorrer de seus olhos. Nem quando me casei com sua filha, em data tão alegre e festiva, ele chorou. Minha princesa. Meu prêmio. Meu amor. Íamos ter um filho juntos. Hoje. Justo hoje. QUando voltei para casa com meu senhor após a meditação matinal. Deslizei a porta de entrada para o lado e lá estava ela. O amor da minha vida. Minha única mulher. Fixada na parede com uma espada atravessando seu abdômen. Presa pelos pulsos com cordas ásperas. Adornando o desenho da serpente na parede, feito com seu próprio sangue. Teve os olhos arrancados em sinônimo de que permanecêssemos cegos ao fato. Hoje. Foi quando ele deixou uma lágrima cair. Tenho certeza que foi apenas uma, acoando ensurdecedora no assoalho de madeira, misturando-se ao barulho do bambuzal raivoso ao vento. Talvez meu senhor devia ter pago aqueles nobres, mas tenho certeza que fez o que era certo. Provavelmente o fez também hoje, quando eu olhei diretamente em seus olhos pela primeira vez depois de tanto tempo. Quando ele viu em mim a sombra de seu ódio. Ele acenou com a cabeça, concedendo permissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos e anos seguindo seus passos, fazendo somente o que me era ordenado. Não hoje. Caminho por esta estrada acompanhado dos quatro ventos, da espada e da doce imagem dela em minha memória pois assim eu decidi. Sem ódio, sem mágoa, sem saudade. Apenas propósito. E devo tudo isso à ela, meu eterno amor. Não sei como será viver sem seu abraço noturno, seu olhar de carinho, seu cuidado comigo. Mas isso é no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eu sei o que fazer.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114425943988845435?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114425943988845435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114425943988845435&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114425943988845435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114425943988845435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/04/agora-eu-sei-o-que-fazer.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114408678352062687</id><published>2006-04-03T14:49:00.000-03:00</published><updated>2006-04-03T14:53:03.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_beast.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Eu me sinto perdido. Desamparado até.&lt;br /&gt;Um turbilhão de pensamentos disconexos me atravessa a mente. Pontigudo. Dolorido. Tudo me incomoda ao ponto de eu não ter mais a certeza se estou são ou a loucura veio me beijar deliciosamente e arrastar-me para o seu mundo. Eu me remexo sozinho, sentindo o suor pegajoso na minha pele aderir à algo que não me deixa ir muito longe. Percebo que estou preso. Alguns dos meus movimentos não correspondem aos comandos do cérebro. Tentáculos quentes me prendem quando tudo o que eu quero é ficar em paz e me sentir livre. Mas quando consigo livrar um braço, o frio que bate nele é ainda pior. Eu penso nela. Para tentar não ficar louco. Eu penso naquela cintura maravilhosa que tive o prazer de segurar com as duas mãos. Penso o quanto era bom mergulhar nos seus lábios e esquecer do mundo, da indecente orgia caótica que impreguina a sociedade. Algo atinge meu estômago com força, arrancando a imagem dela da minha cabeça. Não consigo lembrar do seu rosto! Por que eu não consigo lembrar... meus órgãos se contorcem de dor e eu volto à posição fetal. Deixo escapar um gemido baixo e levo minhas mãos à cabeça, pressionando as têmporas, trêmulo, cerrando os dentes. Algo me destrói por dentro e eu não tenho forças para pará-lo. A besta interior. Suas garras me atravessam o pulmão quando eu tento tossir, produzindo uma gosma espessa na minha boca cujo gosto espalha selvagem pelo meu sistema nervoso. Aquele parasita desce novamente pela minha garganta, rindo de mim, e por onde passa implora para que eu vomite todo o ectoplasma que existe no meu estômago. A falsa escuridão que me envolve não é suficiente para aconchegar-me em seus braços. Não posso enxergar. Tento olhar para minhas mãos mas um jorro ácido, fervilhante, queima meus olhos e faz minha cabeça explodir. Sinto medo, calor, frio, angústia e dor. Quero cortar meus pulsos e deixar a dor fluir vermelha para fora deste receptáculo podre que eu sou. Mas a besta não deixa. Ela urra. De dentro de mim. E o som da fera reverberando pelas minhas veias atinge meu cérebro com força. Enfia suas garras e rasga meu crânio impiedosamente, enquanto grita nos meus ouvidos, esquálida, incansável, em uma repetitiva gargalhada humilhante, tornando-me uma piada maior do que sou. Me arrependo dos meus pecados e mesmo assim ela não para de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHEGA!&lt;br /&gt;Eu grito em voz alta e estico meus membros com força, soltando-me dos meus grilhões. Abro os olhos e deixo-os queimar. Através de lava e fogo e gelo e dor eu a enxergo e encaro o fundo dos seus olhos vermelhos. Alcanço seu pescoço negro com um salto e o espremo, destruo, gemendo ao tom do ódio puro que flui através dos meus músculos uma última vez. E então ela pára de rir. Volta para dentro de mim, domada. Tudo em mim ainda dói, mas as imagems pararam. Não lembro mais de nada. Não lembro da moça, dos sorrisos, da alegria. Sobra só um mar de saudade e arrependimento. Não há mais o que fazer a não ser voltar para o mundo. Eu despenco de joelhos e me faço perguntas que não sei responder. Um lapso consciente desperta meus poucos sentidos para a única coisa que me resta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sexta-feira. Me levanto e vou trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114408678352062687?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114408678352062687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114408678352062687&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114408678352062687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114408678352062687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/04/eu-me-sinto-perdido.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25133585.post-114383401145055426</id><published>2006-03-31T16:38:00.000-03:00</published><updated>2006-03-31T18:26:11.253-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img height="83" src="http://photos1.blogger.com/blogger/635/1750/1600/urb_hostage.jpg" width="696" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Porra, e eu que pensava que podiam existir excessões. Tá lá o imbecil com o cano na cara da moça, de novo. Aposto que ele vai me mandar largar a arma senão atira nela. Que merda. Odeio essa situação.&lt;br /&gt;--Polícia! Larga a arma. Você está cercado!&lt;br /&gt;--Tá louco? Larga você a arma ou eu atiro nela! - e aperta a .357 na têmpora da pobre secretária.&lt;br /&gt;--Cara! Se liga! Se você matar ela eu atiro na sua testa! É ilógico pensar em uma situação de possível futuro quando à sua frente encontra-se um oficial armado que, por direito e função de exercer a lei e impor a ordem, certamente irá disparar contra você assim que o refém estiver fora da questão primordial. Ou seja, se não houver refém, não existe realmente motivo para você sair deste prédio andando, sendo assim, atirar na cara dela é a mesma coisa que atirar na sua própria cara.&lt;br /&gt;--Er... O que? - diz ele com cara de quem escondeu a bolinha.&lt;br /&gt;--Ok, resumindo, se você matar ela eu mato você.&lt;br /&gt;--BLAM! - ele atira em mim. Pega em cheio no colete e me quebra umas duas costelas.&lt;br /&gt;--Ok, entendi. - digo largado no chão, morrendo de dor - Como eu não tenho como refém um dos seus amigos você fez o que nenhum vilão de filme americano faz. Você atirou em mim. Tá ceeeeeeerto. Você sabia que eu não ia revidar. Hmmm... bem esperto, sem dúvida. Beleza. Cadê minha arma?&lt;br /&gt;--Tá alí no canto. Mas se você tentar alcançar ela eu mato o refém.&lt;br /&gt;--Duvido que você tenha coragem pra...&lt;br /&gt;--BLAM! - ele atira no refém, espalhando os miolos da moça pelo chão.&lt;br /&gt;--Porra bicho, deixa eu terminar de falar! Olha a merda que você fez agora! Eu ia falar que achava que você não tinha coragem pra sair correndo em paz! Tá ligado, psicologia reversa?&lt;br /&gt;--Agora acabou a discussão. Diz adeus pra tua vida!&lt;br /&gt;--Se eu estou dentro da minha vida, como eu posso dizer adeus pra ela sem que isso cause uma descontextualização da forma que você...&lt;br /&gt;--Blam! - Ele atira em mim de novo, estraçalhando minha coxa esquerda.&lt;br /&gt;--MAS QUE CARALHO! Pára com essa mania besta de atirar nas pessoas! Será que você é tão frustrado assim que não consegue ser homem sem usar uma arma!??!&lt;br /&gt;--BRAKK! - ele pega um cabo de vassoura e arrebenta ele na minha perna direita.&lt;br /&gt;--Ok, ok... entendi. Você tem a razão na forma de um pedaço de pau. Seu argumento irrefutável de querer a liberdade incondicional parece que realmente tem uma lógica e um ponto de vista ímpar. Você pode ir. Eu não vou mais prender você.&lt;br /&gt;--Clic! Clic! Clic! - ele fica sem balas.&lt;br /&gt;--Tá vendo. Mesmo com esse seu descontrole emocional de querer de novo fazer com que eu cale a boca, este divino sinal de que não é exatamente a hora de causar uma chacina, representado aqui pela sua recente falta de munição, demonstra que sua única opção é imediatamente sair pela porta dos fundo e reencontrar-se com seus amigos meliantes que, provavelmente, estão lhe esperando com o carro ligado lá fora, para sair daqui rapidamente e gastar os lucros do furto.&lt;br /&gt;--Flink! - ele tira o pino de uma granada, larga ela do meu lado e corre para a porta.&lt;br /&gt;--Olha a criancisse! Pra quê, me fala?! Você pode sair vitorioso mas tem que dar a última cutucada né?! PULTA como isso me irrita! - levanto babando, pulo nos pés dele e cubro ele de porrada, até ele parar de se mexer.&lt;br /&gt;--KABOOM.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25133585-114383401145055426?l=urbanum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urbanum.blogspot.com/feeds/114383401145055426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25133585&amp;postID=114383401145055426&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114383401145055426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25133585/posts/default/114383401145055426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urbanum.blogspot.com/2006/03/porra-e-eu-que-pensava-que-podiam.html' title=''/><author><name>Julien De Lucca</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
